CELESTONE Injetavel - Bula

CELESTONE Injetavel



CELESTONE Injetavel

CELESTONE*

FOSFATO DISSÓDICO DE BETAMETASONA

Injetável

FORMAS FARMACÊUTICAS/APRESENTAÇÃO

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

Cada ml de CELESTONE injetável contém 5,3 mg de fosfato dissódico de betametasona, equivalente a 4 mg de betametasona.

Ingredientes inativos: EDTA dissódico, fosfato dissódico anidro, metabissulfito de sódio, fenol, água para injetáveis.

Caixa com uma ampola de 1 ml.

INFORMAÇÃO AO PACIENTE

CELESTONE* injetável deve ser conservado em temperatura entre 2 °C e 25 °C, protegido da luz.

O prazo de validade de CELESTONE* injetável é de 36 meses e encontra-se gravado na embalagem externa. Em caso de vencimento, inutilize o produto.

Informe seu médico a ocorrência de gravidez durante o tratamento ou após seu término. Informar ao médico se está amamentando.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Informe ao seu médico o aparecimento de reações desagradáveis como hipertensão arterial, fraqueza muscular, vômitos ou dor abdominal, retardo na cicatrização, dermatite, urticária, convulsões, vertigens, dor de cabeça, alterações menstruais, depressão e irritabilidade.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.

Pacientes em uso de outros medicamentos devem estar atentos para possíveis interações medicamentosas com CELESTONE Veja Interações Medicamentosas.

NÃO USE REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.

INFORMAÇÃO TÉCNICA

A betametasona, derivado sintético da prednisolona, produz potente efeito anti-inflamatório, antireumático e antialérgico no tratamento de patologias que respondem aos corticosteróides. A betametasona apresenta elevada atividade glicocorticóide e atividade mineralocorticóide leve, com intensos e diversos efeitos metabólicos, bem como mudanças na resposta imunológica a diferentes estímulos.

INDICAÇÕES

CELESTONE é indicado em vários distúrbios endócrinos, osteomusculares, do colágeno, dermatológicos, alérgicos, oftálmicos, respiratórios, hematológicos, neoplásicos e outras doenças sensíveis à corticoterapia; é indicado em situações onde se exige efeito corticosteróide rápido e intenso, sendo medicação adjuvante e não substitutiva à convencional.

Distúrbios endócrinos Insuficiência supra-renal primária ou secundária (associada a mineralocorticóides, se necessário), tireoidites não-supurativas e hipercalcemia associada ao câncer e hiperplasia adrenal congênita.

CELESTONE injetável também está indicado para hipoadrenalismo agudo, trauma grave ou procedimento cirúrgico em pacientes com hipoadrenalismo conhecido ou com reserva cortico-supra-renal duvidosa, em casos de choque em pacientes que não respondem ao tratamento convencional devido à insuficiência supra-renal suspeita ou confirmada, adrenalectomia bilateral, hiperplasia supra-renal congênita e tireoidite aguda e crise tireoidiana.

Distúrbios osteomusculares Como auxiliar no tratamento a curto prazo (em período de agudização ou exacerbação) da artrite psoríaca; artrite reumatóide (alguns casos podem necessitar de tratamento com dose de manutenção reduzida); espondilite anquilosante; bursite aguda e subaguda; tenossinovite inespecífica aguda; artrite gotosa; febre reumática aguda e osteoartrite.

CELESTONE injetável também está indicado em miosites, fibrosites, epicondilites, podendo ser útil no tratamento de cistos na apeneurose ou em tendões.

Doenças do colágeno Durante exacerbação ou como medicamento de manutenção em certos casos de lúpus eritematoso sistêmico, cardite reumática aguda, esclerodermia e dermatomiosite.

Afecções dermatológicas Pênfigo, dermatite herpetiforme bolhosa, eritema multiforme grave (síndrome de Stevens-Johnson), dermatite esfoliativa, micose fungóide, psoríase grave, eczema alérgico (dermatite crônica), dermatite seborréica grave e urticária.

A administração de CELESTONE injetável intralesionalmente está indicada no tratamento de quelóides; hipertrofia localizada infiltrada, lesões inflamatórias de: líquen plano, placas psoríacas, granuloma anular e líquen simples crônico (neurodermatite), lúpus eritematoso discóide, necrobiose lipóidica dos diabéticos e alopecia areata.

Estados alérgicos No controle de estados alérgicos graves ou incapacitantes sem resposta aos tratamentos convencionais como: rinite alérgica sazonal ou perene, polipose nasal, asma brônquica (inclusive estado de mal asmático), dermatite de contato, dermatite atópica (neurodermatite), reações medicamentosas, doença do soro, edema laríngeo não-infeccioso e angioedema.

Patologias oftálmicas Processos alérgicos graves, agudos e crônicos, e processos inflamatórios envolvendo os olhos e anexos como conjuntivite alérgica, ceratite, úlceras marginais de córnea, herpes zóster oftálmico, inflamação do segmento anterior, uveíte e coroidite posteriores difusas, neurite ótica, oftalmia do simpático, retinite central, neurite retrobulbar, irite, iridociclite e corioretinite.

Afecções respiratórias Sarcoidose sintomática, síndrome de Loeffler não controlada por outros meios, beriliose, tuberculose pulmonar fulminante ou disseminada quando associada a quimioterapia antituberculosa adequada e pneumonite por aspiração.

Distúrbios hematológicos Trombocitopenia idiopática e secundária em adultos, anemia hemolítica adquirida (auto-imunológica), eritrobastopenia, anemia hipoplástica congênita (eritróide), reações transfusionais.

Neoplasias Para o tratamento paliativo de leucemias e linfomas em adultos e leucemia aguda em crianças.

Estados edematosos Para indução da diurese ou remissão da proteinúria na síndrome nefrótica idiopática não-urêmica ou na síndrome nefrótica causada pelo lúpus eritematoso sistêmico.

Outras Meningite tuberculosa com bloqueio subaracnóide ou bloqueio iminente quando acompanhada de quimioterapia antituberculosa adequada, paralisia de Bell e traquinose associada a distúrbios neurológicos e miocárdicos.

Afecções gastrintestinais CELESTONE injetável também está indicado para tratamento de colite ulcerativa e enterite regional, durante períodos críticos.

Choque hemodinâmico Quando utilizado em altas doses pode conduzir à restauração hemodinâmica em casos selecionados que não respondem à terapêutica convencional. O princípio da utilização de corticosteróides como adjuvante no choque baseia-se em seus efeitos farmacológicos e não como reposição fisiológica.

Choque endotóxico Os corticosteróides não substituem o tratamento antibacteriano, mas o uso concomitante de corticosteróides em doses elevadas pode aumentar o índice de sobrevivência.

Edema cerebral (pressão intracranial elevada) Os benefícios do uso coadjuvante de corticosteróides no tratamento de edema cerebral provavelmente se devem ao controle da inflamação cerebral. Os esteróides são úteis como terapia coadjuvante na redução ou prevenção do edema cerebral associado à cirurgia e a outros traumas cerebrais, acidentes cerebrovasculares e tumores cerebrais malignos, tanto primários quanto metastáticos. A corticoterapia não pode ser considerada como substituta de procedimentos neurocirúrgicos.

Prevenção de rejeição em transplantes de rim No tratamento de rejeição primária aguda e tardia, administrado concomitantemente ao tratamento convencional para a prevenção de rejeição do transplante de rim.

Uso pré-natal na prevenção da síndrome da membrana hialina em prematuros Como tratamento profilático, administrado à mulher grávida (antes da 32 a semana de gestação), antes do parto.

CONTRAINDICAÇÕES

CELESTONE está contraindicado em pacientes com infecções sistêmicas por fungos, hipersensibilidade à betametasona, a outros corticosteróides ou a qualquer de seus componentes.

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS

Poderão ser necessários reajustes posológicos com a remissão ou exacerbação da doença, com a resposta individual do paciente ao tratamento e exposição a estresse emocional e/ou físico como infecção grave, cirurgia ou traumatismo.

Poderá ser necessário acompanhamento médico por até um ano após o término de tratamento prolongado ou com doses elevadas de corticosteróides.

Poderá ocorrer insuficiência supra-renal secundária de origem medicamentosa quando houver retirada rápida do corticosteróide, podendo ser evitada mediante redução gradativa da posologia. Se durante este período ocorrer situação de sobrecarga ou estresse, dever-se-á restabelecer o tratamento com corticosteróides. Se o paciente já se encontrar sob tratamento com corticosteróides, poderá haver necessidade de elevação da dose.

Como a produção de mineralocorticóides pode estar comprometida, recomenda-se a administração conjunta de sódio e/ou agentes mineralocorticóides.

Deve-se utilizar a menor dose possível de corticosteróide para controlar a doença sob tratamento. Quando for possível diminuir a dose, a redução deverá ser gradual. O acompanhamento clínico é recomendado para estabelecer a dose adequada de manutenção.

Certas doenças requerem cuidado especial para o uso apropriado destes compostos.

O efeito do corticosteróide acha-se potencializado nos pacientes com hipotireoidismo ou cirrose.

Recomenda-se precaução no uso de corticosteróides em pacientes com herpes simples ocular, devido ao possível risco de perfuração da córnea.

Os corticosteróides podem agravar quadros prévios de instabilidade emocional ou tendências psicóticas.

Os corticosteróides devem ser empregados com precaução em colite ulcerativa inespecífica com possibilidade de perfuração, abscesso ou outra infecção piogênica; diverticulite, anastomoses intestinais recentes; úlcera péptica ativa ou latente, insuficiência renal; hipertensão arterial; osteoporose e Miastenia gravis.

Como as complicações da corticoterapia dependem da dose e duração do tratamento, a relação entre riscos e benefícios deverá ser calculada e decidida para cada paciente.

Os corticosteróides podem mascarar alguns sinais de infecção e podem ocorrer novas infecções. Quando os corticosteróides são usados, podem ocorrer diminuição da resistência e incapacidade em localizar a infecção.

O uso prolongado de corticosteróides pode causar catarata subcapsular posterior (principalmente em crianças), glaucoma com possibilidade de dano ao nervo ótico e ativação de infecções oculares por fungos e vírus. Deve-se realizar testes oftalmológicos periodicamente, especialmente em pacientes sob tratamento de longo prazo (mais de 6 semanas).

Doses elevadas de corticosteróides podem causar elevação da pressão arterial, retenção de sal e água, bem como aumento da excreção de potássio. Esses efeitos são observados com menor frequência com derivados sintéticos, exceto quando usados em altas doses. Deve-se considerar a adoção de uma dieta com restrição de sal e suplementação de potássio durante o tratamento com corticosteróides. Todos os corticosteróides aumentam a excreção de cálcio.

Durante o tratamento com corticosteróides, os pacientes não deverão ser vacinados contra varíola. Outras formas de imunização também não deverão ser realizadas, especialmente quando estiver sendo usadas altas doses de corticóides, uma vez que existe maior risco de complicações neurológicas e de deficiência na formação de anticorpos. Mas, os processos de imunização deverão ser realizados em pacientes que estejam em uso de corticosteróides como terapia substitutiva, por exemplo, na doença de Addison. Pacientes que estejam em uso de doses imunossupressoras de corticosteróides deverão ser precavidos quanto à exposição a varicela (catapora) ou sarampo e, se expostos, deverão obter atendimento médico, aspecto de particular importância no caso de crianças.

A corticoterapia na tuberculose ativa deve ser restrita aos casos de tuberculose fulminante ou disseminada, nos quais o corticosteróide é associado ao esquema antituberculoso adequado. Se houver indicação de corticosteróide para pacientes com tuberculose latente ou reatividade à tuberculina, será necessária observação criteriosa diante do risco de reativação. Durante tratamentos prolongados com corticosteróides, os pacientes devem receber quimioprofilaxia.

Se a rifampicina for usada na terapia quimioprofilática ou terapêutica, seu efeito de aumento da depuração hepática dos corticosteróides deverá ser considerado, bem como um reajuste na dose do esteróide.

O tratamento com corticosteróides pode alterar a motilidade e o número de espermatozóides em alguns pacientes.

Já que a administração de corticosteróides pode prejudicar as taxas de crescimento e inibir a produção endógena de corticosteróides em crianças, o crescimento e o desenvolvimento desses pacientes em terapia esteróide prolongada devem ser monitorados.

Em raras ocasiões, têm ocorrido reações anafiláticas em pacientes recebendo corticoterapia por via parenteral. Medidas de precaução adequadas deverão ser adotadas antes da administração, especialmente quando o paciente apresentar histórico de alergia a qualquer outra droga.

Em casos de corticoterapia prolongada, a transferência da administração parenteral para a via oral deverá ser considerada depois de se avaliar os possíveis benefícios contra os riscos potenciais da droga.

CELESTONE injetável não pode ser administrado intramuscularmente a pacientes com púrpura trombocitopênica idiopática.

A administração intra-articular, intralesional e em tecidos moles pode produzir efeitos tanto locais quanto sistêmicos.

Em adminstrações intra-articulares, é necessário realizar previamente exame do líquido sinovial para excluir artrite infecciosa. Deve-se evitar injeção local em articulação previamente infectada. Aumento da dor e inflamação local, restrição de movimento na articulação, febre e mal- estar levam a supor a presença de artrite infecciosa. Caso a infecção se confirme, um tratamento antimicrobiano adequado deverá ser instituído.

Não se devem injetar corticosteróides em articulações instáveis. Injeções repetidas em articulações com osteoartrite podem aumentar a destruição articular.

Após injeção intra-articular, deve-se evitar o uso excessivo da articulação até a obtenção dos efeitos benéficos.

Devem-se evitar injeções com corticosteróides diretamente nos tendões, já que há relatos de rupturas tardias do tendão.

A administração de corticosteróides por via intramuscular deve ser profunda em músculos grandes para evitar a atrofia do tecido local.

CELESTONE injetável contém bissulfito de sódio, que pode causar reações alérgicas, entre as quais sintomas anafiláticos que ameacem a vida, ou crises asmáticas de menor gravidade em indivíduos suscetíveis.

Uso Durante a Gravidez e Lactação

Devem-se analisar os possíveis riscos e benefícios para a mãe e para o feto do uso de CELESTONE durante a gravidez e a lactação, uma vez que não foram realizados estudos controlados sobre a reprodução humana. Filhos de mulheres que receberam doses significativas de corticosteróides durante a gravidez devem ser observados para sinais de hipoadrenalismo.

Os dados disponíveis sobre o uso profilático de esteróides antes da 32 a semana de gestação ainda são controversos e deve haver criterioso julgamento médico quanto aos benefícios e possíveis efeitos deletérios à mãe. Em casos de síndrome da membrana hialina, a administração profilática de CELESTONE não deve incluir pacientes com eclâmpsia ou sinais de lesão placentária.

Quando mães foram submetidas a corticoterapia parenteral na gravidez, seus filhos tiveram supressão do hormônio do crescimento e possivelmente dos hipofisários que regulam a produção de corticóides; entretanto, a supressão não interferiu com a resposta pituitária, adrenocortical ao estresse após o nascimento.

Os corticóides atravessam a barreira placentária e são detectados no leite materno; os filhos de pacientes que utilizaram esteróides na gravidez devem ser examinados com cuidado pela possibilidade da ocorrência rara de catarata congênita.

As mulheres que utilizaram esteróides durante a gestação devem ser observadas diante da possibilidade de ocorrer insuficiência adrenal por estresse do parto. Deve haver julgamento criterioso quanto aos benefícios e possíveis riscos da amamentação quando a mãe estiver utilizando esteróides, e uma decisão quanto à interrupção do medicamento ou aleitamento.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

O uso concomitante de fenobarbital, fenitoína, rifampicina ou efedrina pode aumentar o metabolismo dos corticosteróides, reduzindo seus efeitos terapêuticos.

Pacientes em uso de corticosteróides e estrogênios devem ser observados quanto ao aumento dos efeitos esteróides.

O uso de corticosteróides associados a diuréticos depletores de potássio pode potencializar a hipocalemia.

O uso associado de corticosteróides e glicosídios cardíacos pode aumentar a possibilidade de arritmias ou intoxicação digitálica associada à hipocalemia.

Os corticosteróides podem aumentar a depleção de potássio causada pela anfotericina B. Em pacientes tratados com estas associações terapêuticas, devem-se monitorar as dosagens de eletrólitos plasmáticos, principalmente dos níveis de potássio, para evitar distúrbios hidroeletrolíticos e cardíacos.

O uso concomitante de corticosteróides e anticoagulantes cumarínicos pode potencializar ou inibir os efeitos anticoagulantes, requerendo possível reajuste posológico.

Os efeitos da associação de anti-inflamatórios não-hormonais ou álcool com os glicocorticóides podem resultar em aumento da incidência ou da gravidade de ulceração gastrintestinal. Os corticosteróides podem reduzir as concentrações sanguíneas de salicilatos. O ácido acetilsalicílico em associação aos corticosteróides deve ser usado com precaução nos casos de hipoprotrombinemia.

Poderá haver necessidade de reajustes posológicos dos medicamentos hipoglicemiantes quando os corticosteróides forem administrados a diabéticos.

Corticoterapia concomitante pode inibir a resposta à somatotropina.

REAÇÕES ADVERSAS

As reações adversas de CELESTONE têm sido as mesmas relatadas para outros corticosteróides. Habitualmente essas reações podem ser revertidas ou minimizadas por uma redução da dose, conduta esta geralmente melhor do que a interrupção do tratamento com a droga. As reações adversas relatadas incluem: retenção de sódio, perda de potássio, alcalose hipopotassômica, retenção de líquido, insuficiência cardíaca congestiva em pacientes suscetíveis e hipertensão arterial.

Alterações musculoesqueléticas: fraqueza muscular, miopatia esteróide, perda de massa muscular, agravamento de Miastenia gravis, osteoporose, necrose asséptica femural e umeral, fraturas patológicas de ossos longos e vertebrais, ruptura tendinosa e instabilidade articular (por repetidas injeções intra-articulares).

Gastrintestinais: úlcera péptica (com possibilidade de perfuração e hemorragia), pancreatite, distensão abdominal e esofagite.

Dermatológicas: retardo na cicatrização, atrofia cutânea, petéquias e equimoses, eritema facial, aumento da sudorese, inibição da reatividade aos testes cutâneos, dermatite alérgica, urticária e edema angioneurótico.

Neurológicas: convulsões, aumento de pressão intracraniana (pseudotumor cerebral) geralmente após o tratamento, vertigens e cefaléia.

Endócrinas: irregularidade menstrual, síndrone de Cushing, inibição do crescimento fetal intra-uterino e infantil, diminuição da resposta adrenal e pituitária principalmente em períodos de estresse como no trauma, na cirurgia ou em enfermidade associada, intolerância aos carboidratos, manifestação de diabetes mellitus latente e aumento da necessidade de insulina e hipoglicemiantes orais em diabéticos.

Oftalmológicas: catarata subcapsular posterior, aumento da pressão intra-ocular e exoftalmia.

Metabólicas: balanço nitrogenado negativo em decorrência ao catabolismo protéico.

Psiquiátricas: euforia, mudança de humor, depressão, psicose, alterações de personalidade, hiper-irritabilidade e insônia.

Outras reações adversas relatadas com o uso de CELESTONE foram: anafilaxia ou hipersensibilidade e reação do tipo choque ou hipotensão.

Outras reações adversas associadas à corticoterapia parenteral incluem: raros instantes de amaurose, relacionada com o tratamento intralesional na face e na cabeça; hiperpigmentação ou hipopigmentação, atrofia subcutânea; abscesso estéril; artralgia (após injeção intra-articular) e artropatia de Charcot.

Interações com drogas usadas em exames laboratoriais

Os corticosteróides podem alterar o teste do nitroblue tetrazolium para infecções bacterianas, produzindo resultados falso-negativos.

POSOLOGIA

AS NECESSIDADES POSOLÓGICAS SÃO VARIÁVEIS E DEVEM SER INDIVIDUALIZADAS COM BASE NA DOENÇA ESPECÍFICA, NA GRAVIDADE E RESPOSTA DO PACIENTE.

CELESTONE injetável pode ser utilizado para administração por via intravenosa, intramuscular, intra-articular, intralesional ou em tecidos moles.

A dose inicial de CELESTONE pode variar de 0,25 miligramas a 8 mg diários, dependendo da doença específica em tratamento. Em casos de menor gravidade, doses baixas em geral serão suficientes, enquanto que em certos pacientes poderão ser necessárias doses iniciais mais elevadas.

A dose inicial deve ser mantida ou ajustada até que se observe uma resposta favorável. Se após determinado período de tempo não ocorrer uma resposta clínica satisfatória, CELESTONE deverá ser descontinuado e o paciente deverá receber outra medicação.

A dose pediátrica inicial normal varia de 0,017 mg a 0,25 miligramas por kg de peso corporal por dia, ou 0,5 miligramas a 7,5 miligramas por metro quadrado de superfície corporal por dia. Assim como em adultos, as doses não devem ser restritas às indicadas por kg de peso, mas conforme determinantes clínicos. A dose intramuscular é de 0,02 mg a 0,125 miligramas por kg diariamente.

CELESTONE deve ser utilizado preferencialmente em dose única diária em regime de manutenção, aumentando a aderência do paciente ao tratamento.

Como CELESTONE injetável pode ser administrado por várias vias, recomenda-se seu uso por via intravenosa em casos de emergência.

CELESTONE injetável também pode ser administrado de forma diluída em solução salina ou glicosada, para gotejamento intravenoso. CELESTONE injetável deverá ser acrescentado à solução no momento da administração. Soluções não utilizadas deverão ser refrigeradas imediamente e usadas dentro das 24 horas seguintes.

Após observação de resposta favorável, a dose de manutenção deverá ser determinada mediante pequenos decréscimos da dose inicial, em intervalos regulares de tempo, até que se obtenha a menor dose com resposta clínica adequada.

A exposição do paciente a situações de estresse não relacionado à doença em tratamento poderá necessitar de um acréscimo da dose de CELESTONE. Caso o medicamento tenha que ser descontinuado após tratamento prolongado, a dose deverá ser reduzida gradativamente.

As doses recomendadas de CELESTONE injetável de acordo com a doença são as seguintes:

Edema cerebral A melhora do quadro clínico pode ocorrer poucas horas após a administração de 2 mg a 4 mg de betametasona. Pacientes em coma podem receber doses convencionais, que variam de 2 mg a 4 mg, 4 vezes por dia.

Rejeição de transplante de rim Deverá ser administrado por via intravenosa, mediante gotejamento contínuo. A dose inicial de betametasona será de 60 miligramas durante as primeiras 24 horas. Circunstâncias individuais podem requerer variações da dose.

Uso na síndrome da membrana hialina em prematuros Quando o parto prematuro for inevitável antes da 32 a semana de gestação ou quando for necessário induzir o parto antes da 32 a semana de gestação, recomendar-se-á a administração intramuscular na dose de 4 mg a 6 mg de betametasona a cada 12 horas durante 24 a 48 horas (2 a 4 doses), antes da hora esperada do parto. O tratamento deverá ser iniciado, no mínimo, 24 horas antes do parto (preferivelmente de 48 a 72 horas) para que o composto produza sua ação clínica.

CELESTONE injetável deverá ser considerado como tratamento profilático se o feto apresentar baixo índice de lecitina/esfingomielina ou baixos níveis de espuma nas provas de estabilidade do líquido amniótico. Nesta situação, deverá ser utilizada a mesma dose recomendada anteriormente.

Afecções osteomusculares As doses recomendadas dependerão do tamanho da articulação ou do local a ser tratado.

Local afetado Betametasona (mg)

Grandes articulações Pequenas articulações Bursas Bainhas dos tendões Calosidades Tecidos moles Gânglios 2,0 a 4,0 0,8 a 2,0 2,0 a 3,0 0,4 a 1,0 0,4 a 1,0 2,0 a 6,0 1,0 a 2,0 Reações transfusionais Para a prevenção de reações transfusionais, deve-se administrar CELESTONE injetável (4 mg ou 8 mg de betametasona) por via intravenosa imediatamente antes da transfusão de sangue. Não misturar o corticosteróide com o sangue. Se a transfusão se repetir, poderá ser administrada a mesma dose até um total de 4 vezes em 24 horas, se necessário.

Administração subconjuntival Corticosteróides solúveis são administrados com frequência por injeção subconjuntival no tratamento de afecções oftálmicas que respondem ao tratamento com corticosteróides. A dose habitual é de 0,5 ml (2 mg de betametasona).

SUPERDOSAGEM

A superdose com glicocorticóides, inclusive com a betametasona, em geral não envolve condições de risco de vida. Com exceção de doses extremas, alguns dias de dose excessiva de glicocorticóides parecem não causar resultados prejudiciais na ausência de contraindicações específicas como em pacientes com diabetes mellitus, glaucoma ou úlcera péptica ativa, ou em pacientes medicados com digitálicos, anticoagulantes cumarínicos ou diuréticos depletores de potássio. O tratamento da superdose é a indução de êmese ou lavagem gástrica. Outras complicações resultantes de efeitos metabólicos dos corticosteróides ou de efeitos deletérios sobre patologias básicas ou concomitantes ou ainda resultantes de interação medicamentosa devem ser conduzidas adequadamente


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