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Comtan



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Indicação

Para quê serve Comtan?

Adjuvante na preparação padrão de levodopa/benserazida ou levodopa/carbidopa em pacientes com doença de Parkinson e flutuações motoras de fim de dose que não podem ser estabilizadas por estas associações.

Contraindicações

Quando NÃO devo usar este medicamento?

Hipersensibilidade conhecida ao entacapone ou a outros componentes da formulação. Gravidez e amamentação. Disfunção hepática. O entacapone é contraindicado a pacientes com feocromocitoma por causa do risco aumentado de crise hipertensiva. O uso concomitante de entacapone com os inibidores não seletivos da monoaminoxidase (MAO-A e MAO-B), (p. ex.: fenelzina, tranilcipromina) é contraindicado. Da mesma forma o uso concomitante de entacapone com o inibidor seletivo de MAO-A mais um inibidor seletivo de MAO-B é contraindicado. O entacapone pode ser usado com selegilina (um inibidor seletivo de MAO-B), mas a dose diária de selegilina não deve exceder 10 miligramas (veja Interações medicamentosas e outras formas de interações). História prévia de síndrome neuroléptica maligna (SNM) e/ou rabdomiólise não traumática.

Posologia

Como usar Comtan?

Entacapone é administrado por via oral e em combinação com doses de levodopa/carbidopa ou levodopa/benserazida. A prescrição para essas preparações de levodopa é aplicável ao uso concomitante das mesmas com entacapone. Entacapone pode ser administrado com ou sem alimentos. Administra-se um comprimido de 200 miligramas com cada dose de levodopa/inibidor da dopa descarboxilase. A dose máxima recomendada é de 200 miligramas dez vezes por dia, isto é, 2 g de entacapone. O entacapone aumenta os efeitos da levodopa. Assim, para reduzir os efeitos adversos dopaminérgicos relacionados com a levodopa, p. ex., discinesias, náuseas, vômitos e alucinações, é frequentemente necessário ajustar-se a dose de levodopa durante os primeiros dias ou as primeiras semanas após o início do tratamento com entacapone. A dose diária de levodopa deve ser reduzida em cerca de 10% a 30% pelo aumento dos intervalos entre as administrações e/ou pela redução da quantidade de levodopa por dose de acordo com a condição clínica do paciente. Se o tratamento com entacapone for interrompido, é necessário ajustar-se a dose dos outros tratamentos antiparkinsonianos, especialmente o da levodopa, para se alcançar um nível de controle suficiente dos sintomas. O entacapone aumenta a biodisponibilidade da levodopa nas preparações padrões de levodopa/benserazida um pouco mais (5-10%) do que nas preparações levodopa/carbidopa. Portanto, pacientes que recebem preparações convencionais levodopa/benserazida devem ter uma redução da dose de levodopa quando o tratamento com entacapone for iniciado. A insuficiência renal não afeta a farmacocinética do entacapone, não havendo nesse caso necessidade de ajuste da dose. Contudo, para pacientes submetidos à diálise, um intervalo maior entre as doses deve ser considerado.

Uso em idosos: não é necessário o ajuste de doses em pacientes idosos.

Uso em crianças: como o entacapone não foi estudado em pacientes com idade inferior a 18 anos, não se recomenda a utilização do medicamento nesses pacientes. - Superdosagem: não há relato de casos de superdosagem com entacapone. O tratamento da superdosagem aguda é sintomático.

Efeitos Colaterais

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Nos estudos realizados na fase III duplo-cego, placebo-controle as reações adversas muito comuns encontradas foram: discinesia, náusea e urina anormal. As reações adversas comuns encontradas nos estudos na fase III duplo-cego, placebo-controlado são: diarréia, agravamento do parkinsonismo, tontura, dor abdominal, insônia, boca seca, fadiga, alucinações, constipação, distonia, aumento da transpiração, hipercinesia, cefaléia, câimbras nas pernas, confusão, paroníria, queda, hipotensão postural, vertigem e tremor. Muitos dos efeitos adversos causados por entacapone relacionam-se à atividade dopaminérgica aumentada e ocorrem mais frequentemente no início do tratamento. A redução da dose da levodopa diminui a frequência e a gravidade desses efeitos. A outra classe principal de eventos adversos são sintomas gastrintestinais, inclusive náuseas, vômitos, dores abdominais, constipação e diarréia. A cor da urina pode alterar-se para castanho-avermelhado pelo entacapone, mas esse fenômeno é inofensivo. Geralmente os efeitos adversos provocados pelo entacapone são de natureza leve a moderada. Os eventos adversos mais comuns que levam à interrupção do tratamento com entacapone são sintomas gastrintestinais (p. ex., diarréia) e sintomas dopaminérgicos (p. ex., discinesias). Foram relatados após a administração de entacapone com frequência maior do que o placebo, discinesias, náusea, diarréia, dor abdominal e boca seca. Alguns dos eventos adversos, como discinesia, náusea e dores abdominais, podem ser mais comuns com doses mais elevadas (1,4 a 2,0 g por dia) do que com doses mais baixas de entacapone. Uma leve diminuição da hemoglobina, contagem de eritrócito e hematócrito foram relatados durante o tratamento com entacapone. O mecanismo de base envolve diminuição na absorção de ferro no trato gastrintestinal. Foi observado, durante um período prolongado de tratamento (6 meses) com entacapone, uma diminuição clínica significativa de hemoglobina em alguns pacientes. Foram relatados aumentos clínicos significativos das enzimas hepáticas em casos raros.

Composição

Cada comprimido revestido contém 200 miligramas deentacapone. Excipientes: celulose microcristalina, manitol, croscarmelose sódica, óleo vegetal hidrogenado, hidroxipropilmetilcelulose, polissorbato 80, glicerol a 85%, sacarose, estearato de magnésio, óxido de ferro amarelo, óxido de ferro vermelho e dióxido de titânio.

Apresentação

Embalagens com 30 ou 60 comprimidos revestidos de 200 miligramas

Laboratório

Novartis Biociências S.A.


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