ERGOTRATE Injetável - Bula

ERGOTRATE Injetável



ERGOTRATE Injetável

Composição

cada ampola contém: maleato de ergometrina 0,2mg, excipiente q.s.p. 1 ampola.

Posologia e Administração

o maleato de ergometrina é usado rotineiramente na prática obstétrica, pela via intramuscular. Por essa via, o medicamento produz uma firme contração do útero, dentro de alguns minutos. A administração intravenosa produz uma resposta mais rápida; todavia, devido à incidência mais alta de náuseas e outras reações adversas, recomenda-se que a via intravenosa seja restrita a emergências, tal como hemorragia uterina excessiva. A dose usual intramuscular (ou intravenosa de emergência) é uma ampola de 0,2 mg. No caso de hemorragia grave uterina, poderá ser necessária a repetição da dose; porém, raramente acima de uma ampola a cada duas ou quatro horas. Em algumas pacientes com deficiência de cálcio, o útero poderá deixar de responder ao maleato de ergometrina. Em tais casos, pode-se obter pronta resposta terapêutica pela cautelosa injeção de um sal de cálcio. O cálcio não deve ser administrado por via intravenosa a pacientes submetidas a tratamento digitálico. Apresenta-se também sob a forma de comprimidos para administração oral. Superdosagem: sinais e sintomas: os sintomas podem ter início minutos após a superdosagem com os derivados do esporão de centeio e podem incluir náusea, vômito, dor de cabeça, diarréia, e em mulheres cólica uterina. Houve relato de um recém-nascido ter apresentado depressão respiratória, cianose e convulsões. A intensa vasoconstrição com ergotamina e outros derivados do esporão de centeio é muito menos frequente com a ergometrina. Dor intensa no peito, isquemia cardíaca, infarto do miocárdio e morte podem ocorrer em pacientes com doença arterial coronariana. A toxicidade pode ocorrer com doses de 3 mg ou mais. Foi relatada morte de uma criança de 14 meses após uma dose de 12 mg. A dose de 25 miligramas administrada por vários dias foi fatal em um caso. A toxicidade e as concentrações séricas não se correlacionam bem. Não há informação disponível sobre a DL50. Tratamento: para tratar a superdosagem, considerar a possibilidade de superdosagem de múltiplas drogas, interação entre drogas e cinética inusitada da droga no paciente. Pacientes com superdosagem de derivados do esporão de centeio devem ser monitorados cuidadosamente. Deve ser estabelecida uma passagem segura de ar aos pulmões, e o eletrocardiograma monitorado a fim de determinar isquemia e ritmo cardíaco. A isquemia cardíaca pode ser tratada com nitroglicerina. Convulsões podem responder ao diazepam ou fenitoína. Se a vasoconstrição periférica for um problema, nitroprussiato de sódio ou fentolamina podem ser úteis. Proteger a passagem de ar para o paciente e garantir ventilação e perfusão. Monitorar meticulosamente e manter, dentro dos limites aceitáveis, os sinais vitais do paciente, os gases do sangue, eletrólitos séricos, etc. Se a ergometrina foi ingerida recentemente e não houve vômito, a absorção pelo trato gastrintestinal pode ser diminuída administrando carvão ativado, que em muitos casos é mais eficaz que êmese ou lavagem gástrica; considerar o carvão ativado ao invés de ou em adição ao esvaziamento gástrico. Doses repetidas de carvão ativado podem acelerar a eliminação de algumas drogas que foram absorvidas. Proteger a passagem de ar ao paciente quando empregar o esvaziamento gástrico ou carvão ativado. Diurese forçada, diálise peritoneal, hemodiálise ou hemoperfusão com carvão ativado não foram estabelecidos como métodos benéficos para casos de superdosagem com ergometrina.

Precauções

gerais: em virtude de produzir uma alta tonicidade uterina, o maleato de ergometrina não é recomendado para uso rotineiro antes da expulsão da placenta, a menos que o obstetra seja versado na técnica descrita por Davis e outros, e disponha de instalações adequadas e pessoal treinado. Deve-se evitar o uso prolongado do maleato de ergometrina, bem como de todos os preparados do esporão de centeio. Se aparecerem sintomas de ergotismo, deve-se descontinuar o maleato de ergometrina. O maleato de ergometrina deve ser usado cautelosamente em pacientes com hipertensão, doença cardíaca, shunt venoatrial, estenose da válvula mitral, doença vascular obstrutiva, septicemia ou insuficiência hepática ou renal. As características e a quantidade de sangramento vaginal devem ser observadas. A hipocalcemia pode prejudicar a resposta à droga. Se a paciente não estiver tomando digitálicos, a administração cautelosa de gluconato de cálcio, por via intravenosa, pode produzir a ação ocitócica desejada. Testes laboratoriais: a pressão arterial, o pulso e a resposta uterina devem ser monitorados. Mudanças repentinas nos sinais vitais ou períodos frequentes de relaxamento uterino devem ser anotados.

Reações adversas

podem ocorrer náuseas e vômitos; porém, são incomuns. Foram relatados fenômenos alérgicos, incluindo choque. Também foi relatado ergotismo. Elevações da pressão arterial, algumas vezes extremas, podem aparecer numa pequena percentagem de pacientes, mais frequentemente em associação com anestesia regional (caudal ou raquidiana), com administração prévia de um vasoconstritor e com a utilização da via intravenosa para a administração do ocitócico. O mecanismo de tal hipertensão é obscuro, desde que pode ocorrer na ausência de anestesia, vasoconstritores e ocitócicos. Essas elevações não são mais frequentes com o maleato de ergometrina do que com outros ocitócicos. Geralmente desaparecem prontamente após injeção intravenosa de 15 miligramas de clorpromazina. O uso do maleato de ergometrina após o parto tem sido associado com raros casos de infarto do miocárdio.

Contra-Indicações

indução do trabalho de parto e em casos de ameaça de aborto espontâneo. Não deve ser administrado àquelas pacientes que já tenham demonstrado alergia ou idiossincrasia ao medicamento. - Advertências: todas as drogas ocitócicas são potencialmente perigosas. Mães e filhos têm sido afetados e até mortos devido ao uso indevido dessas drogas. A hiperestimulação do útero durante o trabalho de parto pode levar à tetania uterina com acentuado distúrbio do fluxo de sangue útero-plancetário, ruptura uterina, lacerações cervical e perineal, embolismo do líquido amniótico e trauma da criança (hipoxia, hemorragia intracraniana). Devido a esses riscos, resultantes de altas doses, as drogas ocitócicas devem ser administradas sob condições de meticulosa observação.

Indicações

prevenção e tratamento da hemorragia pós-parto e pós-aborto, devido à atonia uterina.

Apresentação

caixa com 100 ampolas de 1 ml, de uso exclusivo em hospitais.


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