Eupressin - Bula

Eupressin



Eupressin

Indicação

Para quê serve Eupressin?

Todos os graus de hipertensão essencial; hipertensão renovascular; na insuficiência cardíaca congestiva (ICC). Como adjuvante à terapia convencional, Eupressin é indicado para reduzir a mortalidade em pacientes com insuficiência cardíaca.

Contraindicações

Quando não devo usar este medicamento?

Indivíduos que tenham demonstrado hipersensibilidade ao maleato de enalapril ou demais componentes da fórmula. Nos pacientes com história de edema angioneurótico relacionado a tratamento prévio com inibidores da enzima de conversão da angiotensina.

Posologia

Como usar Eupressin?

Como a absorção de Eupressin não é afetada pela ingestão de alimentos, os comprimidos podem ser administrados antes, durante ou após as refeições. A dose diária usual varia de 10 a 40 miligramas para todas as indicações. Eupressin pode ser administrado 1 ou 2 vezes por dia. Em pacientes com ICC, com insuficiência renal, ou que estejam sendo tratados com diuréticos, pode ser necessária uma dose inicial menor de Eupressin. Até o presente momento, a dose máxima estudada no homem é de 80 miligramas diários. Hipertensão essencial: dose inicial 10 a 20 miligramas administrada 1 vez ao dia. Hipertensão leve: dose inicial 10 miligramas por dia. Outros graus de hipertensão: dose inicial 20 miligramas por dia. A dose de manutenção usual é de 1 comprimido de 20 miligramas ao dia. A posologia deve ser ajustada de acordo com as necessidades do paciente. Hipertensão renovascular: iniciar com 1 dose menor, de 2,5 miligramas a 5 mg, e ajustar segundo as necessidades do paciente. A maioria dos pacientes responde a 20 miligramas ao dia. Cautela em pacientes hipertensos tratados recentemente com diuréticos, devido à possibilidade de ocorrer hipotensão sintomática após a dose inicial de Eupressin. Nestes casos, suspender o diurético por 2 a 3 dias antes de iniciar a terapia com Eupressin. Posologia em caso de insuficiência renal: geralmente deve-se prolongar o intervalo entre as doses de Eupressin, ou reduzir a posologia. Em caso de disfunção renal leve (depuração de creatinina entre 30 e 80 ml/min): dose inicial 5 a 10 mg; disfunção moderada (creatinina entre 10 e 30 ml/min): 2,5 a 5 mg; e disfunção grave (creatinina 10 ml/min): 2,5 miligramas nos dias de diálise. Como enalapril é dialisável, deve-se ajustar a posologia à resposta da pressão arterial. Insuficiência cardíaca congestiva: monitorizar a pressão arterial e a função renal antes e depois de iniciar o tratamento com Eupressin, devido à possibilidade de ocorrer hipotensão e insuficiência renal na ICC. A dose inicial de Eupressin em pacientes com insuficiência cardíaca é de 2,5 miligramas e deve ser administrada sob supervisão médica, para se verificar o efeito inicial sobre a pressão arterial. O início da ação se dá alguns minutos após a administração. O efeito máximo sobre a pressão arterial e parâmetros hemodinâmicos é observado, em geral, nas primeiras 4 horas. Na ausência de, ou após, tratamento efetivo da hipotensão sintomática, consequente ao início da terapêutica com Eupressin, as doses devem ser aumentadas gradualmente, de acordo com a resposta do paciente, até 10 ou 20 miligramas diários. Esse período de titulação da dose decorrerá num período variável de 2 a 4 semanas, ou menos, se necessário a critério médico. A dose usual de manutenção é de 10 a 20 miligramas diários, em dose única ou dividida. Nota: o aparecimento de hipotensão após a dose inicial de Eupressin não significa que esta ocorrerá durante a terapia crônica. Tal ocorrência não contraindica o uso continuado do Eupressin. - Superdosagem: estão disponíveis dados limitados sobre a superdosagem no homem. A mais provável manifestação de superdosagem seria a hipotensão, que pode ser tratada, se necessário, por infusão intravenosa de solução salina normal e/ou angiotensina II.

Efeitos Colaterais

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Eupressin demonstrou ser geralmente bem tolerado. Nos estudos clínicos, a incidência global de reações adversas não foi maior com Eupressin do que a verificada com placebo. Na maioria dos casos, as reações adversas foram leves e transitórias, e não requereram interrupção do tratamento. Tonturas e cefaléias foram os efeitos mais comumente relatados. Fadiga e astenia. Outros efeitos colaterais: hipotensão, hipotensão ortostática, síncope, náuseas, diarréia, câimbras musculares, erupção cutânea e tosse. Foram relatados raros casos de edema angioneurótico com edema da face, da língua e da glote, associados à dispnéia. Nestas circunstâncias, Eupressin deve ser descontinuado, e medidas clínicas apropriadas devem ser iniciadas imediatamente. Achados laboratoriais: raramente ocorrem alterações de parâmetros laboratoriais durante o tratamento com Eupressin. Foram, contudo, descritos em casos isolados, aumentos da uréia e creatinina, principalmente em pacientes com insuficiência renal. Igualmente raras foram as observações de redução da hemoglobina, hematócrito, plaquetas e leucócitos ou a elevação de enzimas hepáticas.

Advertências e precauções

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Hipotensão sintomática: tem ocorrido raramente. É mais provável sua ocorrência em hipertenso com depleção do volume, restrição dietética de sal ou submetido à diálise. Ela é mais frequente em pacientes com grau avançado de ICC, que necessitam de altas doses de diuréticos de alça e apresentam falência renal. Havendo necessidade, será feita reposição de volume e o tratamento com Eupressin pode ser continuado. Insuficiência renal: pacientes com insuficiência renal podem requerer dose reduzida e/ou menos frequente de Eupressin. Como alguns pacientes hipertensos, sem lesão renal preexistente aparente, desenvolveram discretos e transitórios aumentos da uréia e creatinina sanguíneas, quando receberam concomitantemente Eupressin e um diurético; recomenda-se monitorizar previamente a função renal do paciente. Pode ser necessária a redução da dose de Eupressin e/ou a interrupção do diurético. Hipersensibilidade e edema angioneurótico: foi relatado raramente em pacientes tratados com inibidores da ECA. O tratamento deve ser descontinuado e o paciente deve ser observado. Uso na gravidez: não há estudos adequados e bem controlados do enalapril em grávidas. O mesmo atravessa a barreira placentária e aparece no sangue do cordão umbilical. Há, portanto, risco potencial de hipotensão fetal, redução do peso ao nascer e diminuição da perfusão renal e/ou anúria no feto, a partir da exposição in útero aos inibidores da ECA. Todo o neonato, que foi exposto ao enalapril in útero, deverá ser observado cuidadosamente quanto ao débito urinário e a pressão arterial. Se necessário, deve-se iniciar tratamento clínico adequado, incluindo-se a administração de fluidos ou até diálise para remover o enalapril de sua circulação. O uso de inibidores da ECA durante a gestação não é, pelos motivos expostos, absolutamente recomendado, a não ser que não haja outra opção de tratamento. Neste caso, a gestante deverá ser devidamente cientificada do fato. Lactantes: o enalapril e o enalaprilato podem ser potencialmente secretados no leite materno. Aconselha-se que todos os riscos devam ser avaliados, no caso de Eupressin ser receitado a lactantes. Uso pediátrico: Eupressin não foi estudado em crianças. - Interações medicamentosas: terapia anti-hipertensiva: pode ocorrer efeito aditivo, quando Eupressin for usado com outros anti-hipertensivos. Potássio sérico: geralmente mantém-se dentro dos limites normais. Em pacientes com insuficiência renal, a administração de Eupressin pode elevar o potássio sérico.

Composição

Cada comprimido de Eupressin 2,5, 5, 10 e 20 mgcontém respectivamente: maleato de enalapril 2,5 mg, 5 mg, 10 miligramas e 20 miligramas Excipiente q.s.p. 1 comprimido.

Apresentação

Embalagens com 30 comprimidos de 2,5 mg, 5 miligramas e 10 miligramas e embalagens com 10 e 30 comprimidos de 20 miligramas

Laboratório

Biosintética Farmacêutica Ltda.


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