Galvus - Bula

Galvus



Laboratório

Novartis

Apresentação de Galvus

50 miligramas - embalagens contendo 28 ou 56 comprimidos.

Galvus - Indicações

Galvus é indicado como adjuvante à dieta e ao exercício para melhorar o controle glicêmico em pacientes com diabetes mellitus tipo 2. • Como monoterapia. • Em combinação com cloridrato de metformina, sulfoniluréia (SU), tiazolidinediona (TZD) ou insulina quando dieta, exercício e um único agente antidiabético não resultarem em um controle glicêmico adequado.

Contraindicações de Galvus

Galvus é contraindicado a pacientes com conhecida hipersensibilidade à vildagliptina ou a qualquer um dos excipientes (veja Composição).

Advertências

Geral Galvus não é um substituto da insulina em pacientes insulino-dependentes. Galvus não pode ser usado em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 ou para o tratamento da cetoacidose diabética. Insuficiência renal Há experiência limitada em pacientes com insuficiência renal moderada ou grave e em pacientes com doença renal em fase terminal (ESRD) em hemodiálise. Portanto, o uso de Galvus não é recomendado a esses pacientes. Insuficiência hepática Galvus não é recomendado em pacientes com insuficiência hepática, incluindo pacientes com níveis pré-tratamento acima de 2,5 vezes o limite superior da normalidade para ALT ou AST. Monitoramento de enzimas hepáticas Casos raros de disfunção hepática (incluindo hepatite) foram relatados. Nesses casos, os pacientes foram geralmente assintomáticos, sem sequelas clínicas e os testes de função hepática (transaminases hepáticas) retornaram ao normal após a descontinuação do tratamento. A avaliação das transaminases hepáticas deve ser realizada antes do início do tratamento com Galvus. Galvus não é recomendado em pacientes com níveis pré-tratamento acima de 2,5 vezes o limite superior da normalidade para ALT ou AST. Testes de função hepática devem ser monitorados durante o tratamento com Galvus em intervalos de 3 meses durante o primeiro ano e depois periodicamente. Pacientes que desenvolverem aumento de transaminases devem ser monitorizados através de segunda avaliação para confirmar o achado e posteriormente controlado até que a(s) anormalidade(s) retorne(m) ao normal. Se um aumento de 3x ou mais o limite superior da normalidade da AST ou ALT persistir, é recomendado que se interrompa o tratamento com Galvus. Pacientes que desenvolverem icterícia ou outros sinais sugestivos de disfunção hepática devem descontinuar o tratamento com Galvus e entrar imediatamente em contato com seu médico. Após a interrupção do tratamento com Galvus e normalização dos testes de função hepática, o tratamento com vildagliptina não pode ser reiniciado. Outros Os comprimidos de Galvus contêm lactose. Galvus não é, por isso, recomendado a pacientes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência da lactase ou má absorção de glicose-galactose.

Uso na gravidez de Galvus

Estudos de fertilidade foram conduzidos em ratos com doses até 200 vezes acima da dose humana e não evidenciaram problemas com fertilidade ou desenvolvimento embrionário precoce devido à vildagliptina. A vildagliptina não mostrou teratogenicidade em ratos ou em coelhos. Não há, entretanto, estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas e, assim, a vildagliptina não pode ser utilizada durante a gravidez a menos que os benefícios à mãe sejam superiores aos riscos potenciais ao feto. Nem sempre os estudos em animais prevêem a resposta em humanos. Uma vez que, as informações atuais sugerem fortemente que a hiperglicemia durante a gravidez é associada a uma alta incidência de anormalidades congênitas, assim como com o aumento da morbidade e mortalidade neonatal, a maioria dos especialistas recomenda que a monoterapia com insulina seja utilizada durante a gravidez a fim de manter a glicemia o mais próximo possível da normalidade. Esse medicamento pertence à categoria de risco na gravidez B, portanto, este medicamento não pode ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Lactação Como não é sabido se a vildagliptina é excretada no leite humano, não se deve administrar Galvus a mães que estejam amamentando.

Interações medicamentosas de Galvus

A vildagliptina tem um baixo potencial para interações com fármacos. Uma vez que a vildagliptina não é um substrato das enzimas do citocromo P (CYP) 450 nem inibe ou induz as enzimas CYP 450, não é comum a interação com co-medicações que são substratos, inibidores ou indutores dessas enzimas. Além disso, a vildagliptina não afeta a depuração metabólica de co-medicações metabolizadas pela CYP 1A2, CYP 2C8, CYP 2C9, CYP 2C19, CYP 2D6, CYP 2E1, e CYP 3A4/5. Estudos de interações fármaco-fármaco foram conduzidos com medicações comumente coprescritas para pacientes com diabetes mellitus tipo 2 ou medicações com uma janela terapêutica estreita. Como resultado desses estudos, não foi observada nenhuma interação de relevância clínica com a co-administração da vildagliptina com outros antidiabéticos orais (glibenclamida, pioglitazona, cloridrato de metformina), anlodipino, digoxina, ramipril, sinvastatina, valsartana ou varfarina.

Reações adversas e efeitos colaterais de Galvus

Dados de segurança foram obtidos de 3.784 pacientes expostos à vildagliptina na dose diária de 50 miligramas (uma vez ao dia) ou 100 miligramas (50 miligramas duas vezes ao dia ou 100 miligramas uma vez ao dia) em estudos clínicos controlados de no mínimo 12 semanas de duração. Desses pacientes, 2.264 foram expostos à vildagliptina como monoterapia e 1.520 foram expostos à vildagliptina como terapia combinada a outro agente antidiabético. 2.682 pacientes foram tratados com vildagliptina 100 miligramas diários (2.027 com 50 mg, duas vezes ao dia e 655 com 100 miligramas uma vez ao dia) e 1.102 pacientes foram tratados com vildagliptina 50 miligramas uma vez ao dia. A maioria das reações adversas nesses estudos foram leves e transitórias, não havendo necessidade de descontinuar o tratamento. Não houve correlação entre as reações adversas e idade, etnia, duração da exposição ou dose diária. Casos raros de angioedema foram relatados com vildagliptina em frequência similar a dos grupos controle. A maioria dos casos foi relatada quando a vildagliptina foi administrada em combinação com um inibidor da enzima conversora da angiotensina (Inibidor da ECA). A maioria dos eventos foi de gravidade leve e se resolveu durante a continuidade do tratamento com vildagliptina. Casos raros de disfunção hepática (incluindo hepatite) foram relatados. Nesses casos, os pacientes foram geralmente assintomáticos, sem sequelas clínicas e os testes de função hepática (transaminases hepáticas) retornaram ao normal após a descontinuação do tratamento. Nos dados de estudos controlados em monoterapia e em terapia adjuvante com até 24 semanas de duração, a incidência de elevações de 3x ou mais o limite superior da normalidade da AST ou ALT (classificado quando presente em pelo menos 2 medições consecutivas ou na visita final durante a fase de tratamento) foi 0,2%, 0,3% e 0,2% para vildagliptina 50 miligramas uma vez ao dia, vildagliptina 50 miligramas duas vezes ao dia e todos os comparadores, respectivamente. Essas elevações nas transaminases foram geralmente assintomáticas, não progressivas e não associadas a colestase ou icterícia. As reações adversas reportadas nos pacientes que receberam Galvus como monoterapia e como terapia adjuvante nos estudos duplo-cegos, estão listadas abaixo, para cada indicação, por classe dos sistemas de órgãos e frequência absoluta. As frequências são definidas como: muito comum (>= 1/10); comum (= 1/100, < 1/10); incomum (= 1/1.000, < 1/100); raro (= 1/10.000, < 1/1.000) e muito raro (< 1/10.000). Dentro de cada grupo de frequência, as reações adversas estão apresentadas em ordem decrescente de gravidade. Monoterapia A incidência geral da interrupção do tratamento nos estudos com monoterapia devido às reação adversas não foi maior em pacientes tratados com vildagliptina na dose de 50 miligramas uma vez ao dia (0,2%) ou vildagliptina na dose de 50 miligramas duas vezes ao dia (0,1%) quando comparados ao placebo (0,6%) ou comparadores (0,5%) Em estudos com monoterapia, a hipoglicemia foi incomum, reportada em 0,5% (2 de 409) dos pacientes tratados com vildagliptina 50 miligramas uma vez ao dia e 0,3% (4 de 1.373) dos pacientes tratados com vildagliptina 50 miligramas duas vezes ao dia, comparadas a 0,2% (2 de 1.082) dos pacientes no grupo tratado com um comparador ativo ou placebo, não houve eventos sérios ou graves reportados Galvus tem efeito neutro sobre o peso quando administrado como monoterapia. (continua na bula original)

Galvus - Posologia

A manutenção da terapia antidiabética deve ser individualizada. A dose diária recomendada de Galvus para a monoterapia ou em combinação com cloridrato de metformina, TZD ou insulina é de 50 miligramas ou 100 miligramas diários. A dose de 50 miligramas deve ser administrada uma vez ao dia pela manhã. A dose de 100 miligramas deve ser administrada dividida em duas doses de 50 mg, dadas uma pela manhã e outra à noite. Quando utilizado em combinação com sulfoniluréia, a dose recomendada de vildagliptina é 50 mg, uma vez ao dia administrada pela manhã. Nesta população de pacientes, doses diárias de vildagliptina 100 miligramas não foram mais efetivas que doses diárias de vildagliptina 50 miligramas Se o paciente estiver com a dose diária máxima recomendada de vildagliptina e for requerido um controle glicêmico mais rigoroso, pode-se considerar a inclusão de outro fármaco antidiabético como metformina, sulfoniluréia, tiazolidinediona ou insulina. Galvus pode ser administrado com ou sem alimento. Pacientes com insuficiência hepática ou renal Galvus não é recomendado em pacientes com insuficiência hepática, incluindo pacientes com níveis pré-tratamento acima de 2,5 vezes o limite superior da normalidade para ALT ou AST. Em pacientes com insuficiência renal leve não são requeridos ajustes na dose de Galvus. Galvus não é, entretanto, recomendado a pacientes com insuficiência renal moderada ou grave ou doença renal em fase terminal (ESRD) em hemodiálise (veja Advertências e Características farmacológicas). Pacientes idosos Em pacientes com >= 65 anos de idade e = 75 anos de idade tratados com Galvus, nenhuma diferença foi observada na segurança, tolerabilidade, ou eficácia geral entre essa população e pacientes jovens. Nenhum ajuste de dose é, então, necessário em pacientes idosos (veja Características farmacológicas). Pacientes pediátricos Galvus não foi estudado em pacientes menores de 18 anos de idade; portanto, o uso de Galvus em pacientes pediátricos não é recomendado (veja Características farmacológicas).

Superdosagem

Superdose Sinais e sintomas Em voluntários sadios (sete de quatorze voluntários por grupo de tratamento), Galvus foi administrado uma vez ao dia em doses diárias de 25, 50, 100, 200, 400 e 600 miligramas por até 10 dias consecutivos. Doses de até 200 miligramas foram bem toleradas. Com 400 mg, houve três casos de dor muscular e casos isolados de parestesia leve e transitória, febre, edema e aumento transitório nos níveis de lipase (2x ULN). Com 600 mg, um voluntário apresentou edema nos pés e mãos, e um aumento excessivo nos níveis de creatinina fosfoquinase (CPK), acompanhado pela elevação da alanina aminotransferase (AST), proteína C-reativa e mioglobina. Nesse grupo, três voluntários adicionais apresentaram edema de ambos os pés, acompanhado de parestesia em dois casos. Todos os sintomas e anormalidades laboratoriais foram resolvidos após a descontinuação do fármaco estudado. Gerenciamento Galvus não é dialisável, entretanto, o principal metabólito de hidrólise (LAY151) pode ser removido por hemodiálise.

Galvus - Informações

A vildagliptina, um membro da classe dos ativadores das ilhotas pancreáticas, é um inibidor potente e seletivo da dipeptidil-peptidade-4 (DPP-4) que melhora o controle glicêmico. A administração de vildagliptina resulta em uma rápida e completa inibição da atividade da DPP-4. Em pacientes com diabetes mellitus tipo 2, a administração de vildagliptina leva à inibição da atividade enzimática da DPP-4 por um período de 24 horas. A inibição da DPP-4 pela vildagliptina resulta em um aumento nos níveis endógenos dos hormônios conhecidos como incretinas, GLP-1 (peptídeo glucagon símile 1) e GIP (polipeptídeo insulinotrópico glicose-dependente) tanto no jejum quanto no pós-prandial. Aumentando os níveis endógenos desses hormônios conhecidos como incretinas, a vildagliptina aumenta a sensibilidade das células beta à glicose, resultando em uma melhora da secreção de insulina dependente de glicose. O tratamento com 50 a 100 miligramas diários em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 melhorou significantemente os parâmetros de avaliação da função das células beta. O nível de melhora da função da célula beta é dependente do grau inicial de sua insuficiência; em indivíduos não diabéticos (glicemia normal), a vildagliptina não estimula a secreção de insulina ou reduz os níveis de glicose. Através do aumento endógeno nos níveis de GLP-1, a vildagliptina melhora a sensibilidade das células alfa à glicose, resultando em uma secreção de glucagon glicose-apropriada. A redução da hipersecreção inapropriada de glucagon que ocorre durante as refeições atenua a resistência insulínica. O aumento da relação insulina/glucagon no indivíduo hiperglicêmico, devido ao aumento nos níveis das incretinas, resulta na diminuição da produção hepática de glicose no jejum e pósprandial, levando à redução da glicemia. O efeito do aumento dos níveis de GLP-1 sobre o retardo do esvaziamento gástrico não é observado no tratamento com a vildagliptina. Adicionalmente, foi observada uma redução na lipemia pós-prandial não mediada pelo efeito da vildagliptina sobre as incretinas e sua ação sobre a melhora da função da ilhota pancreática. Experiência clínica Um total de 5.795 pacientes com diabetes mellitus tipo 2 participou em 13 estudos clínicos, duplocegos, placebo- e ativo-controlados de no mínimo 12 semanas de duração. Nesses estudos, a vildagliptina foi administrada em 3.784 pacientes em doses diárias de 50 miligramas uma vez ao dia (n=1.102), 50 miligramas duas vezes ao dia (n=2.027) ou 100 miligramas uma vez ao dia (n=655). O número de pacientes homens e mulheres recebendo vildagliptina 50 miligramas uma vez ao dia ou 100 miligramas diários foi 2.069 e 1.715, respectivamente. O número de pacientes recebendo vildagliptina 50 miligramas uma vez ao dia ou 100 miligramas diários com 65 anos de idade ou mais foi 664 sendo que 121 dos pacientes tinham 75 anos de idade ou mais. Nesses estudos, a vildagliptina foi administrada como monoterapia em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 virgens de tratamento ou em combinação em pacientes não controlados adequadamente por outros medicamentos antidiabéticos. No geral, a vildagliptina melhorou o controle glicêmico quando administrada em monoterapia ou em combinação com metformina, sulfoniluréia ou, tiazolidinediona, conforme relevante redução da HbA1C demonstrada ao término dos estudos (Veja Tabela 1). Em estudos clínicos, a magnitude das reduções da HbA1C com vildagliptina foi maior em pacientes com HbA1C iniciais mais elevadas. Em um estudo de 52 semanas (LAF2309), a vildagliptina (100 mg/dia) reduziu os níveis de HbA1C em -1% comparado a -1,4% para a metformina (titulada a 2g/dia) e a não inferioridade estatística não foi alcançada. Pacientes tratados com vildagliptina relataram significantemente menor incidência de reações adversas gastrintestinais versus aqueles tratados com metformina. Em um estudo de 24 semanas (LAF2327), a vildagliptina (100 mg/dia) foi comparada à rosiglitazona (8 mg, uma vez ao dia). As reduções médias foram de -1,1% com vildagliptina e - 1,3% com rosiglitazona em pacientes com HbA1C inicial média de 8,7%. Pacientes recebendo rosiglitazona apresentaram um aumento médio de peso (+ 1,6 kg), enquanto aqueles recebendo vildagliptina não apresentaram ganho de peso (-0,3kg). A incidência de edema periférico foi menor no grupo recebendo vildagliptina quando comparado ao grupo em rosiglitazona (2,1% vs. 4,1%, respectivamente).


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