Hemoprex - Bula

Hemoprex



Laboratório

Bergamo

Referência

Alfaepoetina

Apresentação de Hemoprex

Hemoprex 2.000 UI/ml: Ampola de 1,0 mililitro Hemoprex 4.000 UI/ml: Ampola de 1,0 mililitro Hemoprex 10.000 UI/ml: Ampola de 1,0 mililitro Hemoprex 10.000 UI/ml: Ampola de 2,0 mililitros embalagem com 6 unidades.

Contraindicações de Hemoprex

Hipertensão arterial grave não-controlada ou de difícil controle; hipersensibilidade à r-HuEPO ou a qualquer componente da fórmula (por exemplo: albumina humana).

Reações adversas e efeitos colaterais de Hemoprex

Foram observadas as seguintes reações adversas com Hemoprex: hipertensão arterial, trombose do local de acesso ao vaso, sintomas gripais, dor óssea e calafrios após injeção, reações cutâneas e edema palpebral (estes dois últimos possivelmente de natureza alérgica). Convulsões de tipo grande mal podem ocorrer. Requerem atenção médica: Incidência mais frequente: dor no peito, edema, batimentos cardíacos acelerados, dor de cabeça, aumento da pressão arterial, isquemia cerebral ou encefalopatia hipertensiva, policitemia, resistência vascular periférica, hipertensão e complicações trombóticas, ataques isquêmicos transitórios ou acidente cerebrovascular e infarto do miocárdio. Incidência menos frequente: crises convulsivas, sensação de falta de ar. Incidência rara: rash cutâneo e urticária. Interferência em exames laboratoriais: Nitrogênio uréico no sangue, concentrações séricas de creatinina, de fósforo, de potássio, de sódio e de ácido úrico: podem aumentar, no entanto, não se tem estabelecido se o aumento descrito em pacientes com insuficiência renal crônica se deve a um efeito direto da eritropoetina. Concentrações de ferro e ferritina sódica: normalmente diminuem, salvo que o paciente está recebendo um suplemento adequado de ferro, já que os depósitos são utilizados para a síntese de hemoglobina.

Hemoprex - Posologia

Anemia da insuficiência renal crônica: Na anemia da insuficiência renal crônica, a dose recomendada para Hemoprex é de 50 U/kg, três vezes por semana, em administração intravenosa, por 1 a 2 minutos. Incrementos posteriores da dose vão depender da resposta inicial e da urgência em se corrigir a anemia. Essa dose inicial poderá ser aumentada em 25 U/kg de cada vez, a intervalos de 4 semanas. Não se deve exceder a dose máxima de 200 U/kg, repetida 3 vezes por semana. Pacientes portadores de anemia com doença renal terminal (pré-diálise) e pacientes em CAPD também podem receber Hemoprex com este esquema posológico descrito. Quando se atinge um valor para hemoglobina de 10 a 12 g/dl (hematócrito de 30% a 35%), a dose de manutenção semanal (100 a 300 U/kg, em média) pode ser dividida em duas ou três injeções. Fica a critério do médico o nível de hemoglobina que considerar mais adequado para determinado paciente. Mas, taxas de hemoglobina entre 10 e 12 g/dl têm sido bem toleradas. Os pacientes que iniciam o tratamento com níveis muito baixos de hemoglobina (inferiores a 6 g/dl) poderão necessitar de doses de manutenção maiores do que a dos pacientes que iniciam o tratamento com hemoglobina acima de 8 g/dl. Neste último grupo poderão ser suficientes doses semanais discretamente superiores a 100 U/kg. O esquema posológico para pacientes pediátricos é semelhante àquele utilizado para a população adulta. Deve-se seguir atentamente a elevação dos parâmetros hematológicos (hematócrito e hemoglobina). Deve-se controlar as condições do ferro sérico, antes e durante o tratamento, e uma suplementação com ferro deverá ser feita, se necessária. Diminuição de resposta terapêutica poderá ser observada, também, em pacientes com infecção ou intoxicação por alumínio. O uso de Hemoprex deve ser descontinuado, temporariamente, quando o hematócrito atinge ou excede o nível máximo recomendado (36%). Quando o hematócrito retorna ao nível ideal, recomenda-se dose de manutenção de 25 U/kg. Manutenção: A dosagem de Hemoprex deve ser diminuída gradualmente até uma dose em torno de 25 U/kg a intervalos de 4 semanas ou mais até uma dose mínima que mantenha o hematócrito ao nível de 30% a 33%. Anemia do câncer/Aids: A dose inicial recomendada para Hemoprex está entre 100 e 200 U/kg, administrados por via intravenosa ou subcutânea, três vezes por semana. Doses máximas de até 250 U/kg podem ser usadas, caso não haja resposta satisfatória após 6 a 8 semanas de tratamento. Para os pacientes portadores de anemia associada ao câncer e à quimioterapia antineoplásica, deve-se esperar uma flutuação dos parâmetros hematológicos (hematócrito e hemoglobina), mesmo com o uso de Hemoprex, devido à progressão da moléstia de base, às perdas sanguíneas e ao uso de quimioterápicos mielodepressores. Para os pacientes portadores de anemia associada à Aids e ao uso do AZT, espera-se uma resposta mais consistente naqueles que possuem níveis de eritropoetina endógena igual ou abaixo de 500 mU/ml e que recebem AZT em doses iguais ou menores do que 4.200 miligramas por semana. O uso de Hemoprex nestes grupos de pacientes (câncer e Aids) eleva o hematócrito e a hemoglobina e reduz a necessidade de transfusões de sangue. A resposta terapêutica a Hemoprex pode estar reduzida, em função da incidência de infecções ou atividade inflamatória. Ao se atingir 38% de hematócrito, deve-se iniciar o tratamento de manutenção que, em geral, é feito com doses menores que a inicial, administradas duas a três vezes por semana, embora seja necessário estabelecer um esquema individual para cada condição. Cuidados para aplicação: Produtos para uso injetável em geral, incluindo Hemoprex, devem ser examinados visualmente em relação à possibilidade de existirem partículas ou alterações de cor antes de serem administrados. Uso intravenoso: A injeção deve ser aplicada durante 1 a 2 minutos. Em pacientes em hemodiálise, a injeção deve ser aplicada após a sessão de diálise. Injeções mais lentas, durante 5 minutos, podem ser benéficas em pacientes que apresentem efeitos colaterais de tipo gripais. Hemoprex não deve ser administrado em infusão ou combinado com outras soluções parenterais. Uso subcutâneo: Após assepsia local, injetar a quantidade adequada por via subcutânea. Pode-se utilizar, por exemplo, a face anterior da coxa.


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