LANTUS u 100 UI/mL - Bula

LANTUS u 100 UI/mL



LANTUS u 100 UI/mL

LANTUSÒ 100 UI/mL

Insulina glargina

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES

Solução Injetável - embalagem com 1 frasco-ampola com 10 mL e embalagem com 1 e 5 refis com 3 mL para utilização com a caneta OptipenÒ.

USO ADULTO

COMPOSIÇÃO

Cada mL de LANTUS (insulina glargina) contém:

Insulina glargina (correspondente a 100 UI de insulina humana) 3,6378 mg Excipientes q.s.p. 1 mL (cloreto de zinco, m-cresol, glicerol, hidróxido de sódio, ácido clorídrico para acerto do pH 4 e água para injetáveis)

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

Ação esperada do medicamento: LANTUS (insulina glargina) é um antidiabético que contém insulina glargina, que é insulina humana análoga de longa duração, produzida a partir da tecnologia de DNA-recombinante.

Cuidados de armazenamento: Conservar o produto em sua embalagem original, protegido da luz, armazenado em temperatura entre 2 e 8°C. Não congelar. Evitar o contato direto do produto com o compartimento do congelador ou pacotes congelados. Caso a refrigeração seja impossível, o produto pode ser mantido sem refrigeração durante 28 dias, protegido do calor e luz diretos, com temperatura abaixo de 30°C. O produto não refrigerado deve ser usado dentro do período de 28 dias ou deve ser descartado. Quando o refil estiver em uso (na caneta), não armazenar na geladeira. Antes de inserir na caneta, manter o refil à temperatura ambiente por 1 a 2 horas.

Prazo de validade: vide cartucho. Ao adquirir o medicamento confira sempre o prazo de validade impresso na embalagem externa do produto. Nunca use medicamento com o prazo de validade vencido, pois pode ser prejudicial à saúde. O prazo de validade da solução injetável após a abertura do frasco-ampola ou do refil é de 4 semanas.

Gravidez e lactação: Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término ou se estiver amamentando.

Pode haver necessidade de alteração da dosagem da insulina durante a gravidez ou após o nascimento ou durante a lactação. Cuidados especiais no controle da diabete e prevenção da hipoglicemia são importantes para a saúde do bebê.

Cuidados de administração: siga corretamente as instruções do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Deve-se escolher um local diferente para aplicar cada injeção subcutânea dentro da área escolhida. Não misture LANTUS (insulina glargina) com outras insulinas ou com qualquer outro medicamento. Tendo em vista que a duração prolongada da ação é dependente da administração subcutânea, LANTUS (insulina glargina) não pode ser usada por via intravenosa, pois pode resultar em hipoglicemia grave.

NÃO USE QUALQUER OUTRO TIPO DE INSULINA SEM A ORIENTAÇÃO MÉDICA.

Interrupção do tratamento: não interromper ou modificar o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Reações adversas: informe ao seu médico o aparecimento de reações desagradáveis e quaisquer sinais ou sintomas descritos no item "Reações Adversas" da INFORMAÇÃO TÉCNICA.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Ingestão concomitante com outras substâncias: informe ao seu médico sobre outros medicamentos que você esteja utilizando. A ingestão de beta-bloqueadores, clonidina, sais de lítio ou álcool pode tanto aumentar quanto diminuir o nível de açúcar no sangue. Verificar outras substâncias que interagem com LANTUS (insulina glargina) no item "Interações Medicamentosas" da "Informação Técnica".

Contra-Indicações e Precauções: LANTUS (insulina glargina) não pode ser utilizada em pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

A habilidade de concentração e reação do paciente pode estar prejudicada como resultado da hipoglicemia, hiperglicemia ou distúrbios visuais. Isto possivelmente constitui risco em situações onde estas habilidades são de grande importância (dirigir veículos e operar máquinas). Contatar o médico sobre a prudência de dirigir se apresentar:

· ·ódios hipoglicêmicos frequentes;

· redução ou ausência de sinais de advertência de hipoglicemia.

· · · Antes de viajar, consultar o médico para se informar sobre:

· · disponibilidade da insulina no local de destino;

· o suprimento de insulina, seringas, etc;

· a correta armazenagem da insulina durante a viagem;

· o ajuste das refeições e a administração de insulina durante a viagem;

· a possibilidade da alteração dos efeitos em diferentes tipos de zonas climáticas;

· a possibilidade de novos riscos à saúde nas cidades que serão visitadas.

· · · Carregar sempre um pouco de açúcar (no mínimo 20 gramas), bem como levar também alguma informação, que identifique o estado diabético.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

INFORMAÇÃO TÉCNICA

LANTUS (insulina glargina) é um antidiabético que contém insulina glargina. A insulina glargina é uma insulina humana análoga produzida por tecnologia de DNA-recombinante, utilizando Escherichia coli (cepa K12) como organismo produtor. É desenhada para ter baixa solubilidade em pH neutro. Em pH 4 (como na solução injetável de LANTUS (insulina glargina)), é completamente solúvel. Após ser injetada no tecido subcutâneo, a solução ácida é neutralizada, levando a formação de micro-precipitados do qual pequenas quantidades de insulina glargina são liberadas continuamente, levando a um perfil de concentração / tempo previsível, sem pico e suave, com duração de ação prolongada, que suporta a administração uma vez ao dia. O tempo de ação da insulina e seus análogos tais como insulina glargina pode variar consideravelmente em indivíduos diferentes ou no mesmo indivíduo, mas devido a falta de um pico, há menor variabilidade com insulina glargina do que com insulina NPH.

A atividade fundamental da insulina, incluindo insulina glargina, é a regulação do metabolismo da glicose. A insulina e seus análogos diminuem os níveis glicêmicos estimulando a captação da glicose periférica, especialmente pelo músculo esquelético e tecido adiposo, e pela inibição da produção da glicose hepática. Insulina inibe a lipólise no adipócito, inibe a proteólise e aumenta a síntese protéica.

Em estudos clínicos farmacológicos, os usos intravenosos de insulina glargina e insulina humana demonstraram ser equipotentes quando dados nas mesmas doses.

Após a injeção subcutânea em indivíduos sadios e em pacientes diabéticos, as concentrações séricas de insulina indicaram uma absorção mais lenta e bem mais prolongada e falta de um pico quando comparado com a insulina humana NPH (um tipo intermediário de insulina). As concentrações foram, portanto, consistentes com o perfil de tempo da atividade farmacodinâmina da insulina glargina. Após a injeção subcutânea de 0,3 UI/kg de insulina glargina em pacientes diabéticos, um perfil concentração / tempo uniforme foi demonstrado; isso também é refletido no amplo limite de valores de Tmáx (entre 1,5 e 22,5 horas) comparado ao da NPH (2,5 a 10 horas). Quando administrada intravenosamente, os perfis de concentração e a eliminação aparente da meia-vida da insulina glargina e da insulina humana foram comparáveis.

O gráfico a seguir demonstra os resultados de um estudo farmacodinâmico em pacientes. O tempo médio entre a injeção da droga e o final do seu efeito farmacológico foi de 14,5 horas para a insulina NPH, enquanto que o tempo médio para a insulina glargina foi de 24 horas (a maioria dos pacientes sob insulina glargina continuavam mostrando resposta no final do período de observação, indicando mesmo duração de ação mais longa).

* Determinada como quantidade de glicose infusionada para manter os níveis plasmáticos de glicose constantes.

Não foram observadas diferenças significativas nos níveis séricos de insulina após a administração da insulina glargina no abdômen, músculo deltóide ou na coxa. A insulina glargina possui menor variabilidade intra e inter indivíduo em seu perfil farmacocinético e farmacodinâmico quando comparada com a insulina humana ultralenta. Um estudo sobre a degradação de insulina glargina em homens indicaram que, no depósito subcutâneo, a insulina glargina é parcialmente metabolizada no carboxil terminal da cadeia B sob formação dos metabólitos ativos M1 (21A-gly-insulina) e M2 (21A-gly-des-30B-Thr-insulina). Assim como no tecido subcutâneo, insulina glargina não alterada e produtos de degradação estão presentes no plasma.

Os estudos em pacientes com diabete tipo 1 e tipo 2, a eficácia geral da insulina glargina uma vez ao dia no controle metabólico foi comparado com aquela da insulina humana NPH uma ou duas vezes ao dia. Em geral, a insulina glargina manteve ou melhorou o nível de controle glicêmico medido pela glicohemoglobina e glicemia de jejum. Adicionalmente, poucos pacientes utilizando insulina glargina relataram episódios hipoglicêmicos comparado com pacientes utilizando insulina humana NPH.

Pacientes com diabete melito Tipo 1 tratados com regimes que incluíram a insulina glargina demonstraram uma satisfação significativamente maior com o tratamento quando comparados com pacientes com regimes com insulina NPH (Questionário de Satisfação do Tratamento com Diabete).

Flexibilização da dose diária:

A segurança e eficácia de LANTUS (insulina glargina) administrado antes do café da manhã, antes do jantar ou antes de dormir, foram avaliadas em um estudo clínico amplo, controlado e randomizado. Nesse estudo em pacientes com diabete tipo 1 (estudo G) (n 378), os mesmos também foram tratados com insulina lispro às refeições. LANTUS (insulina glargina) administrado em diferentes horários do dia resultou em controle glicêmico equivalente àquele obtido quando administrado antes de dormir.

A segurança e eficácia de LANTUS (insulina glargina) administrado antes do café da manhã também foram avaliadas em um estudo clínico amplo, controlado e randomizado (estudo H) (n 697) em pacientes com diabete tipo 2 não mais adequadamente controlados com tratamento oral. Todos os pacientes nesse estudo também receberam glimepirida 3 mg diariamente. LANTUS (insulina glargina) administrado antes do café da manhã foi no mínimo tão efetivo na redução da hemoglobina glicosilada A1c (HbA1c) quanto LANTUS (insulina glargina) administrado antes de dormir ou insulina humana NPH administrada antes de dormir. (vide tabela abaixo) Tabela: Flexibilização da dose diária de LANTUS (insulina glargina) em diabetes mellitus tipo 1 (estudo G) e tipo 2 (estudo H) Duração do tratamento Tratamento em combinação com: Estudo G - 24 semanas Insulina lispro Estudo H - 24 semanas Glimepirida Lantus (insulina glargina) - Café da manhã Lantus (insulina glargina) - Jantar Lantus (insulina glargina) -Antes de dormir Lantus (insulina glargina) - Café da manhã Lantus (insulina glargina) -Antes de dormir NPH - Antes de dormirNúmero de indivíduos tratados (ITT*) 112 124 128 234 226 227HbA1c Média Basal Média Final 7,56 7,39 7,53 7,42 7,61 7,57 9,13 7,87 9,07 8,12 9,09 8,27Alteração média do basal - 0,17 - 0,11 - 0,04 - 1,26 - 0,95 - 0,82Dose de insulina basal (UI) Média Final Alteração média do basal 27,3 5,0 24,6 1,8 22,8 1,5 40,4 38,5 36,8 Dose de insulina total (UI) Média Final Alteração média do basal 53,3 1,6 54,7 3,0 51,5 2,3 NA** NA** NA** Intenção de tratamento ** Não aplicável

INDICAÇÕES

LANTUS (insulina glargina) é indicada para o tratamento de diabetes mellitus, quando o tratamento com insulina for requerido.

CONTRAINDICAÇÕES

LANTUS (insulina glargina) está contraindicada em pacientes com hipersensibilidade a insulina glargina ou a qualquer um dos componentes da fórmula.

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS

A terapia com insulina geralmente requer habilidades apropriadas para o auto-controle da diabete, incluindo monitorização da glicemia, técnicas de injeção adequadas, medidas para o reconhecimento e controle de aumentos ou reduções nos níveis glicêmicos (hipoglicemia ou hiperglicemia), como descrito abaixo. Adicionalmente, os pacientes devem aprender como lidar com situações especiais como administração de doses de insulina inadvertidamente aumentadas, doses inadequadas ou esquecidas, ingestão inadequada de alimentos ou perda de refeições. O grau de participação do paciente no próprio controle da diabete é variável e é geralmente determinado pelo médico.

O tratamento com insulina requer constante vigilância para a possibilidade de hiper e hipoglicemia. Os pacientes e seus familiares devem saber quais passos devem tomar se ocorrer ou houver suspeita de hiperglicemia ou hipoglicemia e devem saber quando informar o médico.

Na ocorrência de controle de glicemia insuficiente ou tendência de ocorrência de episódios hipo ou hiperglicêmicos, outros fatores como a aderência do paciente ao tratamento prescrito, a escolha do local de injeção ou técnicas inadequadas, o manuseio de aparelhagem para injeção e todos os outros fatores relevantes devem ser revistos antes de considerar um ajuste de dose.

· ·

· · · O tempo para a ocorrência da hipoglicemia depende do perfil de ação das insulinas usadas e pode, portanto, alterar quando o tratamento é substituído.

Assim como com todas as insulinas, deve ser exercido cuidado particular e monitoração intensificada da glicemia é aconselhável, em pacientes nos quais sequelas de episódios hipoglicêmicos podem ser de particular relevância clínica. Por exemplo, podem ser pacientes com estenoses significativas das artérias coronárias ou das veias sanguíneas que suprem o cérebro (risco de complicações cardíacas ou cerebrais da hipoglicemia), bem como pacientes com retinopatia proliferativa, particularmente quando não tratados com fotocoagulação (risco de cegueira transitória).

Num estudo clínico, sintomas de hipoglicemia ou respostas hormonais contra-regulatórias foram similares após administração intravenosa de insulina glargina e insulina humana tanto em voluntários sadios quanto em pacientes com diabete Tipo 1. Contudo, os sintomas iniciais que indicam o início da hipoglicemia ("sintomas de aviso") podem se alterar, ser menos pronunciados ou ausentes, por exemplo nas seguintes situações: controle glicêmico acentuadamente melhor, hipoglicemia de desenvolvimento gradual, idade avançada, na presença de neuropatia autonômica, em pacientes com história longa de diabete, em pacientes com doenças psiquiátricas ou que estejam sob uso concomitante de outros medicamentos (veja item Interações Medicamentosas). Nestas circunstâncias, a hipoglicemia grave (ou mesmo a perda de consciência) pode desenvolver-se sem que o paciente perceba.

O efeito prolongado da insulina glargina subcutânea, pode atrasar a recuperação de hipoglicemia. Se valores normais ou diminuídos de hemoglobina glicosilada forem notados, a possibilidade de episódios de hipoglicemia periódicos ou desconhecidos (especialmente noturnos) devem ser considerados.

A aderência do paciente com a dose prescrita e restrições na dieta, o procedimento correto para a administração da insulina e o reconhecimento dos sintomas da hipoglicemia são essenciais na redução do risco de hipoglicemia. A presença de fatores que aumentam a susceptibilidade à hipoglicemia requer monitoração particularmente cuidadosa e pode necessitar ajuste da dose. Estes incluem:

· ·ção da área da injeção;

· aumento na sensibilidade à insulina (por exemplo: remoção dos fatores de stress);

· atividade física aumentada ou prolongada ou falta de hábito no exercício físico;

· doenças intercorrentes (por exemplo: vômito ou diarréia);

· ingestão inadequada de alimentos;

· consumo de álcool;

· certos distúrbios endócrinos não compensados;

· uso concomitante de outros medicamentos (veja item Interações Medicamentosas).

· · ·

Em pacientes com insuficiência renal grave, as necessidades de insulina podem ser menores devido ao metabolismo de insulina reduzido. Em idosos, a deterioração progressiva da função renal pode levar a uma redução estável das necessidades de insulina. Em pacientes com insuficiência hepática grave, as necessidades de insulina podem ser menores devido a capacidade reduzida para gliconeogênese e ao metabolismo de insulina reduzido.

Hipoglicemia pode ser corrigida geralmente pela ingestão imediata de carboidrato.

Pelo fato da ação corretiva inicial ter que ser tomada imediatamente, os pacientes devem transportar consigo pelo menos 20g de carboidrato durante todo o tempo, bem como alguma informação que os identifiquem como diabéticos.

· ·ças Intercorrentes:

· · ·

O médico deve ser informado caso ocorram doenças intercorrentes, uma vez que a situação necessita da intensificação da monitoração metabólica. Em muitos casos, testes de urina para cetonas são indicados e frequentemente é necessário ajuste de dose da insulina. A necessidade de insulina é frequentemente aumentada. Em pacientes com diabete Tipo 1, o suprimento de carboidrato deve ser mantido mesmo se os pacientes forem capazes de comer ou beber apenas um pouco ou nenhum alimento, ou estiverem vomitando, etc; em pacientes com diabete do Tipo 1 a insulina não deve nunca ser omitida completamente.

Como resultado de, por exemplo, hipoglicemia, hiperglicemia ou visão prejudicada (veja item Reações Adversas), a habilidade de concentração e reação pode ser afetada, possivelmente constituindo risco em situações onde estas habilidades são de particular importância (por exemplo: dirigir veículos ou operar máquinas).

Os pacientes devem ser aconselhados a tomarem precauções para evitarem hipoglicemia enquanto dirigem. Isso é particularmente importante naqueles que reduziram ou que não conhecem os "sintomas de aviso" de hipoglicemia ou que têm episódios frequentes de hipoglicemia. A prudência no dirigir deve ser considerada nessas circustâncias.

Uso durante a gravidez e lactação

Não há nenhum estudo clínico bem controlado com o uso de insulina glargina em mulheres grávidas. Estudos em animais, com doses de até 6 - 40 vezes a dose humana, não indicam efeitos prejudiciais diretos na gravidez.

Mulheres com diabete pré-existente ou gestacional devem manter um bom controle metabólico durante a gravidez. Nos três primeiros meses, as necessidades de insulina podem diminuir e geralmente aumentam durante o segundo e terceiro trimestres. Imediatamente após o parto, as necessidades de insulina diminuem rapidamente (aumento do risco de hipoglicemia). Portanto, monitoração cuidadosa da glicemia é essencial nessas pacientes. Caso você esteja grávida ou planejando engravidar, informe o seu médico.

Os ajustes das doses de insulina e dieta podem ser necessários em mulheres que estão amamentando.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Várias substâncias afetam o metabolismo da glicose e podem requerer ajuste da dose de insulina e particularmente monitorização cuidadosa.

Um aumento no efeito de redução de glicemia e na susceptibilidade à hipoglicemia pode ocorrer no uso concomitante de por exemplo: antidiabéticos orais, inibidores da ECA, disopiramida, fibratos, fluoxetina, inibidores da MAO, pentoxifilina, propoxifeno, salicilatos ou antibióticos sulfonamídicos.

Uma diminuição no efeito de redução de glicemia pode ocorrer com o uso concomitante de corticosteróides, danazol, diazóxido, diuréticos, glucagon, isoniazida, estrógenos e progestágenos (por exemplo: em contraceptivos orais), derivados da fenotiazina, somatropina, agentes simpatomiméticos (como epinefrina, salbutamol, terbutalina) ou hormônios da tireóide.

Os beta-bloqueadores, clonidina, sais de lítio ou álcool podem tanto potencializar ou diminuir o efeito de redução da glicemia da insulina. A pentamidina pode causar hipoglicemia, que pode algumas vezes ser seguida por hiperglicemia.

Além disso, sob a influência de medicamentos simpatolíticos (por exemplo: beta-bloqueadores, clonidina, guanetidina e reserpina), os sinais de contra-regulação adrenérgica podem ficar reduzidos ou ausentes.

REAÇÕES ADVERSAS

Pode ocorrer hipoglicemia (em geral a reação adversa mais frequente da terapia com insulina), caso a dose de insulina seja muito alta em relação às necessidades de insulina. Assim como com todas as insulinas, ataques hipoglicêmicos graves, especialmente se recorrentes, podem levar a distúrbios neurológicos. Episódios hipoglicêmicos graves ou prolongados podem ser de risco à vida. Em muitos pacientes, os sinais e sintomas de neuroglicopenia são precedidos por sinais de contra-regulação-adrenérgica. Geralmente, quanto mais rápido e maior o declínio na glicemia, mais acentuados são os fenômenos de contra-regulação e os seus sintomas.

Uma alteração acentuada nos níveis glicêmicos pode causar distúrbios visuais temporários, devido a alteração temporária na turgidez e índice de refração das lentes. Contudo, como com todos os tratamentos com insulina, a terapia intensificada com insulina com melhora repentina nos níveis de glicemia podem estar associados com a piora temporária da retinopatia diabética; entretanto, de forma geral, a melhora no controle reduz o risco da sua progressão. Em pacientes com retinopatia proliferativa, particularmente se não forem tratados com fotocoagulação, episódios hipoglicêmicos graves podem causar perda transitória da visão.

Assim como com todas as terapias com insulina, pode ocorrer lipodistrofia no local da injeção e retardar a absorção da insulina. Em estudos clínicos, em tratamentos que incluíam insulina glargina, foi observada lipohipertrofia em 1 a 2% dos pacientes, enquanto que lipoatrofia era incomum. A rotação contínua do local de injeção dentro de determinada área pode ajudar a reduzir ou evitar essas reações.

Em estudos clínicos usando tratamentos que incluíam insulina glargina, reações no local das injeções foram observadas em 3 a 4% dos pacientes. Assim como com qualquer terapia com insulina, tais reações incluem rubor, dor, coceira, urticária, inchaço, inflamação. A maioria das pequenas reações geralmente são resolvidas em poucos dias ou poucas semanas.

Reações alérgicas do tipo imediata são raras. Tais reações à insulina (incluindo insulina glargina) ou aos excipientes podem, por exemplo, ser associadas com reações cutâneas generalizadas, angioedema, broncospasmo, hipotensão e choque, podendo ser de risco à vida.

A administração de insulina pode causar a formação de anticorpos. Em estudos clínicos, os anticorpos que têm reação cruzada com insulina humana e insulina glargina foram observados tanto nos grupos de tratamento com NPH quanto nos grupos com insulina glargina, com incidências similares. Em casos raros, a presença de tais anticorpos podem necessitar ajuste de dose da insulina para corrigir a tendência à hiperglicemia ou hipoglicemia. Raramente, a insulina pode causar retenção de sódio e edema, particularmente após melhora significativa do controle metabólico em associação com a terapia intensificada por insulina.

Fale com o seu médico se você observar qualquer uma das reações adversas listadas nesta bula ou quaisquer outros efeitos indesejados ou inesperados. Caso ocorram reações inesperadas ou graves, informe o seu médico imediatamente.

POSOLOGIA E MODO DE USAR

Insulina glargina é uma nova insulina humana recombinante análoga, equipotente a insulina humana.

Devido ao perfil de redução de glicose sem pico com duração de ação prolongada da LANTUS (insulina glargina), a dose é administrada por via subcutânea uma vez ao dia. Pode ser administrada a qualquer hora do dia, entretanto, no mesmo horário todos os dias. Os níveis desejados de glicemia, bem como as doses e intervalos das medicações antidiabéticas devem ser determinadas e ajustadas individualmente.

Os ajustes na dose podem também ser necessários, por exemplo, se houver alterações de peso, estilo de vida, planejamento da dose de insulina dos pacientes, ou outras circunstâncias que possam promover aumento na susceptibilidade à hipoglicemia ou hiperglicemia (ver item Precauções e Advertências). Qualquer alteração de dose deve ser feita somente sob supervisão médica.

Em regimes de injeção basal em bolus, geralmente 40-60% da dose diária é administrada como insulina glargina para cobrir os requerimentos de insulina basal. Num estudo clínico com pacientes diabéticos Tipo 2 sob tratamento com antidiabético oral, foi iniciada terapia com dose de 10 UI de insulina glargina, 1 vez ao dia, e subsequentemente o tratamento foi ajustado individualmente.

LANTUS (insulina glargina) não é a insulina de escolha para o tratamento de cetoacidose diabética. Insulina intravenosa de curta duração deve ser o tratamento preferido.

Quando ocorrer a alteração de um tratamento com insulina intermediária ou uma insulina de longa-duração para um tratamento com LANTUS (insulina glargina), pode ser necessário ajuste na quantidade e intervalo da insulina de curta duração ou da insulina análoga de ação rápida ou da dose de qualquer antidiabético oral.

Nos estudos clínicos realizados quando os pacientes foram transferidos de insulina NPH uma vez ao dia ou insulina ultralenta para LANTUS (insulina glargina) administrada uma vez ao dia, a dose inicial utilizada foi geralmente inalterada (por exemplo: quantidade de unidades internacionais, UI, de LANTUS (insulina glargina) por dia foi igual as UI de insulina NPH). Para aqueles que foram transferidos de insulina NPH duas vezes ao dia para LANTUS (insulina glargina) uma vez ao dia, a dose inicial (UI) foi geralmente reduzida em aproximadamente 20% (comparada com a dose total diária em UI de insulina NPH) e então ajustada com base na resposta do paciente, de forma a reduzir o risco de hipoglicemia.

Um programa de monitorização metabólica cuidadosa sob supervisão médica é recomendado durante a transferência nas semanas iniciais posteriores. Assim como com todas as insulinas análogas, isso é particularmente verdadeiro para pacientes que, devido aos anticorpos à insulina humana, necessitam de altas doses de insulina e podem apresentar uma resposta acentuadamente melhor com insulina glargina.

Um controle metabólico melhor pode resultar em aumento da sensibilidade à insulina (necessidades reduzidas de insulina) podendo ser necessário posterior ajuste das doses de LANTUS (insulina glargina) e outras insulinas ou antidiabéticos orais.

monitorização da glicemia é recomendada para todos os pacientes com diabete.

Uso pediátrico: Até o momento, há apenas experiência limitada com LANTUS (insulina glargina) em crianças.

Administração

LANTUS (insulina glargina) é administrada por injeção tecidual subcutânea. Não deve ser administrada intravenosamente. Dentro de uma determinada área de injeção (abdômen, coxa ou deltóide), deve ser escolhido um diferente local para cada injeção. A absorção de insulina glargina não é diferente entre as áreas de injeção subcutânea do abdômem, coxa ou deltóide. Assim como para todas as insulinas, a taxa de absorção e consequentemente o início e duração da ação podem ser afetados por exercício e outras variáveis.

A prolongada duração de ação da insulina glargina é dependente da injeção no espaço subcutâneo. A administração intravenosa da dose subcutânea usual pode resultar em hipoglicemia grave.

Instruções para uso dos frascos-ampolas de LANTUS (insulina glargina):

Inspecionar cada frasco antes do uso. Somente utilizar se a solução estiver clara, incolor, sem a presença de partículas visíveis e se estiver com a consistência de água. Por não ser suspensão, não é necessária a re-suspensão antes do uso. As seringas não devem conter quaisquer outros medicamentos ou vestígios de outros medicamentos (por exemplo, traços de heparina).

LANTUS (insulina glargina) não pode ser misturada ou diluída com qualquer outra insulina, pois pode alterar o perfil de tempo/ação da LANTUS (insulina glargina) ou causar a sua precipitação.

Recomenda-se anotar a data do primeiro uso da solução injetável do frasco-ampola no rótulo do mesmo, onde aparece uma linha tracejada. O prazo de validade da solução injetável após o primeiro uso é de 4 semanas.

Instruções para uso de LANTUS (insulina glargina) para Optipenâ

LANTUS (insulina glargina) para Optipenâ deve ser utilizada no mecanismo de injeção da Optipenâ . O usuário deve saber operar o mecanismo corretamente e ter conhecimento dos possíveis problemas e medidas corretivas a tomar (ler o manual de instruções ao adquirir a caneta OptipenÒ).

LANTUS (insulina glargina) para Optipenâ é administrada por injeção tecidual subcutânea. Não deve ser administrada intravenosamente. Dentro de uma determinada área de injeção (abdômen, coxa ou deltóide), deve ser escolhido um local diferente para cada injeção. A absorção de insulina glargina não é diferente entre as áreas de injeção subcutânea do abdômen, coxa ou deltóide. Assim como para todas as insulinas, a taxa de absorção e consequentemente o início e duração da ação podem ser afetados por exercício e outras variáveis.

A prolongada duração de ação da insulina glargina é dependente da injeção no espaço subcutâneo. A injeção intravenosa da dose subcutânea usual pode resultar em hipoglicemia grave.

Inspecionar cada frasco antes do uso. Somente utilizar se a solução estiver clara, incolor, sem a presença de partículas visíveis e se estiver com a consistência de água. Como a LANTUS (insulina glargina) para Optipenâ não é uma suspensão, não é necessária a re-suspensão antes do uso.

Antes de inserir na caneta, manter a LANTUS (insulina glargina) para Optipenâ em temperatura ambiente durante 1 a 2 horas. Siga cuidadosamente as instruções contidas no livro de instruções da caneta.

LANTUS (insulina glargina) não pode ser misturada ou diluída com qualquer outra insulina, pois pode alterar o perfil de tempo/ação da LANTUS (insulina glargina) para Optipenâ ou causar a sua precipitação. Não encher os refis vazios.

Em casos de mal funcionamento da caneta, você pode transferir a insulina do refil para uma seringa (adequada para uma insulina de 100 UI/mL) e utilizá-la para injeção. As seringas não devem conter quaisquer outros medicamentos ou vestígios de outros medicamentos.

Após a inserção de um novo refil, verificar se a caneta está funcionando corretamente antes de injetar a primeira dose. Veja o livro de instruções da caneta para maiores detalhes.

O prazo de validade após o primeiro uso do refil é de 4 semanas.

SUPERDOSAGEM

Sintomas:

A superdosagem com insulina, relacionada com a ingestão de alimentos, consumo de energia ou ambos, pode levar a hipoglicemia grave e algumas vezes prolongada e apresentar risco de vida.

Controle:

Episódios leves de hipoglicemia podem geralmente ser tratados com carboidratos por via oral. Os ajustes da dose, padrões de alimentação ou atividade física podem ser necessários. Episódios mais graves culminando em coma, convulsões ou danos neurológicos podem ser tratados com glucagon (intramuscular ou subcutâneo) ou solução de glicose intravenosa concentrada. A ingestão sustentada de carboidrato e observação podem ser necessárias devido a possibilidade de recorrência de hipoglicemia após aparente recuperação clínica.

PACIENTES IDOSOS

Não há advertências e recomendações especiais sobre o uso adequado desse medicamento por pacientes idosos.

ATENÇÃO: ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO E EMBORA AS PESQUISAS REALIZADAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA QUANDO CORRETAMENTE INDICADO, PODEM OCORRER REAÇÕES ADVERSAS IMPREVISÍVEIS AINDA NÃO DESCRITAS OU CONHECIDAS. EM CASO DE SUSPEITA DE REAÇÃO ADVERSA O MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

Farm. Resp.: Antonia A. Oliveira CRF-SP 5.854

M.S 1.1300.0285

Fabricado por:

Aventis Pharma Deutschland GmbH

Industriepark Höchst

D-65926 - Frankfurt am Main - Alemanha

Para:

AVENTIS PHARMA LTDA.

Rua Conde Domingos Papais, 413

Suzano - São Paulo

Caixa Postal 20.215 CEP: 04035-990

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Ò Marca Registrada

IB 190602

Atendimento ao Consumidor 0800-703-0014

www.aventispharma.com.br

Nº. de lote, data de fabricação e vencimento: vide cartucho.

Laboratório

AVENTIS PHARMA LTDA.

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