Lisodren - Bula

Lisodren



Laboratório

Bristol

Apresentação de Lisodren

Lisodren é apres. em frasco com 100 comprimidos de 500 miligramas

Lisodren - Indicações

O Lisodren é indicado no tratamento de carcinoma inoperável do cortex supra-renal, seja do tipo funcional ou não funcional.

Contraindicações de Lisodren

O Lisodren não pode ser administrado a indivíduos que tenham demonstrado hipersensibilidade prévia à droga.

Reações adversas e efeitos colaterais de Lisodren

Uma porcentagem muito alta de pacientes tratados com Lisodren tem demonstrado pelo menos um tipo de efeito colateral. Os tipos principais de reações adversas consistem no seguinte: 1. Distúrbios gastrintestinais, que consistem de anorexia, náusea ou vômito, e, em alguns casos, diarréia, ocorrem em cerca de 80% dos pacientes. 2. Ocorrem efeitos colaterais no sistema nervoso central em 40% dos pacientes. Estes consistem principalmente em depressão, manifestada por letargia e sonolência (25%) e tontura ou vertigem (15%). 3. Têm-se verificado toxicidade da pele em cerca de 15% dos casos. As alterações da pele consistem principalmente de erupções transitórias que aparentemente não estão relacionadas com a dose. Em alguns casos, entretanto, este efeito colateral cedeu enquanto os pacientes eram mantidos com a droga sem alteração da dose. Os efeitos colaterais pouco frequentes envolvem os olhos (visão turva, diplopia, opacidade de lente, retinopatia tóxica); o sistema genitourinário (hematúria, cistite hemorrágica e albuminúria); sistema cardiovascular (hipertensão, hipotensão ortostática e rubor); e alguns efeitos variados, inclusive dor generalizada, hiperpirexia e diminuição de iodo ligado à proteína (PBI).

Lisodren - Posologia

O esquema recomendado de tratamento é iniciar o paciente com 2 a 6 gramas de Lisodren por dia, em doses divididas, 3 ou 4 vezes ao dia. As doses são geralmente aumentadas de forma gradual até 9 a 10g por dia. Se surgirem efeitos colaterais graves, a dose deverá ser reduzida até que seja atingida a dose máxima tolerada. Se o paciente puder tolerar doses mais elevadas e se parecer possível uma resposta clínica melhor, a dose deverá ser aumentada até que interfiram as reações adversas. A experiência tem demonstrado que a dose máxima tolerada (DMT) variará de 2 a 16 gramas por dia, mas tem sido normalmente de 9 a 10 gramas por dia. As doses mais altas usadas nos estudos feitos até hoje foram de 18 a 19 gramas por dia. O tratamento deve ser instituído no hospital, até que seja atingido um regime de dosagem estável. O tratamento deve ser continuado enquanto forem observados benefícios clínicos. A manutenção da condição clínica ou a diminuição do crescimento de lesões metastáticas podem ser consideradas como benefícios clínicos, se a sua ocorrência puder ser claramente demonstrada. Se não forem observados benefícios clínicos após três meses da dose máxima tolerada, o caso poderia ser considerado uma falha clínica, entretanto, 10% dos pacientes que demonstraram uma resposta mensurável necessitaram de mais de três meses da DMT. O diagnóstico precoce e a pronta instituição de tratamento aumentam a probabilidade de uma resposta clínica positiva. A eficácia clínica pode ser demonstrada pela redução da massa tumoral; redução da dor, fraqueza ou anorexia e pela redução dos sinais e sintomas devidos à produção excessiva de esteróides. Alguns pacientes têm sido tratados de forma intermitente, sendo o tratamento retomado quando do aparecimento de sintomas graves. Os pacientes frequentemente deixam de responder após o terceiro ou quarto ciclo de tratamento. A experiência acumulada até hoje sugere que a melhor terapia é o tratamento contínuo com a máxima dosagem possível do Lisodren. Nota: Devem ser considerados os procedimentos quanto à manipulação e descarte das drogas anticâncer. Já foram publicados vários guias sobre estes assunto (1-7) ; porém, não há um acordo geral de que todos os procedimentos recomendados nesses guias sejam necessários ou apropriados.

Lisodren - Informações

O Lisodren pode ser melhor descrito como agente citotóxico supra-renal, embora possa provocar inibição da supra-renal; aparentemente sem destruição celular. Seu mecanismo bioquímico de ação é desconhecido. Segundo os dados disponíveis sugere-se que a droga modifica o metabolismo periférico de esteróides, assim como suprime diretamente o córtex supra-renal. A administração de Lisodren altera o metabolismo extra-adrenal do cortisol no homem, levando a uma redução de 17-hidrocorticosteróides mensuráveis, embora os níveis plasmáticos de corticosteróides não venham a se reduzir. A droga, aparentemente, provoca uma formação maior de 6-beta-hidroxilcortisol. Dados obtidos de pacientes portadores de carcinoma da supra-renal indicam que cerca de 40% de uma dose oral do Lisodren é absorvida e aproximadamente 10% é recuperada na urina na forma de um metabólito solúvel em água. Uma quantidade variável do metabólito (1 a 17%) é excretada na bile e o restante é aparentemente armazenado nos tecidos. Após a interrupção do Lisodren, a meia-vida plasmática terminal tem variado de 18 a 159 dias. Na maioria dos pacientes, os níveis sanguíneos tornaram-se indetectáveis após seis a nove semanas. Os dados de autópsia forneceram evidências de que o Lisodren é encontrado na maioria dos tecidos do corpo, entretanto, os tecidos gordurosos são o local principal de armazenamento. O Lisodren é convertido em um metabólito solúvel em água, não sendo encontrada a droga inalterada nem na urina e nem na bile.


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