Loncord - Bula

Loncord



Loncord

Indicação

Para quê serve Loncord?

1- Hipertensão arterial essencial, estágios 1 à 4 do J.N.C.V. (leve, moderado e grave). Hipertensão arterial secundária, como coadjuvante do tratamento etiológico (feocromocitoma, aldosteronismo primário e estenose da artéria renal).

2- Doença arterial coronária. Angina do peito crônica estável (angina de esforço).

Contraindicações

Quando não devo usar este medicamento?

Infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, angina instável, angina pós - infarto, hipersensibilidade à nifedipina, gravidez, lactação e hipotensão.

Posologia

Como usar Loncord?

1 a 2 cápsulas ao dia, segundo critério médico.

Efeitos Colaterais

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Reações adversas ocorrem predominantemente no início do tratamento e em geral são leves e transitórias.

Cefaléia, rubor facial e sensação de calor, podem ocorrer ocasionalmente.

Em casos isolados: náusea e diarréia; tontura; cansaço; reações dérmicas (prurido, urticária, rash cutâneo e mais raramente, dermatite esfoliativa); parestesia, hipotensão grave, taquicardia e palpitações têm sido observadas, principalmente depois de altas doses. Edema de membros inferiores desenvolve-se ocasionalmente como resultado da dilatação seletiva dos vasos arteriais. Hiperplasia gengival e ginecomastia, principalmente em idosos, podem ocorrer em casos extremamente raros durante terapêutica prolongada, porém regridem completamente após interrupção do tratamento. Dores torácicas, por vezes do tipo anginoso, podem desenvolver-se em casos extremamente raros, após administração de Loncord. Nestes casos, o médico deve ser consultado. Também é raro observar-se alterações da função hepática (colestase intrahepática e aumento das transaminases), que regridem com interrupção do tratamento. Em casos isolados, tem-se observado hiperglicemia inicial. Nos pacientes em diálise, com hipertensão maligna e hipovolemia, pode ocorrer queda significativa de pressão arterial, como resultado da vasodilatação. Mialgia, tremor das extremidades, alteração da percepção visual (ligeira e transitória) podem ocorrer em casos isolados, particularmente após altas doses. Pacientes sob terapia com esta droga devem submeter-se a avaliações médicas regulares. Reações à droga que variam em intensidade de indivíduo para indivíduo, podem reduzir a capacidade de dirigir ou de controlar máquinas. Isto pode ocorrer sobretudo no início do tratamento, na mudança de medicação ou sob ingestão alcoólica simultânea.

Superdosagem

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Os seguintes sintomas são observados nos casos de intoxicação grave por nifedipina: alterações da consciência até coma, hipotensão, taquicardia, bradicardia ou arritmias, hiperglicemia, acidose metabólica, hipoxia e choque cardiogênico com edema pulmonar. No tratamento, a eliminação da droga e o restabelecimento das condições cardiovasculares são prioritários. No caso de ingestão oral, a lavagem gástrica está indicada com ou sem irrigação do intestino delgado. Este procedimento é particularmente importante por ser uma formulação de liberação lenta. A hipotensão resultante do choque cardiogênico e da vasodilatação arterial pode ser tratada com cálcio, 10 a 20 mililitros de solução de gluconato de cálcio a 10%, E.V., administrados lentamente e repetidos, se preciso. Drogas como isoprenalina, dopamina ou noradrenalina podem ser administradas, quando necessário.

Composição

Loncord 20 miligramas ê 1 cápsula contém 20 miligramas de nifedipina.

Loncord 40 miligramas ê 1 cápsula contém 40 miligramas de nifedipina.

Apresentação

Loncord é formulado em cápsulas com 20 miligramas e 40 miligramas de nifedipina na forma de microgrânulos de ação prolongada, apresentadas em caixas com 20 cápsulas emblisteradas. Somente deve ser administrado à ADULTOS.

Interações Medicamentosas

O efeito anti-hipertensivo de Loncord 20 miligramas e 40 miligramas pode ser potencializado por outras drogas anti-hipertensivas. Monitorização cuidadosa do paciente está indicada quando da administração simultânea de nifedipina e betabloqueadores, pois pode ocorrer hipotensão significativa; também é conhecido o fato de que pode se desenvolver insuficiência cardíaca, em casos isolados. O uso associado de nifedipina e digoxina pode levar ao aumento do nível plasmático da digoxina. Se necessário, a dose de glicosídeo deve ser reduzida. Observou-se no uso concomitante de nifedipina e quinidina uma queda do nível de quinidina, assim como após a interrupção da nifedipina, um aumento do nível plasmático de quinidina. Portanto, no caso de adição ou interrupção da nifedipina no tratamento com quinidina, a concentração desta deve ser monitorizada, e o ajuste da dose pode ser necessário. A cimetidina e, em menor extensão, a ranitidina aumentam o nível plasmático da nifedipina, o que potencializa o seu efeito anti-hipertensivo. A ingestão concomitante de suco de laranja inibe o metabolismo oxidativo da nifedipina, aumentando as concentrações plasmáticas, que podem causar maior efeito hipotensor.

Informações ao Paciente

Loncord 20 miligramas e 40 miligramas diminui a pressão arterial anormalmente elevada. Este efeito se estabelece gradativamente ao longo das primeiras semanas de tratamento.

Loncord 20 miligramas e 40 miligramas deve ser conservado em lugar fresco e ao abrigo da luz, dentro de sua embalagem, evitando-se exposição direta à luz do solução O prazo de validade é impresso na embalagem externa. Quando administrado após o término do seu prazo de validade, não será mais eficaz no tratamento da pressão alta. Este deve ser interrompido se ocorrer gravidez em sua vigência e somente restabelecido, se indicado, após o término da amamentação. A cápsula deve ser tomada com um pouco de líquido, independentemente das refeições. A interrupção do tratamento leva ao aumento da pressão arterial até seus níveis anormalmente elevados. Efeitos colaterais ocorrem predominantemente no início do tratamento e são, em geral, leves e transitórios. Dor de cabeça, rubor no rosto e sensação de calor podem ocorrer ocasionalmente. Em casos isolados: ânsia de vômito, tontura, reações de pele, distúrbios da sensibilidade, redução da pressão arterial abaixo do normal e palpitações tem sido observados, especialmente após altas doses. Inchaço das pernas pode aparecer ocasionalmente. Crescimento gengival pode ocorrer em casos extremamente raros durante o tratamento prolongado, porém regride completamente com a interrupção da terapêutica. Dores torácicas (sob certas circunstâncias, sintomas de tipo anginoso) podem surgir muito raramente.

Nessa eventualidade, procure seu médico. O tratamento da pressão alta com Loncord 20 miligramas ou 40 miligramas exige avaliações médicas regulares.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

O efeito anti-hipertensivo de Loncord 20 miligramas e 40 miligramas pode ser potencializado com a administração simultânea de outros agentes anti-hipertensivos. A ingestão de álcool durante o tratamento pode prejudicar a capacidade de reação: cuidado ao dirigir ou trabalhar com máquinas.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE.

Informações Técnicas

A nifedipina, substância ativa de Loncord, derivado diidropiridínico, é potente inibidor da entrada patológica de cálcio nas células da musculatura cardíaca e lisa, e da musculatura vascular periférica. A liberação prolongada da substância ativa no organismo permite a manutenção de um nível constante de atividade com administrações a intervalos de até 12 horas. Em virtude da redução da resistência vascular periférica pela ação vasodilatadora da nifedipina, observam-se efeito anti-hipertensivo e eficácia antianginosa, associada a boa tolerabilidade. O efeito coronariodilatador da nifedipina provoca melhora do suprimento de oxigênio ao miocárdio. A nifedipina é rápida e quase completamente absorvida. A concentração plasmática máxima é alcançada após 1,5 a 4,2h da administração de Loncord retard. A ingestão simultânea de alimento retarda, mas não reduz a absorção. A nifedipina é excretada na forma de seus metabólitos predominantemente por via renal, e cerca de 5-15% por via biliar nas fezes.

Administração

A cápsula deve ser deglutida inteira, com um pouco de líquido, independente das refeições. O intervalo recomendado entre doses individuais é de 12hs e não deve ser menor do que 4 horas.

Precaução

Pacientes com nível de pressão arterial muito baixo (pressão sistólica inferior a 90 mmHg) ou com estenose aórtica grave necessitam de cuidados adicionais. Como com outras substâncias vasoativas, podem ocorrer muito raramente ataques anginosos no início do tratamento com nifedipina. Têm-se documentado casos isolados de infarto do miocárdio, ainda que não seja possível diferenciá-lo da história natural da doença aterosclerótica coronariana.

Laboratório

GlaxoSmithKline Brasil Ltda.

Estrada dos Bandeirantes 8464 - Rio de Janeiro - RJ CEP 22783-110.

CNPJ 33.247743/0001-10


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