Moclobemida - Bula

Moclobemida



Referência

Aurorix (Roche)

Apresentação de Moclobemida

USO ADULTO - Uso oral Comprimidos revestidos(ranhurados) 150 miligramas ou 300 miligramas caixas com 30

Moclobemida - Indicações

Tratamento das síndromes depressivas. Tratamento da fobia social.

Contraindicações de Moclobemida

Pacientes com hipersensibilidade conhecida à Moclobemida ou a qualquer componente da formulação. Estados de confusão aguda. Aurorix (Moclobemida) não deve ser utilizado em pediatria, uma vez que não se dispõe, até o momento, de experiência clínica nesta faixa etária. Ver também Interações Medicamentosas. A administração concomitante de Aurorix (Moclobemida) com seleginina é contraindicada.

Advertências

Como ocorre com outros antidepressivos, é possível uma exacerbação dos sintomas esquizofrênicos durante o tratamento de pacientes depressivos que apresentem psicose esquizofrênica ou esquizoafetiva. O tratamento com neurolépticos a longo prazo deve, se possível, ser mantido nestes pacientes. Geralmente, durante o tratamento com Aurorix (Moclobemida) não se faz necessário uma dieta especial com restrição. Uma vez que alguns pacientes depressivos podem apresentar hipersensibilidade à tiramina, todos os pacientes devem ser alertados para evitar o consumo de grandes quantidades de alimentos ricos em tiramina. Como em todo tratamento antidepressivo, os pacientes com tendências suicidas devem ser cuidadosamente monitorizados. Pode ocorrer hipersensibilidade em indivíduos suscetíveis. Os sintomas incluem erupções cutâneas e edema. Considerações farmacológicas de natureza teórica indicam que os IMAO em geral podem precipitar crise hipertensiva em pacientes com tireotoxicose ou feocromocitoma. Na ausência de experiência clínica com Moclobemida nestes grupos, recomendamos cautela na prescrição da droga a estes pacientes. Em pacientes em tratamento com Aurorix (Moclobemida), a administração de drogas que elevem os níveis serotoninérgicos, como outros antidepressivos, particularmente em combinações de múltiplas drogas, deve ser cuidadosa; principalmente com relação à clomipramina (Vide Interações). A co - administração de Aurorix (Moclobemida) com dextrometorfano, princípio ativo de alguns medicamentos para tosse e resfriados, não é recomendada (Vide Interações). Durante o tratamento com Aurorix (Moclobemida), geralmente não se espera observar diminuição no desempenho em atividades que requeiram plena capacidade de atenção (p.ex., condução de veículos). Mas, a exemplo do que acontece ao se iniciar qualquer tratamento com uma nova medicação, cuidados devem ser tomados em relação a este tipo de atividades durante a fase inicial do tratamento. Ver também Interações Medicamentosas.

Uso na gravidez de Moclobemida

Estudos sobre efeitos da medicação na reprodução em animais não demonstraram qualquer risco para o feto. No entanto a segurança do uso do Aurorix (Moclobemida) na gravidez humana não foi estabelecida. Portanto, o benefício do tratamento durante a gravidez deve ser avaliado quanto à possibilidade de risco para o feto. Embora quantidades mínimas de Moclobemida passem para o leite materno (aproximadamente 1/30 da dose materna, corrigida a diferença de peso corpóreo), os benefícios do tratamento para a mãe devem ser considerados em relação aos possíveis riscos para o lactente.

Interações medicamentosas de Moclobemida

A administração concomitante de Moclobemida com selegilina (Deprenil) é contraindicada. Em animais, a Moclobemida potencializa os efeitos dos opiáceos. Portanto, pode ser necessário um ajuste posológico destas drogas. A combinação com petidina não é recomendada. Estudos farmacológicos em animais e humanos demonstraram que Aurorix (Moclobemida) é seletivo e reversível, de maneira que sua propensão de interagir com a tiramina é leve e de pouca duração. A potencialização do efeito pressor foi até menor ou não ocorreu quando Moclobemida foi administrada após uma refeição. A cimetidina prolonga o metabolismo da Moclobemida (Vide Posologia). Há possibilidade de potencialização e prolongamento do efeito farmacológico de drogas simpatomiméticas administradas por via sistêmica, durante o tratamento concomitante com Moclobemida. Nos pacientes recebendo Aurorix (Moclobemida), o uso adicional de outras drogas que potencializem a ação da serotonina, como vários outros antidepressivos, particularmente em combinações múltiplas, deve ser feito com cuidado, especialmente no caso de clomipramina. Isto se deve porque em casos isolados ocorreu uma combinação de sinais e sintomas sérios, incluindo hipertermia, confusão, hiperreflexia e mioclonia, indicando uma maior atividade da serotonina. Na ocorrência de tais sintomas, o paciente deve ser observado cuidadosamente por um médico (se necessário deve ser hospitalizado), e deve ser tratado apropriadamente. Tratamentos com antidepressivos tricíclicos ou outros agentes podem ser instituídos imediatamente após interrupção de Aurorix (Moclobemida) (sem período de wash out) e vice-versa, observadas as mesmas precauções. Quando o tratamento for mudado para Aurorix (Moclobemida), a dose não deve exceder a 300 mg/dia na primeira semana de tratamento (Vide Posologia). Casos isolados de reações adversas severas do sistema nervoso central foram relatados após co-administração de Aurorix (Moclobemida) e dextrometorfano. Uma vez que remédios para resfriados e tosse podem conter dextrometorfano, os mesmos não devem ser tomados sem uma prévia consulta ao médico, que pode fornecer uma alternativa medicamentosa que não contenha dextrometorfano (Vide Precauções).

Reações adversas e efeitos colaterais de Moclobemida

As seguintes reações adversas foram observadas: distúrbios do sono, agitação, ansiedade, irritabilidade, vertigens, cefaléia, parestesia, boca seca, distúrbios visuais, queixas gastrintestinais e reações cutâneas (como erupção cutânea, prurido, urticária e rubor) . Alguns efeitos indesejáveis podem ocorrer devido aos sintomas relacionados com a doença e desaparecem na maioria dos casos com a continuação do tratamento. Estados confusionais isolados foram observados, mas cessaram rapidamente após interrupção do tratamento. Aumento de enzimas hepáticas com baixa incidência e sem sequelas clínicas associadas.

Moclobemida - Posologia

Padrão Síndromes depressivas: A dose recomendada de Aurorix (Moclobemida) é de 300-600 mg/dia, geralmente dividida em duas ou três doses diárias. A dose inicial é de 300 mg/dia, podendo ser aumentada até 600 mg/dia, dependendo do grau de severidade da depressão. As doses não devem ser aumentadas antes da primeira semana de tratamento, uma vez que a biodisponibilidade aumenta durante este período (vide item Farmacocinética). Fobia social: A dose recomendada de Aurorix (Moclobemida) é de 600 mg/dia, dividida em duas doses. O tratamento com 600 mg/dia deve ser continuado por 8-12 semanas para alcançar a eficácia da droga. A fobia social pode ser uma condição crônica e é razoável considerar a continuação do tratamento para pacientes responsivos. Resultados de estudos a longo prazo indicaram que a eficácia do tratamento com Aurorix (Moclobemida) é mantida com a continuação do uso. Os pacientes devem ser periodicamente reavaliados para determinar a necessidade de tratamento futuro. Instruções posológicas especiais A dose deve ser administrada após as refeições. Pacientes idosos e pacientes com função renal reduzida não necessitam de ajuste posológico especial de Aurorix (Moclobemida). Nos pacientes com distúrbios graves do metabolismo hepático, seja por doença hepática ou por inibição devido a drogas inibidoras da atividade da oxidase microssomal de função mista (p.ex.: cimetidina), a dose diária de Aurorix (Moclobemida) deve ser reduzida à metade ou a um terço da dose (Vide Farmacocinética em populações especiais).

Superdosagem

Superdosagem apenas de Moclobemida induz geralmente a sinais leves e reversíveis de efeitos no sistema nervoso central e irritação gastrinstestinal. O tratamento deve ser de suporte às funções vitais. Como para com outros antidepressivos, superdosagens mistas com Moclobemida (p.ex. com outras drogas com efeito no SNC) podem levar à morte. Portanto, os pacientes devem ser hospitalizados e monitorados de perto de modo que o tratamento adequado possa ser dado.

Características farmacológicas

Farmacodinâmica Moclobemida é um antidepressivo que atua sobre o sistema neurotransmissor monoaminérgico do cérebro. Sua ação é devida a uma inibição reversível da monoaminoxidase, especialmente a monoaminoxidase A. O metabolismo da norepinefrina, serotonina e dopamina é diminuído por este efeito, o que acarreta concentrações extracelulares aumentadas destes neurotransmissores. Como resultado da melhoria do humor e da atividade psicomotora, Aurorix (Moclobemida) promove alívio de sintomas tais como disforia, exaustão, falta de iniciativa e dificuldade de concentração. Na maioria dos casos, estes efeitos surgem na primeira semana de tratamento. Embora Aurorix (Moclobemida) não apresente propriedades sedativas, ocorre na maioria dos pacientes depressivos uma melhora da qualidade do sono em poucos dias. Aurorix (Moclobemida) não afeta a capacidade de atenção. Estudos efetuados em animais a curto e a longo prazos indicaram baixa toxicidade. Não foi observada toxicidade cardíaca. Aparentemente existe uma baixa incidência de elevação das enzimas hepáticas não associada com sequelas clínicas. Farmacocinética Absorção Após administração oral, a Moclobemida é completamente absorvida, passando para a circulação portal a partir do trato gastrintestinal. Picos de concentração plasmática são alcançados em até uma hora após a administração. Sua primeira passagem hepática provoca uma redução dose-dependente da fração do princípio ativo disponível a nível sistêmico (biodisponibilidade). Mas, a saturação desta via metabólica durante a primeira semana de tratamento (300-600 mg/dia) resulta, logo após, em uma biodisponibilidade oral completa. Após doses repetidas, as concentrações plasmáticas de Moclobemida aumentam durante a primeira semana de tratamento e estabilizam em seguida. Quando a dose diária é aumentada, ocorre uma elevação proporcionalmente maior nas concentrações do estado de equilíbrio dinâmico (steady-state). Distribuição A Moclobemida é lipofílica. O volume de distribuição aparente (Vss) é de cerca de 1,0 l/kg. A ligação às proteínas plasmáticas, principalmente albumina, é relativamente baixa (50%). A Moclobemida passa para o leite materno em quantidades mínimas. Metabolismo A Moclobemida é quase que inteiramente metabolizada antes de sua eliminação pelo organismo. A metabolização ocorre em grande parte através de reações oxidativas sobre a fração morfolina da molécula. Produtos de degradação farmacologicamente ativos, encontrados in vitro e no animal, estão presentes na circulação sistêmica no ser humano apenas em concentrações muito baixas. Os principais metabólitos presentes no plasma são o derivado lactâmico e derivado N-óxido. A Moclobemida é metabolizada em parte pelas isoenzimas polimórficas CYP2C19 e CYP2D6. Desse modo, o metabolismo dessas drogas pode ser afetado em pacientes ditos metabolizadores pobres, seja de origem genética ou por indução de medicamentos (via inibidores metabólicos). Dois estudos conduzidos para investigar a magnitude desses efeitos sugerem que, devido à presença de múltiplas vias metabólicas alternativas, eles não teriam importância terapêutica e não deveriam requerer modificações na dosagem. Eliminação A Moclobemida é rapidamente eliminada do organismo. O clearance sanguíneo é de aproximadamente 20-50 l/hora. A meia-vida de eliminação durante o tratamento multidose (300 miligramas duas vezes ao dia) é de aproximadamente 3 horas e geralmente varia de 2 a 4 horas na maioria dos pacientes. Menos de 1 % da dose é excretada inalterada por via renal. Os metabólitos também são eliminados por via renal.

Resultados de eficácia

Para o tratamento de depressão a dose efetiva de Moclobemida encontra-se entre 300 a 600 miligramas [1)[2)[3)[4)[5)[6) promovendo redução dos sintomas depressivos. Mas, a eficácia foi igualmente demonstrada com o uso de doses menores - entre 100 e 300 miligramas ao dia [1)[7)[8)[9) . Em pacientes deprimidos acima dos 60 anos a taxa de resposta obtida com o tratamento encontra-se entre 50 e 55% [10). Eficácia comparativa entre outros antidepressivos: A terapêutica com Moclobemida foi tão eficaz quanto a amineptina [11) ou a amitriptilina [1)[12)[13) resultando em melhora dos sintomas depressivos. Similar eficácia foi observada quando comparada a clomipramina no tratamento de depressão endógena e não endógena [14)[15)[16) ou a terapêutica com imipramina [1)[2)[4)[5)[6)[16)[17). Quanto aos inibidores de recaptação de serotonina, a Moclobemida é igualmente eficaz ou eventualmente superior ao tratamento com fluoxetina [18)[19). Do mesmo modo, a Moclobemida é tão eficaz quanto o citalopran no tratamento de depressão maior [20).

Modo de usar

Condições de conservação: Aurorix (Moclobemida) comprimidos revestidos deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15º e 30º C). Manuseio e aplicação: Aurorix (Moclobemida) comprimidos revestidos devem ser tomados com um pouco de líquido e sempre após as principais refeições. Via de administração: Aurorix (Moclobemida) comprimidos revestidos deve ser administrado por via oral. Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

Como ocorre com outros antidepressivos, é possível uma exacerbação dos sintomas esquizofrênicos durante o tratamento de pacientes depressivos que apresentem psicose esquizofrênica ou esquizoafetiva. O tratamento com neurolépticos a longo prazo deve, se possível, ser mantido nestes pacientes. Geralmente, durante o tratamento com Aurorix (Moclobemida) não se faz necessária uma dieta especial com restrição. Uma vez que alguns pacientes depressivos podem apresentar hipersensibilidade à tiramina, todos os pacientes devem ser alertados para evitar o consumo de grandes quantidades de alimentos ricos em tiramina. Como em todo tratamento antidepressivo, os pacientes com tendências suicidas devem ser cuidadosamente monitorizados. Pode ocorrer hipersensibilidade em indivíduos suscetíveis. Os sintomas incluem erupções cutâneas e edema. Considerações farmacológicas de natureza teórica indicam que os IMAO em geral podem precipitar crise hipertensiva em pacientes com tireotoxicose ou feocromocitoma. Na ausência de experiência clínica com Moclobemida nestes grupos, recomendamos cautela na prescrição da droga a estes pacientes. Em pacientes tratados com Aurorix (Moclobemida), a administração adicional de substâncias que aumentam a serotonina, tal como muitos outros antidepressivos, particularmente em combinações de múltiplas drogas, deve ser feita com cautela. Isto é particularmente verdadeiro para a clomipramina. (Ver Interações Medicamentosas). A administração concomitante com dextrometorfano, usualmente contido em preparações antigripais, não é recomendada. (Ver Interações Medicamentosas). Efeitos na habilidade de dirigir ou operar máquinas Durante o tratamento com Aurorix (Moclobemida), geralmente não se observa diminuição no desempenho em atividades que requeiram plena capacidade de atenção (p.ex., condução de veículos). Mas, a exemplo do que acontece ao se iniciar qualquer tratamento com uma nova medicação, as reações individuais devem ser controladas durante a fase inicial do tratamento. Ver também Interações Medicamentosas. Pacientes idosos Pacientes idosos não necessitam de ajuste posológico especial de Aurorix (Moclobemida). Pacientes com insuficiência renal Pacientes com função renal reduzida não necessitam de ajuste posológico especial de Aurorix (Moclobemida). Pacientes com insuficiência hepática Nos pacientes com distúrbios graves do metabolismo hepático, seja por doença hepática ou por inibição devido a drogas inibidoras da atividade oxidase microssomal de função mista (p.ex.: cimetidina), a dose diária de Aurorix (Moclobemida) deve ser reduzida à metade ou a um terço da dose. USO EM IDOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO Pacientes idosos Pacientes idosos e pacientes com função renal reduzida não necessitam de ajuste posológico especial de Aurorix (Moclobemida). Pacientes com insuficiência renal Pacientes com função renal reduzida não necessitam de ajuste posológico especial de Aurorix (Moclobemida). Pacientes com insuficiência hepática Nos pacientes com distúrbios graves do metabolismo hepático, seja por doença hepática ou por inibição devido a drogas inibidoras da atividade oxidase microssomal de função mista (p.ex.: cimetidina), a dose diária de Aurorix (Moclobemida) deve ser reduzida à metade ou a um terço da dose. Pacientes pediátricos Aurorix (Moclobemida) comprimidos de 150 miligramas e 300 miligramas é produto de uso adulto. Aurorix (Moclobemida) não deve ser utilizado em pediatria, uma vez que não se dispõe, até o momento, de experiência clínica nesta faixa etária. (Ver também Contraindicações)

Armazenagem

Condições de conservação: Aurorix (Moclobemida) comprimidos revestidos deve ser mantido em temperatura ambiente(entre 15º e 30º C). Estabilidade: A data de fabricação e o prazo de validade de Aurorix (Moclobemida) estão impressos na embalagem externa do produto. Não use qualquer medicamento fora do prazo de validade; pode ser prejudicial à saúde.

Dizeres legais

Registro MS-1.0100.0149 Farm. Resp.: Guilherme Neves Ferreira - CRF- RJ Cart. no 4288 Fabricado por: Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A. Estrada dos Bandeirantes, 2020 - CEP 22710-104 - Rio de Janeiro/RJ CNPJ 33.009.945/0023-39 Indústria Brasileira Serviço Gratuito de Informações - 0800 7720 289 www.roche.com.br

Data da bula

Sep 10 2008 12:00AM


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