N-acetilcisteína Nasal - Bula

N-acetilcisteína Nasal



Referência

Fluimucil (Zambon)

Apresentação de N-acetilcisteína Nasal

Solução nasal. Frasco de 20 mL + válvula pump micronebulizadora Composição: solução nasal: N-acetilcisteína.. 11,50 miligramas Cloreto de benzalcônio.. 0,28 mg Cada 20 jatos (nebulizações) equivalem a 1 mL.

N-acetilcisteína Nasal - Indicações

Fluimucil nasal é indicado nos processos congestivos e/ou obstrutivos das cavidades nasais e paranasais. Rinites principalmente com exsudatos mucopurulentos e de resolução lenta. Rinites crônicas ou mucocrostosas. Reações flogística após intervenções cirúrgicas nas cavidades nasais e paranasais. Fluimucil solução nasal é eletivamente indicado para crianças acometidas por processos congestivos das cavidades nasais e, inclusive nos recém-nascidos por propiciar, através da desobstrução das cavidades nasais, uma melhor respiração durante o aleitamento.

Contraindicações de N-acetilcisteína Nasal

Este medicamento é contraindicado para pacientes com histórico de hipersensibilidade conhecida a acetilcisteína e/ou demais componentes de sua formulação.

Advertências

- Gravidez Categoria de risco B: Este medicamento não dever ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião dentista. Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas ou lactantes. Contudo, o uso deverá ser indicado se os potenciais benefícios justificarem os riscos. - Amamentação Fluimucil nasal não é excretado através do leite materno.

Uso na gravidez de N-acetilcisteína Nasal

- Gravidez Categoria de risco B: Este medicamento não dever ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião dentista. Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas ou lactantes. Contudo, o uso deverá ser indicado se os potenciais benefícios justificarem os riscos. - Amamentação Fluimucil nasal não é excretado através do leite materno.

Interações medicamentosas de N-acetilcisteína Nasal

Em geral, Fluimucil nasal pode ser administrado junto com outros medicamentos nasais como descongestionantes, por exemplo: nafazolina, cloridrato de fenoxazolina, oximetazolina, nitrofurazona, cloreto de benzalcônio, cloridrato de efedrina. Interações com exames laboratoriais: não foram observadas alterações nos exames laboratoriais em pacientes que fazem uso de Fluimucil nasal. Interações com alimentos: por ser de uso nasal não há interferência entre Fluimucil nasal e alimentos.

Reações adversas e efeitos colaterais de N-acetilcisteína Nasal

Até o momento, não foram relatadas reações adversas ao uso do medicamento.

N-acetilcisteína Nasal - Posologia

Adulto: 2 a 3 jatos (nebulizações) em cada narina de 3 a 4 vezes ao dia. Crianças: 1 a 2 jatos (nebulizações) em cada narina de 3 a 4 vezes ao dia.

Superdosagem

Não foram relatados casos de superdose até o momento.

Características farmacológicas

O princípio ativo de Fluimucil nasal é a acetilcisteína um fármaco mucolítico direto que atua sobre as características reológicas do muco, destruindo as pontes de dissulfeto das macromoléculas mucoproteícas presentes na secreção brônquica. Esta ação farmacológica realiza-se graças à presença de um grupo sulfidrilo (-SH) livre na molécula que lhe proporciona a sua atividade biológica. A ação determina a formação de moléculas com um peso molecular inferior, o que contribui para uma maior fluidez do muco ao reduzir a sua viscosidade. A acetilcisteína é eficaz na redução da consistência e elasticidade do muco, observandose uma relação dose e tempo/resposta. Os aumentos progressivos das concentrações de acetilcisteína provocam uma maior e mais rápida redução de viscosidade. A acetilcisteína é um derivado do aminoácido natural cisteína e age como precursor do agente redutor glutationa, uma molécula endógena com papel crucial no mecanismo de defesa dos agentes tóxicos, uma molécula que tem demonstrado ser essencial no controle de várias condições patológicas onde está relacionado ao stress oxidativo, como bronquite aguda e crônica, rinite e sinusite. A eficácia terapêutica da acetilcisteína, nos processos inflamatórios nasais como a rinite, é interpretada sendo devido a duas ações farmacológicas: redução da viscosidade do muco e efeitos antinflamatórios/antioxidante (1). A redução da viscosidade do muco facilita a remoção e evita a evolução para a infecção (sinusite). O efeito antinflamatório/antioxidante através da cisteína que é o precursor da glutationa, um dos mais importantes antioxidantes presentes na célula, por inibição da função monócita e neutrófila e quimiotáxico (2,3), essas citações são para uso tópico. Goldman et.al (4) publicaram que a acetilcisteína inibe a produção de citocinas induzidas por lipopolissacarídeos ou CD40L das células dendríticas, uma linhagem celular especializada, muito importante nas doenças alérgicas. A acetilcisteína inibe a expressão de moléculas co-estimuladoras que liberam sinais necessários para a ativação dos linfócitos T. Estes efeitos são demonstrados com concentrações de 12-25 mM. A concentração na formulação de Fluimucil corresponde a 63 mM de acetilcisteína (8). Foi demonstrado que a rinite alérgica e a asma são doenças inflamatórias crônicas das vias aéreas, onde uma produção excessiva de espécies reativas de oxigênio e o mecanismo antioxidante endógeno estão presentes. Conclui-se que uma terapia antioxidante pode ser benéfica. Os dados in vitro da acetilcisteína na função celular do sistema imune, e em particular os dados recentes das células dendríticas e eosinófilos humanos, apontaram que a administração de acetilcisteína isolado na mucosa nasal pode elucidar um efeito antinflamatório/antioxidante em condições alérgicas. A administração tópica diretamente no tecido inflamado torna o efeito possível devido à alta concentração local, e é esperado que a acetilcisteína exerça um efeito imunomodulador (8). Farmacocinética A baixa absorção do medicamento pela mucosa nasal e pelo fato de parte da acetilcisteína absorvida ser metabolizada no interior das células em glutationa os efeitos adversos de Fluimucil nasal são raríssimos. A ingestão de alimentos não influência na ação de Fluimucil nasal. Farmacodinâmica A acetilcisteína, que exerce intensa ação mucolítico-fluidificante das secreções mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoproteícos e os ácidos nucléicos que dão viscosidade ao escarro e a outras secreções, além de melhorar a depuração mucociliar. Estas atividades tornam Fluimucil particularmente adequado para o tratamento das afecções agudas e crônicas do aparelho respiratório caracterizadas por secreções mucosas e mucopurulentas densas e viscosas. Além disso, a acetilcisteína exerce ação antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre (-SH) nucleofílico em condições de interagir diretamente com os grupos eletrofílicos dos radicais oxidantes. Particular interesse é a recente demonstração de que a acetilcisteína protege a alfa-1-antitripsina, enzima inibidora da elastase, de ser inativada pelo ácido hipocloroso (HCLO), potente agente oxidante que é produzido pela enzima mieloperoxidase dos fagócitos ativados. A estrutura da sua molécula lhe permite, além disso, atravessar facilmente as membranas celulares. No interior da célula, a acetilcisteína é desacetilada, ficando assim disponível a L-cisteína, aminoácido indispensável para a síntese da glutationa (GSH). A GSH é um tripeptídio extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos animais e é essencial para a manutenção da capacidade funcional e da integridade da morfologia celular, pois é o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais oxidantes (tanto exógenos como endógenos) e contra numerosas substâncias citotóxicas.

Resultados de eficácia

Acetilcisteína na pediatria A acetilcisteína via oral foi estudada em 50 crianças com infecções agudas das vias respiratórias com doses de 100 miligramas durante 6 dias, com idades inferiores a 2 anos, 200 miligramas entre os 2 e 4 anos e 300 miligramas em idades superiores(7). Os parâmetros estudados de febre, ruídos úmidos torácicos e tosse refletem uma diminuição significativa da sua persistência no grupo tratado. A acetilcisteína em otorrinolaringologia Realizou-se um estudo aberto com 40 pessoas, com idades superiores a 8 anos, vítimas de sinusite crônica isolada ou associada a uma patologia tubárica ou brônquica, aos quais foi administrado acetilcisteína por via oral (8). Avaliou-se a evolução dos sintomas clínicos (rinorréia, sensação de congestão facial e dores) e radiológicos. Os resultados foram considerados bastante positivos, apresentando os sintomas clínicos uma melhoria em 80% dos pacientes. Os sinais radiológicos, registram uma melhoria de 1 em cada 2 pacientes.

Modo de usar

Modo de usar: 1. Antes de usar Fluimucil nasal, assoe o nariz suavemente. 2. Abra o frasco e descarte a tampa a ser substituída. 3. Rosqueie a válvula pump no frasco. 4. Remova a tampa de proteção da válvula pump para administrar o medicamento. 5. Na primeira vez em que usar Fluimucil nasal ou quando houver interrupção do uso por mais que uma semana, pressione a válvula 2 ou 3 vezes até notar uma névoa fina sendo liberada. Isto promove o preenchimento interno da válvula pump para maior precisão da dose. 6. Tape uma narina com os dedos e posicione a extremidade da válvula pump próxima da outra narina, mantendo o frasco sempre em posição vertical. A válvula pump não deve ser introduzida no interior da narina para evitar contaminação. 7. Pressione o frasco firme e rapidamente. Aplique o número de jatos conforme a dose recomendada. Respire através da boca e repita o procedimento na outra narina. 8. Terminada a administração, limpe a válvula pump com papel absorvente. Não use água para limpá-la porque esta acelera a degradação do medicamento. 9. Recoloque a tampa de proteção para guardar o medicamento.

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

Pacientes idosos Deve-se seguir as orientações gerais descritas na bula. Contudo, recomenda-se reduzir a dose inicial para metade da dose de adulto e em caso de necessidade, e se o produto for bem tolerado, a dose poderá ser aumentada. Crianças Deve-se seguir as doses para pediatria, de acordo com o item Posologia. Outros grupos de risco Não se aplica.

Armazenagem

Manter na embalagem original. Conservar a temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC). Depois de aberto o medicamento deve ser utilizado dentro de um período não superior a 20 dias.

Dizeres legais

Nº do lote, data da fabricação e data da validade: vide embalagem externa. Registro MS -1.0084.0075 Farm. Resp.: Dr. Helcio Garcia de Souza - CRF-SP 37.345 Fabricado por: ZAMBON LABORATÓRIOS FARMACÊUTICOS LTDA. Rua Descampado, 63 - Vila Vera CEP: 04296-090 - São Paulo/SP CNPJ nº. 61.100.004/0001-36 Indústria Brasileira

Data da bula

May 19 2009 12:00AM


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