Avandia - Bula

Avandia



Laboratório

Gsk

Apresentação de Avandia

Avandia 4mg : 7, 14,e 28 compr. Avandia 8 mg: 7 compr.

Avandia - Indicações

Avandia é indicado em monoterapia, como auxiliar à dieta e exercícios para melhorar o controle glicêmico em pacientes com diabetes mellitus tipo 2. Avandia é também indicado para uso como terapia dupla em combinação com metformina ou sulfoniluréia, quando dieta, exercícios e Avandia sozinhos ou dieta, exercícios e um dos outros agentes sozinhos não resultam em controle glicêmico adequado em pacientes com diabetes mellitus tipo 2. Para pacientes inadequadamente controlados com uma dose máxima de metformina ou sulfoniluréia, Avandia deve ser acrescentado, em vez de substituído por metformina ou sulfoniluréia. Quando a monoterapia com Avandia for estabelecida, pode-se utilizá-lo em combinação com insulina. O controle de diabetes tipo 2 deve incluir controle da dieta. Restrição calórica, perda de peso e exercícios são essenciais para o tratamento apropriado do paciente diabético, porque ajudam a aumentar a sensibilidade à insulina. Isto é importante não apenas no tratamento primário de diabetes tipo 2, mas também na manutenção da eficácia do tratamento medicamentoso. Antes do início do tratamento com Avandia, causas secundárias do controle glicêmico insatisfatório, por exemplo infecção, devem ser investigadas e tratadas.

Contraindicações de Avandia

Avandia é contraindicado em pacientes com conhecida hipersensibilidade à rosiglitazona ou a qualquer outro componente da fórmula (ver lista de excipientes). Assim como com outras tiazolidinedionas, Avandia é contraindicado em pacientes com insuficiência cardíaca classes III e IV (NYHA) (ver Precauções e Advertências).

Advertências

Diabetes Mellitus Tipo 1 Devido a seu mecanismo de ação, Avandia é ativo somente na presença de insulina. Portanto, Avandia não deve ser usado em pacientes com diabetes tipo 1. Pacientes recebendo Avandia em combinação com outros agentes hipoglicêmicos podem estar em risco de hipoglicemia, e a redução na dose do agente concomitante pode ser necessária. Mulheres Anovulatórias na Fase Pré-menopausa Avandia, como outras tiazolidinedionas, pode resultar em reinício da ovulação em mulheres anovulatórias com resistência à insulina, na fase pré-menopausa. Como consequência do aumento na sensibilidade à insulina, essas pacientes podem estar em risco de engravidar, se um método de contracepção adequado não for usado. Insuficiência Cardíaca/Edema Em estudos pré-clinicos, tiazolidinedionas, incluindo as rosiglitazonas, causaram aumento do volume plasmático e hipertrofia cardíaca induzida por aumento da pré-carga. Em dois estudos ecocardiográficos projetados para diagnosticar alterações de no mínimo 10% da massa ventricular esquerda em pacientes com diabetes tipo 2 tratados com 8 mg de rosiglitazona por 148 semanas, não foram evidenciadas modificações deletérias em estrutura ou função cardíaca. Avandia, assim como outras tiazolidinedionas, pode causar ou exacerbar a insuficiência cardíaca congestiva em alguns pacientes. Após o início do tratamento com Avandia, e após aumento de doses, os pacientes devem ser monitorados para sinais e sintomas de insuficiência cardíaca (incluindo aumento de peso rápido e excessivo, dispnéia e/ou edema). Se estes sinais e sintomas se desenvolverem, a insuficiência cardíaca deve ser controlada de acordo com os procedimentos preconizados atualmente. Além disso, deve-se considerar a descontinuação ou redução da dose de Avandia. Avandia não é recomendado em pacientes com insuficiência cardíaca sintomática. Avandia é contraindicado em pacientes com insuficiência cardíaca classes III e IV (NYHA) (ver Contraindicações). Em combinação com insulina, tiazolidinedionas podem aumentar o risco de outros eventos adversos cardiovasculares. Pacientes com insuficiência cardíaca congestiva classes I e II (NYHA) tratados com Avandia apresentam risco aumentado de eventos cardiovasculares.

Uso na gravidez de Avandia

Fertilidade Avandia, assim como outras tiazolidinedionas, pode resultar em reinício da ovulação em mulheres anovulatórias com resistência à insulina, na fase pré-menopausa. Como consequência da melhor sensibilidade à insulina, essas pacientes podem estar em risco de engravidar, se um método de contracepção adequado não for usado. Apesar de desequilíbrio hormonal ter sido observado em estudos pré-clínicos, o significado clínico deste achado não é conhecido. Se uma inesperada disfunção menstrual acontecer, os benefícios da terapia continuada com Avandia devem ser revistos. Gravidez Categoria C Houve relatos de que Avandia atravessa a barreira placentária e pode ser detectado nos tecidos fetais. Não há dados adequados para apoiar o uso de Avandia durante a gravidez em seres humanos. Avandia somente deve ser usado durante a gravidez se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto. Lactação Não há dados adequados apoiando o uso de Avandia durante a lactação em seres humanos. Avandia somente deve ser usado durante a lactação se o benefício potencial justificar o risco potencial para o bebê. O uso de insulina geralmente é recomendado para pacientes com diabetes durante a gravidez e a lactação.

Interações medicamentosas de Avandia

Drogas Metabolizadas pelo Citocromo P450 Estudos sobre o metabolismo de drogas in vitro sugerem que a rosiglitazona, em concentrações clinicamente relevantes, não inibe nenhuma das principais enzimas P450. Dados de estudos in vitro demonstraram que a rosiglitazona é predominantemente metabolizada pelo CYP2C8, e numa menor proporção, pelo CYP2C9. A co-administração de Avandia com inibidores de CYP2C8 (p. ex., genfibrozila) resultou em aumento das concentrações plasmáticas de rosiglitazona (ver Farmacocinética). Uma vez que há um potencial para aumento no risco de reações adversas relacionadas à dose, uma redução na dose de Avandia pode ser necessária quando inibidores de CYP2C8 forem co-administrados. A co-administração de Avandia com um indutor de CYP2C8 (p. ex., rifampicina) resultou em redução das concentrações plasmáticas de rosiglitazona (ver Farmacocinética). Portanto, o monitoramento rigoroso do controle glicêmico e alterações no tratamento de diabetes devem ser considerados quando indutores de CYP2C8 forem co-administrados. Avandia (4 mg, duas vezes ao dia) mostrou não ter efeito clinicamente relevante na farmacocinética da nifedipina e de contraceptivos orais (etinilestradiol e noretindrona), que são predominantemente metabolizados pelo CYP3A4. A co-adminsitração de doses terapêuticas de Avandia não teve efeitos clinicamente significativos na farmacocinética do estado de equilíbrio ou na farmacodinâmica de outros antidiabéticos orais, incluindo metformina, glibenclamida, glimepirida e acarbose. digoxina. A administração oral repetida de Avandia (8 mg uma vez ao dia) por 14 dias não alterou a farmacocinética do estado de equilíbrio da digoxina (0,375 miligramas uma vez ao dia) em voluntários sadios. varfarina. A administração repetida de Avandia não teve nenhum efeito clinicamente relevante sobre a farmacocinética do estado de equilíbrio dos enantiômeros de varfarina. álcool. A administração única de uma quantidade moderada de álcool não aumentou o risco de hipoglicemia aguda em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 tratados com Avandia. ranitidina. O pré-tratamento com ranitidina (150 miligramas duas vezes ao dia por 4 dias) não alterou a farmacocinética de doses orais ou intravenosas únicas de rosiglitazona em voluntários sadios. Esses resultados sugerem que a absorção de rosiglitazona oral não é alterada em condições acompanhadas de aumentos no pH gastrintestinal.

Reações adversas e efeitos colaterais de Avandia

As reações adversas medicamentosas (RAMs) estão listadas abaixo por classe de sistema orgânico e frequência. As frequências são definidas como: muito comuns (= 1/10), comuns (= 1/100 e < 1/10), incomuns (= 1/1.000 e < 1/100), raras (= 1/10.000 e < 1/1.000) e muito raras (< 1/10.000), incluindo relatos isolados. As frequências de eventos muito comuns, comuns e incomuns foram determinadas a partir de dados de segurança combinados de uma população de estudos clínicos com mais de 5.000 pacientes tratados com Avandia. Estudos Clínicos As categorias de frequência foram atribuídas com base nas diferenças na frequência entre os grupos de tratamento e de placebo ou do comparador, em vez de na frequência absoluta, a fim de estimar-se a porção de RAMs que pode ser atribuível a Avandia. Para RAMs relacionadas à dose, a categoria de frequência reflete a dose mais alta de Avandia. As categorias de frequência não dão conta de outros fatores, incluindo duração variável dos estudos, condições preexistentes e características basais dos pacientes. As categorias de frequência das RAMs atribuídas com base na experiência em estudos clínicos podem não refletir a frequência de eventos adversos ocorrendo durante a prática clínica normal. Distúrbios Gerais Edema Monoterapia Avandia vs. placebo Comum Avandia + metformina vs. metformina Comum Avandia + sulfoniluréia vs. sulfoniluréia Muito comum Avandia + insulina vs. insulina Muito comum Edema foi geralmente dose-dependente, de natureza leve a moderada e foi observado com mais frequência quando Avandia foi usado em combinação com uma sulfoniluréia ou insulina. Distúrbios do Sangue e Sistema Linfático Anemia Monoterapia Avandia vs. placebo Comum Avandia + metformina vs. metformina Comum Avandia + sulfoniluréia vs. sulfoniluréia Comum Avandia + insulina vs. insulina Muito comum Anemia (redução nos níveis de hemoglobina) foi geralmente dose-dependente e de natureza leve a moderada. Distúrbios do Metabolismo e Nutrição Hipercolesterolemia Monoterapia Avandia vs. placebo Comum Avandia + metformina vs. metformina Incomum Avandia + sulfoniluréia vs. sulfoniluréia Comum Avandia + insulina vs. insulina Comum Aumento de Peso Monoterapia Avandia vs. placebo Comum Avandia + metformina vs. metformina Comum Avandia + sulfoniluréia vs. sulfoniluréia Comum Avandia + insulina vs. insulina Comum O aumento de peso foi geralmente dose-dependente. Hipoglicemia Avandia + metformina vs. metformina Comum Avandia + sulfoniluréia vs. sulfoniluréia Comum Avandia + insulina vs. insulina Muito comum Hipoglicemia foi geralmente de natureza leve a moderada e foi dose-dependente, quando Avandia foi usado em combinação com uma sulfoniluréia ou insulina. Pacientes recebendo Avandia em combinação com insulina ou agentes antidiabéticos orais podem estar em risco de hipoglicemia, e uma redução na dose do agente concomitante pode ser necessária. Apetite Aumentado Monoterapia Avandia vs. placebo Incomum Avandia + sulfoniluréia vs. sulfoniluréia Incomum Avandia + insulina vs. insulina Incomum Distúrbios Cardíacos Insuficiência Cardíaca Congestiva/Edema Pulmonar Avandia + sulfoniluréia vs. sulfoniluréia Incomum Avandia + insulina vs. insulina Comum Um aumento na incidência de insuficiência cardíaca foi observado quando Avandia (nas doses de 4 mg e 8 mg) foi adicionado aos esquemas de tratamento que incluem sulfoniluréia ou insulina. O número de eventos foi muito pequeno para que se confirmasse uma relação com a dose. No entanto, a incidência de insuficiência cardíaca pareceu mais alta com a dose de Avandia 8 mg, em comparação com a dose de 4 mg (dose diária total). Eventos Tipicamente Associados com Isquemia Cardíaca Uma relação causal com Avandia não foi estabelecida. Distúrbios da Pele e Tecido Subcutâneo Angioedema Muito raro Urticária Muito rara Rash Muito raro Prurido Muito raro Distúrbios Oculares Edema macular Muito raro

Avandia - Posologia

O controle do tratamento antidiabético deve ser individualizado. Avaliações periódicas da glicemia de jejum devem ser realizadas para a monitoração da resposta terapêutica, antes de fazer o escalonamento da dose. Avandia pode ser administrado com ou sem alimentação. Ajustes na dose de Avandia podem ser necessários apenas quando Avandia é coadministrado com alguns fármacos. (ver Interações Medicamentosas). Monoterapia A dose inicial usual de Avandia é de 4 mg, administrados como dose única diária. Para pacientes que respondem de forma inadequada após 12 semanas de tratamento (conforme avaliação na redução da glicemia de jejum) a dose pode ser aumentada para 8 mg, dose única, ou em doses divididas, duas vezes ao dia. Reduções nos parâmetros glicêmicos pela dose e regime terapêutico estão descritos em Farmacodinâmica e estudos clínicos. Em estudos clínicos, o esquema de 4 mg duas vezes ao dia resultou na maior redução da glicemia de jejum e HbA1c. Terapia Combinada com metformina A dose inicial usual de Avandia, em combinação com metformina é de 4 mg, administrada como dose única diária. A dose de Avandia pode ser aumentada para 8 mg/dia, seguido de 8 semanas de terapia, se a redução na glicemia de jejum tiver sido insuficiente. Avandia pode ser administrado como dose única pela manhã, ou em doses divididas de manhã e à noite. Terapia Combinada com sulfoniluréia Quando usado em combinação com sulfoniluréia, a dose recomendada de Avandia é de 4 mg administrados como dose única diária ou em doses fracionadas, duas vezes ao dia. Se os pacientes relatarem hipoglicemia, a dose de sulfoniluréia deve ser reduzida. Terapia combinada com insulina (adição de insulina a pacientes recebendo Avandia como monoterapia) Para pacientes estabilizados em monoterapia com Avandia recebendo adicionalmente insulina, a insulina deve ser cautelosamente titulada seguindo avaliação clínica apropriada em relação à resposta glicêmica e ao risco do paciente desenvolver reações adversas relacionadas à retenção de fluido e outros eventos cardiovasculares (ver Precauções e Advertências). Avandia não é recomendado como terapia adicional a pacientes que já estejam recebendo insulina. Populações Especiais de Pacientes Nenhum ajuste da dose é necessário para idosos. Nenhum ajuste da dose é necessário quando Avandia é usado como monoterapia em pacientes com insuficiência renal. Como a metformina é contraindicada nesses pacientes, a administração concomitante de metformina e Avandia também é contraindicada em pacientes com insuficiência renal. O tratamento com Avandia não deve ser iniciado se o paciente apresentar evidências clínicas de doença hepática ativa ou aumento nos níveis de transaminases séricas (ALT > 2,5 vezes o limite máximo da faixa normal no início do tratamento). Não existem dados disponíveis sobre o uso de Avandia em crianças menores de 10 anos de idade. São limitados os dados disponíveis para o uso de Avandia como monoterapia em crianças com idade entre 10 e 17 anos e que nunca tenham recebido tratamento prévio com esse medicamento.

Superdosagem

São limitados os dados disponíveis com relação à superdosagem em seres humanos. Em estudos clínicos em voluntários, Avandia foi administrado em doses orais únicas de até 20 miligramas e foi bem tolerado. No caso de uma superdosagem, o tratamento de suporte apropriado deve ser iniciado conforme exigido pelo estado clínico do paciente. A rosiglitazona possui alta ligação a proteínas e não é removida por hemodiálise.

Avandia - Informações

Avandia contém como princípio ativo o maleato de rosiglitazona, quimicamente (+-)-5-[[4-[2-(metil-2- piridinilamino) etoxi] fenil] metil]-2,4-tiazolidinediona, (Z)-2-butenodioato (1:1), um agente antidiabético oral que age principalmente aumentando a sensibilidade à insulina. Avandia é usado no controle de diabetes mellitus do tipo 2 (também conhecida como diabetes mellitus não-dependente de insulina [NIDDM] ou diabetes de início na vida adulta). Avandia melhora o controle glicêmico, ao mesmo tempo reduzindo os níveis de insulina circulante. Estudos farmacológicos em animais indicam que a rosiglitazona melhora a sensibilidade à insulina nos tecidos muscular e adiposo e inibe a gliconeogênese hepática. Maleato de rosiglitazona não é quimicamente nem funcionalmente relacionado às sulfoniluréias, as biguanidas, nem aos inibidores de alfa-glicosidase. Apresenta o peso molecular de 473,52 (357,44 base livre). A molécula tem um único centro quiral e está presente como um racemato. Devido à rápida interconversão, os enantiômeros são funcionalmente indistinguíveis. Rosiglitazona, um membro da classe tiazolidinediona de agentes antidiabéticos, melhora o controle glicêmico, aumentando a sensibilidade à insulina. Rosiglitazona é um agonista potente e altamente seletivo para os receptores gama ativados pelo proliferador de peroxissomo (PPAR?). Em seres humanos, receptores PPAR são encontrados em tecidos alvo importantes para a ação da insulina, como tecido adiposo, musculoesquelético e fígado. A ativação dos receptores nucleares PPAR? regula a transcrição de genes responsivos à insulina envolvidos no controle da produção, transporte e utilização de glicose. Além disso os genes responsivos a PPAR? também participam da regularização do metabolismo de ácidos graxos. A resistência à insulina é um aspecto comum que caracteriza a patogênese da diabetes tipo 2. A atividade antidiabética de rosiglitazona foi demonstrada em modelos animais de diabetes tipo 2, nos quais hiperglicemia e/ou tolerância prejudicada à glicose é uma consequência da resistência à insulina em tecidos alvo. Rosiglitazona reduz as concentrações de glicose no sangue e reduz a hiperinsulinemia em camundongos obesos ob/ob, camundongos diabéticos db/db e rato Zucker obeso fa/fa. Rosiglitazona também previne o desenvolvimento de diabetes aparente em modelos de camundongos db/db e ratos Zucker obesos diabéticos fa/fa.


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