Ziagenavir Compr - Bula

Ziagenavir Compr



Laboratório

Gsk

Apresentação de Ziagenavir Compr

compr. 300 miligramas caixa com 60 unidades

Ziagenavir Compr - Indicações

Ziagenavir é indicado na terapêutica antirretroviral combinada, para o tratamento da infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), em adultos e crianças.

Contraindicações de Ziagenavir Compr

O uso de Ziagenavir é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade conhecida ao abacavir ou a qualquer componente da fórmula e para pacientes com insuficiência hepática grave ou moderada.

Advertências

Hipersensibilidade (ver também Reações adversas) Em estudos clínicos, aproximadamente 5% dos pacientes tratados com Ziagenavir desenvolvem uma reação de hipersensibilidade que, em casos raros, pode ser fatal. • Fatores de Risco Estudos têm mostrado que a presença do alelo HLA B*5701 está associada a um risco significativamente maior de reação de hipersensibilidade ao abacavir. No estudo prospectivo CNA106030 (PREDICT-1), a pesquisa da presença do alelo HLAB*5701 pré-terapia e subsequentemente a proibição de abacavir em pacientes com este alelo, reduziu a incidência de reações de hipersensibilidade ao abacavir clinicamente suspeitas de 7,8% (66 de 847) para 3,4% (27 de 803) (p

Uso na gravidez de Ziagenavir Compr

A segurança do uso de Ziagenavir durante a gravidez não foi estabelecida. O abacavir tem sido associado a achados de estudos reprodutivos em animais. Portanto, a administração de Ziagenavir na gravidez deve ser considerada somente se o benefício para a mãe for maior que o risco para o feto. Foram relatadas elevações transitórias leves nos níveis séricos de lactato, que podem ser causadas por disfunção mitocondrial, em recém-nascidos e bebês expostos in utero ou no periparto a NRTIs. A relevância clínica destas elevações é desconhecida. Também foram relatados casos muito raros de atraso no desenvolvimento, convulsões e outras doenças neurológicas. No entanto, uma relação causal entre esses eventos e a exposição a NRTIs in utero ou no periparto não foi estabelecida. Esses achados não afetam as atuais recomendações para uso de tratamento antirretroviral em mulheres grávidas para prevenir a transmissão vertical do HIV. Em ratas, observou-se que o abacavir e seus metabólitos são excretados no leite. Supõe-se que eles também sejam secretados no leite humano, embora esta hipótese não tenha sido confirmada. Não existem dados disponíveis sobre a segurança do abacavir quando administrado em bebês com menos de 3 meses de idade. Alguns especialistas recomendam que a mulher infectada com o HIV não amamente, sob qualquer circunstância, a fim de evitar a transmissão do vírus. Portanto, é recomendável que mães em tratamento com Ziagenavir não amamentem seus filhos.

Interações medicamentosas de Ziagenavir Compr

O abacavir possui um baixo potencial para interações medicamentosas, considerando os resultados dos estudos in vitro e suas principais vias metabólicas. O abacavir não demonstrou potencial para inibir o metabolismo mediado pela enzima 3A4 do citocromo P450. Nos estudos in vitro, o abacavir também demonstrou não interagir com as drogas metabolizadas pelas enzimas CYP3A4, CYP2C9 ou CYP2D6. Não se observou indução do metabolismo hepático nos estudos clínicos. Portanto, é baixo o potencial para interações medicamentosas com antirretrovirais inibidores da protease e outras substâncias metabolizadas pelas principais enzimas do sistema P450. Estudos clínicos demonstram que não há interações clinicamente significativas entre o abacavir, a zidovudina e a lamivudina. Etanol: o metabolismo do abacavir é alterado pelo uso concomitante de etanol, resultando em um aumento na AUC do abacavir em aproximadamente 41%. Dado o padrão de segurança do abacavir, estes achados não são clinicamente significativos. O abacavir não altera o metabolismo do etanol. Metadona: em um estudo de farmacocinética, a administração concomitante de 600 miligramas de abacavir, duas vezes ao dia, com metadona mostrou uma redução de 35% na Cmáx do abacavir e um atraso do Tmáx em uma hora, porém a AUC do abacavir não foi afetada. Estas alterações na farmacocinética do abacavir não são clinicamente significativas. Neste estudo, o abacavir aumentou o clearance sistêmico médio da metadona em aproximadamente 22%. Esta alteração não é clinicamente relevante para a maioria dos pacientes, porém o ajuste da dosagem da metadona pode ser ocasionalmente necessário. Retinóides: compostos retinóicos, como a isotretinoína, são eliminados através da álcool desidrogenase. A interação com o abacavir é possível, porém não foi estudada.

Reações adversas e efeitos colaterais de Ziagenavir Compr

Reação de Hipersensibilidade (ver também Precauções e Advertências): Nos estudos clínicos, aproximadamente 5% dos pacientes tratados com Ziagenavir desenvolveram uma reação de hipersensibilidade, que em casos raros pode ser fatal. Esta reação é caracterizada pelo aparecimento de sintomas indicando o envolvimento de diversos órgãos. Quase todos os pacientes que desenvolvem reação de hipersensibilidade, apresentarão febre e/ou erupção cutânea (normalmente maculopapular ou urticariforme) como parte da síndrome; entretanto, as reações podem ocorrer sem erupção cutânea ou febre. Os sintomas podem ocorrer a qualquer momento, mas geralmente aparecem nas primeiras seis semanas de tratamento com o Ziagenavir (o tempo médio para o início é de 11 dias). Os sinais e sintomas desta reação de hipersensibilidade são listados abaixo. Aqueles relatados em pelo menos 10% dos pacientes com reação de hipersensibilidade estão sublinhados. Pele: erupção cutânea (normalmente maculopapular ou urticariforme). Trato gastrintestinal: náusea, vômitos, diarréia, dor abdominal ou úlceras orais. Trato respiratório: dispnéia, tosse, dor de garganta, síndrome de angústia respiratória em adultos ou falência respiratória. Diversos: febre, fadiga, mal-estar, edema, linfadenopatia, hipotensão, conjuntivite ou anafilaxia. Neurológico/Psiquiátrico: cefaléia ou parestesia. Hematológico: linfopenia. Fígado/ Pâncreas: provas de função hepática elevadas ou insuficiência hepática. Músculo-esquelético: mialgia, raramente miólise, artralgia ou creatinofosfoquinase elevada. Urológico: creatinina elevada ou insuficiência renal. Alguns pacientes com reação de hipersensibilidade foram diagnosticados inicialmente como portadores de doenças respiratórias (pneumonia, bronquite, faringite), síndrome gripal, gastrenterite ou reações a outros medicamentos. O diagnóstico tardio de hipersensibilidade levou à continuação do uso de Ziagenavir ou à sua reintrodução, resultando em reações de hipersensibilidade mais graves e até mesmo morte. Portanto, o diagnóstico de reação de hipersensibilidade deve ser cuidadosamente considerado para pacientes apresentando sintomas característicos destas doenças. Se a reação de hipersensibilidade não puder ser afastada, o Ziagenavir ou outro medicamento contendo abacavir não deve ser reiniciado. Os sintomas relacionados a esta reação de hipersensibilidade agravam-se com a continuação do tratamento e geralmente solucionam-se com a interrupção do Ziagenavir. A reintrodução do tratamento com Ziagenavir após a ocorrência de uma reação de hipersensibilidade resulta no reaparecimento dos sintomas da reação dentro de algumas horas. Esta recorrência da reação de hipersensibilidade poderá ser mais intensa que a reação inicial e poderá desencadear hipotensão potencialmente fatal e morte. Os pacientes que desenvolvem esta reação de hipersensibilidade devem interromper o tratamento com Ziagenavir e não deverão receber Ziagenavir ou outro medicamento que contenha abacavir novamente. Há relatos pouco frequentes de reação de hipersensibilidade após reintrodução de Ziagenavir, quando a interrupção foi precedida por um único sintoma de hipersensibilidade (por exemplo: erupção cutânea, mal-estar/fadiga, febre, sintomas gastrintestinais ou sintomas respiratórios). Foram relatados, muito raramente, casos de reação de hipersensibilidade em pacientes que reiniciaram a terapia com Ziagenavir e que não tinham quaisquer sintomas prévios de reação de hipersensibilidade. Não está claro se muitos dos outros eventos adversos relatados estão relacionados ao uso de Ziagenavir à ampla gama de medicamentos utilizados no tratamento de controle da infecção por HIV ou à própria doença. Muitos dos eventos relacionados abaixo (náuseas, vômito, diarréia, febre, fadiga ou erupção cutânea) normalmente ocorrem como parte da reação de hipersensibilidade ao abacavir. Assim, pacientes que apresentarem algum desses sintomas devem ser cuidadosamente avaliados para a reação de hipersensibilidade. Caso o Ziagenavir tenha sido descontinuado em pacientes que apresentaram algum desses sintomas, e se decida introduzir novamente seu uso, isto somente deverá ser feito sob supervisão médica direta (ver Precauções e Advertências - Considerações especiais após interrupção do tratamento com Ziagenavir). A maioria das reações adversas listadas abaixo não foi limitante para o tratamento. A seguinte convenção foi usada como forma de classificação: muito comum (>1/10); comum (>1/100, 1/1.000, 1/10.000.

Ziagenavir Compr - Posologia

Adultos e adolescentes maiores de 12 anos: a dose recomendada de Ziagenavir é de 300 miligramas (um comprimido), duas vezes ao dia ou 600 miligramas (dois comprimidos) uma vez ao dia. Crianças com idade entre 3 meses e 12 anos: a dose recomendada de Ziagenavir é de 8 mg/kg, duas vezes ao dia, até a dose máxima de 600 miligramas (dois comprimidos) ao dia. Crianças com menos de 3 meses de idade: não existem dados disponíveis sobre o uso de Ziagenavir em pacientes nesta faixa etária (ver Propriedades farmacocinéticas). Ziagenavir pode ser ingerido com ou sem alimentos. Ziagenavir está disponível na formulação solução oral para uso em crianças e em pacientes com dificuldade de ingerir os comprimidos. A terapia deve ser iniciada por um médico com experiência no tratamento de infecções por HIV. Pacientes com insuficiência renal: não há necessidade de ajuste de dose (ver Propriedades farmacocinéticas). Pacientes com insuficiência hepática: o abacavir é metabolizado primariamente pelo fígado. A dose recomendada de Ziagenavir a pacientes com insuficiência hepática leve (Child-Pugh escore de 5-6) é de 200 miligramas (10 mL), duas vezes ao dia. A fim de permitir um ajuste de dose nesses pacientes, recomenda-se a utilização de Ziagenavir solução oral. Ziagenavir é contraindicado para pacientes com insuficiência hepática moderada ou grave, uma vez que não existem estudos de farmacocinética para esse grupo (ver Propriedades farmacocinéticas). Pacientes idosos: a farmacocinética do abacavir não foi estudada em pacientes acima de 65 anos de idade. No tratamento de pacientes idosos, deve-se considerar a maior ocorrência de funções hepática, renal e cardíaca reduzidas, bem como doenças concomitantes e outros tratamentos medicamentosos.

Superdosagem

Nos estudos clínicos, os pacientes receberam doses únicas de até 1.200 miligramas e doses diárias de até 1.800 miligramas de abacavir. Não foram relatadas reações adversas inesperadas. Os efeitos de doses maiores são desconhecidos. Se ocorrer superdosagem, o paciente deve ser monitorado para detectar toxicidade (ver Reações Adversas) e deve ser aplicado tratamento padrão de suporte, quando necessário. Não se sabe se o abacavir pode ser removido por diálise peritoneal ou por hemodiálise.

Ziagenavir Compr - Informações

Grupo farmacoterapêutico análogo de nucleosídeo. Mecanismo de Ação: O abacavir é um análogo de nucleosídeo inibidor da transcriptase reversa. É um agente antiviral seletivo para os vírus HIV-1 e HIV-2, incluindo isolados de HIV-1 resistentes à lamivudina, zidovudina, zalcitabina, didanosina ou nevirapina. O abacavir é metabolizado no meio intracelular em carbovir 5-trifosfato (TP). Estudos in vitro demonstraram que o mecanismo de ação consiste na inibição da enzima transcriptase reversa do HIV, o que resulta na finalização da cadeia de ácido nucléico e interrupção do ciclo de replicação viral. O abacavir demonstrou sinergismo, in vitro, quando em associação com a nevirapina e zidovudina e demonstrou ser sinérgico em combinação com didanosina, zalcitabina, lamivudina e estavudina. Em um estudo com 20 pacientes infectados com HIV recebendo Ziagenavir 300 miligramas duas vezes ao dia, com apenas uma dose de 300 miligramas administrada antes do período de 24 horas de amostragem, a média geométrica terminal da meia-vida de carbovir-TP intracelular no estado de equilíbrio foi de 20,6 horas, comparada a média geométrica da meia-vida plasmática de abacavir neste estudo de 20,6 horas. As propriedades farmacocinéticas do estado de equilíbrio de Ziagenavir 600 miligramas uma vez por dia foram comparadas a Ziagenavir 300 miligramas duas vezes por dia em um estudo cruzado em 27 pacientes infectados por HIV. Exposições intracelulares a trifosfato de carbovir em células mononucleares do sangue periférico foram mais altas para Ziagenavir 600 miligramas uma vez por dia em relação a AUC 24,ss (32 %, mais alta), Cmáx 24,ss (99% mais alta) e por meio de valores (18% mais altos), comparados ao regime de 300 miligramas duas vezes por dia. Esses dados apóiam o uso de Ziagenavir 600 miligramas uma vez ao dia para o tratamento de pacientes infectados pelo HIV. Adicionalmente, a eficácia e segurança de Ziagenavir administrado uma vez ao dia foi demonstrada em estudo clínico. Isolados de HIV-1 resistentes ao abacavir foram selecionados in vitro e estão associados a alterações genotípicas específicas nos códons da transcriptase reversa (TR) (códons M184V, K65R, L74V e Y115F). A resistência ao abacavir desenvolve-se de modo relativamente lento, in vitro e in vivo, exigindo mutações múltiplas para atingir um aumento de 8 vezes na Cl50 sobre o vírus selvagem, o que pode ser um nível clinicamente relevante. Isolados virais resistentes ao abacavir também podem demonstrar sensibilidade reduzida à lamivudina, zalcitabina e/ou didanosina, mas permanecem sensíveis à zidovudina e estavudina. Não é provável a ocorrência de resistência cruzada entre o abacavir e os inibidores da protease ou os inibidores da transcriptase reversa não nucleosídeos. O fracasso no tratamento após terapia inicial com abacavir, lamivudina, e zidovudina está principalmente associado ao M184V isoladamente, mantendo-se, portanto, muitas outras opções terapêuticas para um esquema terapêutico de segunda linha. O abacavir penetra no líquor (ver Propriedades farmacocinéticas) e os estudos evidenciam sua capacidade de reduzir os níveis de RNA do HIV-1 no líquor. O abacavir pode desempenhar um papel na prevenção das complicações neurológicas relacionadas à infecção pelo HIV e pode retardar o desenvolvimento da resistência nesse local quando associado a outros antirretrovirais. Experiência clínica: Em estudos clínicos, o tratamento com abacavir em associação com a zidovudina e a lamivudina levou a reduções duradouras e significativas na carga viral, com aumentos correspondentes na contagem de células CD4, tanto em adultos como em crianças. Num estudo clínico duplo-cego de 48 semanas em pacientes adultos sem tratamento prévio, a combinação de abacavir, lamivudina e zidovudina mostrou um efeito antiviral equivalente à combinação de indinavir, lamivudina e zidovudina na análise primária de eficácia. Numa análise secundária em pacientes com níveis plasmáticos basais de RNA do HIV-1 acima de 100.000 cópias/mL, os pacientes recebendo a combinação contendo indinavir apresentaram uma resposta superior. Pacientes com RNA do HIV-1 abaixo de 100.000 cópias/mL apresentaram respostas equivalentes em ambos os tratamentos. Num estudo comparando combinações NRTI não cegas (com ou sem nelfinavir cego) em crianças, uma porção significativamente maior tratada com abacavir e lamivudina (73%) ou abacavir e zidovudina (70%) apresentou níveis de RNA do HIV-1 <= 400 cópias/mL em 24 semanas, comparados àquela tratada com lamivudina e zidovudina (44%). Em criança com extensa exposição antirretroviral, um efeito modesto porém sustentado foi observado com a combinação de abacavir, lamivudina e zidovudina. Na terapêutica de pacientes previamente tratados, dados limitados demonstram que a associação de abacavir aos nucleosídeos inibidores da transcriptase reversa garante um benefício adicional na redução da carga viral e no aumento da contagem de células CD4. O grau de benefício dependerá da natureza e duração do tratamento anterior, o qual poderá ter induzido resistência cruzada ao abacavir.


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