ZWEIVIR - Bula

ZWEIVIR



ZWEIVIR

zweivir

Lamivudina/ Zidovudina

USO ADULTO E CRIANÇAS ACIMA DE 12 ANOS

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO

Frasco plástico opaco contendo 60 comprimidos revestidos.

Composição:

Lamivudina: 150,0 miligramas Zidovudina: 300,0 miligramas Excipientes (celulose microcristalina, lactose, PVP K30, explotab estearato de magnésio)

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

Ação esperada do medicamento: Antiretroviral que age sobre o vírus da imunodeficiência humana tipo 1 (HIV-1) e sobre o HIV2, inibindo seus ácidos nucleícos.

Conservar o produto em temperatura ambiente (entre 15° e 30°C).

Prazo de validade: 24 meses. ATENÇÃO: Não utilize o produto após vencido o prazo de validade, sob o risco de não produzir os efeitos desejados.

Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após seu término.

Informar ao médico se está amamentando.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interromper o tratamento sem o conhecimento de seu médico.

Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis tais como dor de cabeça, mal-estar, cansaço, dor no abdome, náuseas e vômitos, diarréia e febre.

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.

"TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS".

O produto é contraindicado em pessoas alérgicas à lamivudina ou a qualquer componente da fórmula.

"NÃO TOME REMÉDIO SEM CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE."

INFORMAÇÃO TÉCNICA

Lamivudina

A lamivudina é nucleosídeo sintético análogo. Estudos in vitro demonstraram que, a nível intracelular, a lamivudina é fosforilada a seu metabólito ativo o 5'-trifosfato (L-TP), o possui uma meia-vida intracelular de 10,5 a 15.5 horas. O principal modo de ação do L-TP é a inibição da transcrição reversa do HIV via cadeia terminal do DNA viral. O L-TP também inibe o RNA- e DNA-dependentes da atividade da DNA-polimerase de transcrição reversa (RT). L-TP é um inibidor fraco da a-, b-, e g- polimerase de mamíferos.

Microbiologia - Atividade anti-viral in vitro:

A relação entre a suscetibilidade in vitro do HIV a lamivudina e a inibição da replicação do HIV em humanos não foi ainda estabelecida. A atividade in vitro da lamivudina contra HIV-1 foi verificada em um número de linhagem de células (incluindo monócitos e linfócitos sangue periférico humano fresco) utilizando um padrão de ensaio suscetíveis. Os valores de CI 50 (concentrações inibitórias de 50%) estão na faixa de 2 nM a 15 mM. A lamivudina possui uma atividade anti-HIV-1 em todas as infecções agudas virais testadas em células. Em células MT-4 infectadas com HIV, a lamivudina combinada a zidovudina possui atividade sinergistica antiretroviral.

Resistência a droga: isolados de HIV resistentes a lamivudina foram selecionados in vitro. As resistentes isolados in vitro apresentaram suscetibilidade reduzida a lamivudina e a análise do genótipo mostrou que a resistência é devida a mutações em substituições específicas na transcriptase reversa do HIV-1 no códon 184 da metionina tanto para a isoleucina como para a valina. As cepas do HIV-1 resistentes a lamivudina e a zidovudina foram isoladas.

A suscetibilidade a isolados clínicos a lamivudina e zidovudina foi monitorada em estudos clínicos controlados. Em pacientes recebendo monoterapia de lamivudina ou terapia combinada com lamivudina e zidovudina, os isolados de HIV-1 da maioria dos pacientes tornaram-se genotipicamente e fenotipicamente resistentes a lamivudina dentro de 12 semanas. Em alguns pacientes, portadores de vírus resistentes a zidovudina, suscetibilidade fenotípica a zidovudina em 12 semanas de tratamento foi restabelecida. Terapia combinada de lamivudina e zidovudina demonstraram a emergência de mutações conferindo resistência a zidovudina.

Farmacocinética em adultos: as propriedades farmacocinéticas da lamivudina foram estudadas em pacientes adultos assintomáticos infectados com HIV após a administração de uma única dose intravenosa (IV) variando de 0,25 a 8 mg/kg, assim como doses únicas e múltiplas de doses orais variando de 0,25 a 10 mg/kg.

Absorção e biodisponibilidade: a lamivudina foi rapidamente absorvida após administração oral em pacientes infectados com HIV. A biodisponibilidade absoluta em 12 adultos foi 86% ± 16% para o comprimido e 87% ± 13% para a solução oral. Após administração oral de 2 mg/kg duas vezes ao dia a nove adultos com HIV, o pico de concentração sérica de lamivudina (C max) foi de 1,5 ± 0,5 mg/ml. A área sobre a concentração plasmática versus a curva do tempo (AUC) e C max aumentou em proporção a dose oral na proporção de 0,25 a 10 mg/kg.

Em estudos realizados com pacientes assintomáticos, a absorção da lamivudina foi mais devagar do que no estado pós-alimentação (T max 3,2 ± 1,3 horas), se comparado com estado pré-alimentação (T max 0,9 ± 0,3 horas); a C max no estado pós-alimentação foi de 40% ± 23%, mais baixo do que no estado pré-alimentação. Não houve nenhuma diferença significante na exposição sistêmica nos estados pré- e pós-alimentação; portanto, a lamivudina pode ser administrada com ou sem comida.

A taxa de acumulação da lamivudina em adultos assintomáticos HIV-positivos com função renal normal foi 1,50 após 15 dias de administração oral de 2 mg/kg.

Distribuição: o volume aparente de distribuição após administração IV de lamivudina a 20 pacientes foi 1,3 ± 0,4 L/kg, sugerindo que a lamivudina se distribui nos espaços extravasculares. O volume de distribuição foi independente da dose e não está correlacionado com o peso corporal.

A ligação da lamivudina às proteínas plasmáticas é baixa (36%). Estudos in vitro mostraram que acima da taxa de concentração de 0,1 a 100 mg/ml, a quantidade de lamivudina associada com os eritrócitos foi de 53% a 57% e foi independente da concentração.

Metabolismo: o metabolismo da lamivudina é uma rota menor de eliminação. No homem, o único metabólito conhecido da lamivudina é o trans-sulfóxido. Dentro de 12 horas após uma única dose oral de lamivudina em seis adultos infectados com HIV, 5,2% ± 1,45 da dose foi excretada como o metabólito trans-sulfóxido na urina. A concentração sérica deste metabólito não foi determinada.

Eliminação: a maior parte da lamivudina é eliminada não modificada na urina. Em 20 pacientes, nos quais foi administrada uma dose única IV, o clearance renal foi de 0,22 ± 0,06 L/hr*kg representando 71% ± 16 do clearance total da lamivudina.

Na maioria dos estudos de dose-única em pacientes infectados com HIV em amostras de soro por 24 horas após a dose, a meia-vida de eliminação média observada (T 1/2) alcançou 0,37 ± 0,05 L/hr*kg. O clearance oral e a meia-vida de eliminação foram independentes da dose e peso corporal após uma dose oral de 0,25 a 10 mg/kg.

Populações especiais: Adultos com função renal comprometida: as propriedades farmacocinéticas da lamivudina foram determinadas em um pequeno grupo de adultos infectados com HIV com função renal prejudicada.

A exposição (AUC¥), C max, e meia-vida aumentaram com a função renal diminuída (como expressado pelo clearance de creatinina). O clearance aparente total (CI/F) da lamivudina diminuiu quando clearance de creatinina diminuiu. Baseando-se nestas observações, recomenda-se que a dosagem da lamivudina seja alterada em pacientes com função renal prejudicada. Os efeitos do prejuízo renal na farmacocinética da lamivudina em pacientes pediátricos não são conhecidos.

Zidovudina

A zidovudina é um agente antivirótico, de ação virustática, de estrutura análoga à timidina. É fosforilada no interior da célula pela timidilatoquinase celular à zidovudina monofosfato. Esta converte-se em difosfato, por ação da timidilatoquinase celular e então é convertida em trifosfato por outras enzimas celulares; o trifosfato de zidovudina compete com o substrato natural, a timidina trifosfato para incorporar-se às cadeias em crescimento de DNA viral, por transcriptase reversa de retrovírus (DNA polimerase RNA-dependente), assim inibindo a replicação viral do DNA.

Uma vez incoporado, o trifosfato de zidovudina interrompe prematuramente o crescimento da cadeia de DNA, já que o grupo 3'-azido impede novas ligações do 5' a 3'-fosfodiester. A zidovudina tem uma afinidade pela transcriptase reversa do retrovírus cerca de 100-300 vezes maior do que pela alfa-DNA polimerase humana, o que permite a inibição seletiva da replicação viral sem bloquear a replicação celular.

Farmacocinética A zidovudina atravessa a barreira hematoencefálica. A distribuição ao líquido céfalo-raquidiano é de aproximadamente 50% da concentração plasmática, em adultos, 4 horas após a administração. A zidovudina atravessa a placenta e alcança, na criança, níveis plasmáticos semelhantes àqueles observados no adulto. Concentrações semelhantes tem sido encontradas no líquido amniótico de fetos de 1-3 semanas gestacionais. Mas, a concentração da zidovudina nos tecidos do sistema nervoso central fetal está abaixo das concentrações antivirais eficazes. A zidovudina mostra também concentrar-se no sêmem de pacientes HIV-infectados, em concentrações que variam entre 1,3 e 20,4 vezes àquelas do plasma. O volume de distribuição aparente para adultos e crianças é de 1,4 e 1,7 litros/kg (42 a 52 litros/m 2) (intravenoso).

A ligação às proteínas plasmáticas é baixa, cerca de 30 a 38%.

O metabolismo da zidovudina dá-se principalmente por glicuronização hepática. Na sua metabolização forma-se rapidamente a 3'-azido-3'-deoxi-5'-O-beta-D-glucopiranurosil-timidina (GAZT), que não inibe a replicação do HIV "in vitro" nem antagoniza o efeito antiviral da zidovudina. A capacidade de conjugação do glucoronídeo é subdesenvolvida ao nascimento. Mas, estudos desenvolvidos em crianças com mais de 30 dias de idade demostraram que o clearance e meia-vida da zidovudina são comparáveis àqueles do adulto.

A meia-vida em adultos com função renal normal, por via oral e intravenosa é de cerca de 1 hora (variação 0,8 - 1,2 horas). Com a função renal comprometida (clearance de creatinina de 30 ml/min), a vida média aumenta para 1,4 a 2,9 horas. Na cirrose, é de aproximadamente 2,4 horas. O metabólito principal GAZT, em adultos com função renal normal, tem meia-vida de 1 hora e, com função renal comprometida, de 8 horas; na anúria, a meia-vida aumenta para 29 a 94 horas.

O início de ação é de aproximadamente 1 hora.

O T max da concentração sérica é de 0,5 a 1,5 horas. No líquido céfalo-raquidiano, 1 hora após o final da infusão. A concentração terapêutica é de 1,5 a 2,0 mmoles/l.

Aproximadamente 14 a 18% são rapidamente excretados na urina pela filtração glomerular e secreção tubular ativa, em adultos. Aproximadamente 60 a 74% do GAZT também são excretados pela urina. A soma de zidovudina + GAZT mostra 63 a 95% eliminados na urina. Parece que a hemodiálise e a diálise peritoneal tem efeito desprezível na remoção da zidovudina, entretanto, a hemodiálise aumenta a eliminação da GAZT. Em crianças (14 meses a 12 anos), 30% da zidovudina são eliminados pelos rins e 45% do GAZT são excretados na urina.

INDICAÇÕES

A lamivudina em combinação com a zidovudina está indicada no tratamento de:

·· adultos infectados por HIV com imunodeficiência progressiva (contagem de células CD4 £ 500 células/mm 3) que não receberam terapia antirretroviral prévia; adultos infectados por HIV com imunodeficiência progressiva tratados anteriormente com zidovudina;

· crianças infectadas por HIV (³ 3 meses de idade) com imunodeficiência progressiva que não receberam terapia prévia ou que foram tratados anteriormente com zidovudina.

CONTRAINDICAÇÕES

O uso da lamivudina está contraindicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida à lamivudina ou a qualquer outro componente da fórmula.

Não se deve administrar zidovudina a pacientes com contagens anormalmente baixas de neutrófilos (<75 x 10 9/ l) ou níveis anormalmente baixos de hemoglobina (< 7,5 g/dl ou 4,65 mmol/l).

A zidovudina também não deve ser administrada a pacientes com hipersensibilidade conhecida à zidovudina ou a qualquer outro componente da fórmula.

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS

Foi observada a ocorrência de pancreatite em alguns pacientes tratados com lamivudina. Mas, não se sabe ao certo se o desenvolvimento de pancreatite é devido ao tratamento medicamentoso ou à infecção por HIV subjacente. É necessário considerar a possibilidade de pancreatite toda vez que o paciente se queixar de dor abdominal, náusea e vômitos ou apresentar níveis elevados de marcadores bioquímicos. Deve-se suspender o uso de lamivudina até que seja excluído o diagnóstico de pancreatite.

Os pacientes tratados com lamivudina, ou recebendo qualquer outra terapia antirretroviral, podem, mesmo assim, adquirir infecções oportunistas e apresentar outras complicações da infecção por HIV, razão pela qual devem ser mantidos sob rigorosa observação clínica por médicos experientes no tratamento de pacientes com doenças associadas ao HIV.

É importante avisar aos pacientes que ainda não foi comprovado que a terapia antirretroviral atual, incluindo a lamivudina, tem a propriedade de prevenir o risco de transmissão do HIV através de contato sexual ou de contaminação por sangue. É necessário continuar seguindo as precauções apropriadas.

Em pacientes com comprometimento renal moderado a grave, a meia-vida plasmática terminal da lamivudina apresenta-se aumentada em consequência da depuração diminuída. É necessário ajustar a dose no comprometimento renal (ver Posologia).

A lamivudina deve ser utilizada com cautela em pacientes com hepatopatia cirrótica avançada devido à infecção crônica pelo vírus da hepatite B, visto que existe um pequeno risco de hepatite de rebote pós tratamento.

Recomenda-se cautela ao administrar lamivudina a pacientes que apresentaram hipersensibilidade ou outras complicações durante o uso de zidovudina, didanosina e zalcitabina.

Pacientes com moderada ou severa neutropenia ou trombocitopenia devem ser mantidos sob rigorosa observação clínica.

GRAVIDEZ E LACTAÇÃO

A segurança da lamivudina durante a gravidez em seres humanos não foi estabelecida. Estudos de reprodução em animais não revelaram qualquer evidência de teratogenicidade e demonstraram não haver nenhum efeito sobre a fertilidade do macho ou da fêmea.

Foram observadas algumas evidências de letalidade precoce do embrião quando a lamivudina foi administrada a coelhas prenhes em níveis de exposição comparáveis aos obtidos em seres humanos. A lamivudina atravessa a placenta nos animais, porém não há nenhuma informação de transporte transplacentário em seres humanos.

Embora os estudos de reprodução em animais nem sempre forneçam uma previsão da resposta que irá ocorrer em seres humanos, a administraçao de lamivudina durante a gravidez só deve ser considerada se os benefícios esperados forem maiores do que qualquer risco possível.

Um estudo realizado com ratas em amamentação revelou que, após administração oral, a lamivudina é excretada no leite. Todavia, não se sabe se ela é também excretada no leite humano. Como existe a possibilidade do fármaco passar para o leite materno, recomenda-se que as mães sob tratamento evitem o aleitamento.

Foi demonstrado que o uso da zidovudina em gestantes com mais de 14 semanas de gestação, com tratamento subsequente de seus recém-nascidos, reduz significativamente a taxa de transmissão de HIV materno para o feto. As gestantes apresentavam contagens de células CD4+ de 200 a 1818/mm 3 (mediana 550/mm 3) e iniciaram o tratamento com zidovudina entre 14ª e 34ª semanas de gestação; seus recém-nascidos receberam a zidovudina até a 6ª semana de idade. Não é sabido se existem quaisquer consequências a longo prazo da exposição do feto in utero e do recém-nascido à zidovudina.

Dados limitados indicam que a zidovudina é excretada no leite animal. Não se sabe se a zidovudina é excretada no leite humano. Uma vez que a droga pode passar para o leite materno, recomenda-se que as mães que estejam tomando zidovudina abstenham-se de amamentar seus filhos.

Os pacientes devem ser advertidos de que o tratamento com a zidovudina não demonstrou reduzir o risco de transmissão do HIV a outros através do contato sexual ou contaminação sanguínea.

A zidovudina não cura a infecção por HIV, e os pacientes continuam sob o risco de desenvolver doenças associadas à supressão imunológica, inclusive infecções oportunistas e neoplasias. Embora tenha sido demonstrada redução dos riscos de infecções oportunistas, os dados sobre o desenvolvimento de neoplasias, inclusive linfomas, são limitados. Os dados disponíveis sobre pacientes com AIDS tratados com zidovudina indicam que o risco de desenvolvimento de linfoma é compatível com aquele observado em pacientes não tratados. o risco de desenvolvimento de linfoma em pacientes no estágio inicial de infecção por HIV submetidos a tratamentos longos é desconhecido.

TOXICIDADE HEMATOLÓGICA Anemia (normalmente ocorre após 6 semanas de tratamento com a zidovudina, ou ocasionalmente antes), neutropenia (comumente ocorre a qualquer tempo após 4 semanas de tratamento) e leucopenia (normalmente secundário à neutropenia) são ocorrências frequentemente esperadas em pacientes em tratamento com zidovudina. Por essa razão, os parâmetros hematológicos devem ser cuidadosamente controlados.

Recomenda-se que sejam realizados testes sanguíneos pelo menos a cada duas semanas durante os três primeiro meses de tratamento e, em seguida, pelo menos uma vez ao mês. Se ocorrer anemia grave ou mielossupressão, sugere-se ajustes de dose (ver Posologia). Normalmente, tais anormalidades são rapidamente reversíveis com a suspensão do tratamento. Em pacientes com anemia significativa, os ajustes de dose não eliminam necessariamente a necessidade de transfusões. Deve-se tomar cuidado especial com pacientes com comprometimento preexistente da medula óssea (ou seja, hemoglobina inferior a 9 g/dl ou contagem de neutrófilos inferior a 1,0 x 10 9/l). Para estes pacientes podem ser apropriadas doses diárias mais baixas desde o início do tratamento.

A toxicidade hematológica é infrequente em pacientes em estágio inicial de infecção por HIV (onde a reserva da medula óssea geralmente é boa). Dependendo da condição geral do paciente, os testes sanguíneos podem ser realizados com menor frequência, por exemplo, a cada 1-3 meses. Diminuições do nível de hemoglobina maiores que 25% da linha basal podem requerer controle mais frequente.

ACIDOSE LÁCTICA E HEPATOMEGALIA GRAVE COM ESTEATOSE Foram relatadas raras ocorrências, potencialmente fatais, de acidose láctica, na ausência de hipoxemia, e hepatomegalia grave com esteatose. Não se sabe se estes eventos têm uma relação causal com a zidovudina, mas os mesmos foram relatados em pacientes HIV positivos sem AIDS. O tratamento com zidovudina deve ser suspenso no caso de elevação rápida dos níveis de aminotransferase, hepatomegalia progressiva ou acidose ácida/metabólica de etiologia desconhecida (ver Reações Adversas).

A zidovudina deve ser administrada com cautela a todos os pacientes, particularmente a mulheres obesas, pacientes com hepatomegalia, hepatite ou outros fatores de risco conhecidos para doença hepática. Estes pacientes devem ser cuidadosamente acompanhados enquanto estiverem em tratamento com a zidovudina.

Uso em idosos e em pacientes com insuficiência renal ou hepática: (ver Posologia).

MUTAGENICIDADE Não se observou evidência de mutagenicidade no Teste de Ames. Todavia, a zidovudina foi discretamente mutagênica em ensaio da célula de linfoma de camundongo e foi positiva em um ensaio in vitro de transformação celular. Foram observados efeitos clastogênicos (danos em cromossomos) em um estudo in vitro em linfócitos humanos e em estudos de doses orais repetidas de micronúcleos em ratos e camundongos. Um estudo citogenético in vivo em ratos não mostrou uma frequência mais alta de quebra cromossômica naqueles que haviam recebido zidovudina do que naqueles que não haviam recebido o medicamento. O significado clínico destes achados não está claro.

CARCINOGENICIDADE A zidovudina foi administrada, por via oral, em três níveis de dose a grupos separados de camundongos e ratos (60 fêmeas e 60 machos de cada grupo). As doses únicas diárias iniciais foram de 30, 60 e 120 mg/kg/dia e 80, 220 e 600 mg/kg/dia para camundongos e ratos, respectivamente. As doses dos camundongos foram reduzidas para 20, 30 e 40 mg/kg/dia após o 90º dia devido à anemia relacionada ao tratamento. No grupo de ratos, somente a dose mais alta foi reduzida (para 450 e então para 300 mg/kg/dia nos 91º e 279º dias, respectivamente).

Nos camundongos ocorreram 7 neoplasias vaginais de aparecimento tardio (após 19 meses) com a dose mais alta, sendo cinco carcinomas de células escamosas, um papiloma de células escamosas e um pólipo escamoso. Ocorreu um papiloma de células escamosas (de aparecimento tardio) na vagina de um animal do grupo de dose média. Não foram encontrados tumores vaginais no grupo de dose mais baixa.

Nos ratos ocorreram dois carcinomas vaginais de células escamosas (aparecimento tardio após 20 meses) nos animais que receberam a dose mais alta. Não ocorreram tumores vaginais nos grupos de dose média nem naqueles de dose baixa. Não foi observado nenhum outro tumor relacionado à droga em ambos os sexos das duas espécies.

O valor preditivo dos estudos de carcinogenicidade em roedores para seres humanos não está bem definido, e a significância clínica destes resultados não está clara.

TERATOGENICIDADE Estudos em ratas e coelhas prenhes recebendo zidovudina por via oral em doses de até 450 e 500 mg/kg/dia, respectivamente durante a maior parte do período de organogênese não revelaram evidências de teratogenicidade. No entanto, houve um aumento estatisticamente significativo da reabsorção fetal em ratas recebendo 140-450 mg/kg/dia, e em coelhas recebendo 500 mg/kg/dia. Um estudo separado mostrou que 3000 mg/kg/dia (em duas doses iguais com intervalo de 6 horas pelo menos) administrada a ratazanas prenhes durante o período de organogênese levou acentuada toxicidade materna e a um aumento da incidência de malformações fetais. Esta dose é comparável à média letal de 3.683 mg/kg administrada em dose única por via oral, no rato. Não foram observadas evidências de aumento de anormalidades fetais neste estudo, com doses mais baixas (600 mg/kg/dia ou menos), também divididas em duas tomadas iguais.

FERTILIDADE Doses orais de até 450 mg/kg/dia de zidovudina não prejudicaram a fertilidade de ratos machos ou fêmeas. Não há dados sobre o efeito da zidovudina na fertilidade humana feminina. No homem, a zidovudina não demonstrou afetar a contagem, morfologia ou motilidade dos espermatozóides.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas

Não foi efetuado nenhum estudo para investigar o efeito da lamivudina sobre a capacidade de dirigir veículos ou de operar máquinas. Além disso, com base na farmacologia do medicamento, é impossível prever qualquer efeito prejudicial sobre essas atividades. No entanto, deve-se levar em conta as condições clínicas do paciente e o perfil de efeitos adversos da lamivudina e da zidovudina quando se pretende estabelecer a capacidade do indivíduo tratado com lamivudina de dirigir veículos ou operar máquinas.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

A probabilidade de qualquer interação é baixa em virtude do fármaco apresentar metabolismo limitado e ligação reduzida às proteínas plasmáticas, com depuração renal quase completa.

Os níveis plasmáticos de zidovudina não são alterados significativamente, quando se administra o medicamento concomitante à lamivudina. A zidovudina não exerce também qualquer efeito sobre a farmacocinética da lamivudina.

A combinação de lamivudina, zidovudina e didanosina (ddI) foi estudada em pacientes pediátricos. Não foi constatada nenhuma diferença significativa na área sob a curva (ASC) para a lamivudina, zidovudina ou didanosina quando administradas isoladamente ou em combinações de 2 ou 3 medicamentos.

A administração de trimetoprima, produz aumento nos níveis plasmáticos da lamivudina. Mas, a não ser que haja comprometimento renal, nenhum ajuste posológico se faz necessário (ver Posologia). A lamivudina não exerce nenhum efeito sobre a farmacocinética do trimetoprima nem do sulfametoxazol.

Deve-se considerar a possibilidade de interações com outros fármacos administrados concomitantemente, sobretudo quando a principal via de eliminação for renal.

Para dados mais pormenorizados sobre interações com a zidovudina, favor consultar as informações para a prescrição da zidovudina.

REAÇÕES ADVERSAS

Porcentagem de pacientes adultos com eventos adversos decorrentes do tratamento, ocorridos em ³5% dos pacientes tratados com lamivudina 150 miligramas 2 vezes ao dia + zidovudina 200 miligramas 3 vezes ao dia comparado a zidovudina.

Efeitos adversos Lamivudina + zidovudina (n 251) Zidovudina (n 230) Corpo como um todo Enxaqueca Fadiga e indisposição Febre ou calafrio 35% 27% 10% 27% 23% 12%

Digestivo Náusea Diarréia Náuseas e vômitos Anorexia e/ou diminuição do apetite Dor abdominal Cólica abdominal Dispepsia 33% 18% 13% 10% 9% 6% 5% 29% 22% 12% 7% 11% 3% 5%

Sistemas nervoso Neuropatia Tontura Insônia e outras desordens do sono Distúrbios depressivos 12% 10% 11% 9% 10% 4% 7% 4%

Respiratório Sinais e sintomas nasais Tosse 20% 18% 11% 13%

Pele e anexos Exantema 9% 6%

Músculo-esquelético Dor músculo-esquelética Mialgia Artralgia 12% 8% 5% 10% 6% 5%

Foi observado pancreatite em 3 dos 656 pacientes adultos (<0,5%), que receberam lamivudina em testes clínicos controlados.

Porcentagem de pacientes adultos com anormalidades nos valores laboratoriais, em 4 estudos clínicos controlados.

Testes (nível anormal) Lamivudina 150 miligramas 2x/dia + zidovudina % (n) Zidovudina % (n) Neutropenia (contagem absoluta de neutrófilos <750/mm 3) Anemia (Hgb <8,0 g/dl) Trombocitopenia (plaquetas <50.000/mm 3) ALT (>5,0 x LNS) AST (>5,0 x LNS) Bilirrubina (>2,5 LNS) Amilase (>2,0 LNS) 7,2% (237) 2,9% (241) 0,4% (240) 3,7% (241) 1,7% (241) 0,8% (241) 4,2% (72) 5,4% (222) 1,8% (218) 1,3% (223) 3,6% (224) 1,8% (223) 0,4% (220) 1,5% (133) LNS Limite normal superior.

n Número de pacientes avaliados Pacientes pediátricos: As informações sobre os efeitos adversos em crianças que receberam lamivudina como monoterapia são limitadas. Há relatos de pancreatite, parestesias e neuropatia periférica nos estudos realizados.

As anormalidades laboratoriais encontradas em crianças durante a terapia com lamivudina estão descritas na tabela abaixo:

Porcentagem de pacientes pediátricos com anormalidades nos valores laboratoriais. Estudo clínico com 97 pacientes pediátricos.

Teste (nível anormal) Pacientes com níveis basais normais % (n) Pacientes com níveis basais anormais % (n) Neutropenia (contagem absoluta de neutrófilos < 750/mm 3) Anemia(Hgb < 8,0 g/dl) Trombocitopenia (plaquetas < 40.000/mm 3) ALT (> 5,0 x LSN) AST (> 5,0 x LSN) Amilase (> 2,0 LSN) 22% (55) 2% (50) 0% (68) 4% (51) 0% (29) 3% (69) 45% (33) 24% (46) 25% (12) 29% (42) 19% (57) 23% (13) LSN Limite normal superior n número de pacientes avaliados.

posologia

Adultos e adolescentes

A dose recomendada é de 150 miligramas de lamivudina + 300 miligramas de zidovudina 2 vezes ao dia.

Comprometimento renal e hepático

Os níveis plasmáticos de lamivudina e zidovudina (área sob a curva [ASC]) apresentam-se elevados em pacientes com comprometimento renal moderado a grave, devido à depuração diminuída. Por conseguinte, torna-se necessário ajustar a dose nestas circunstâncias.

SUPERDOSAGEM

Não se conhece um antídoto para superdosagem com o produto. Um caso de um adulto que ingeriu 6 g de lamivudina foi reportado, não ocorrendo sinais ou sintomas clínicos de superdosagem e os testes hematológicos se mantiveram normais. Não existem dados que comprovem se a lamivudina pode ser removida por diálise peritoneal ou hemodiálise.

Os dados disponíveis sobre as consequências da ingestão de superdoses agudas de zidovudina são limitados. Não foi identificado nenhum sinal ou sintoma específico nestes casos. Não ocorreram fatalidades e todos os pacientes se recuperaram. O mais alto nível sanguíneo de zidovudina relatado foi de 185 mM (49,4 mg/ml). Altas doses orais de até 1.250 miligramas de zidovudina a cada 4 horas, por 4 semanas, foram administradas a 2 pacientes. Um apresentou anemia e neutropenia, enquanto o outro não apresentou efeitos indesejáveis.

USO GERIÁTRICO

Tanto a lamivudina quanto a zidovudina podem ser usada por pessoas acima de 65 anos de idade, desde que observadas as precauções comuns ao produto.

Atenção: ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO E, EMBORA AS PESQUISAS REALIZADAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA QUANDO CORRETAMENTE INDICADO, PODEM OCORRER REAÇÕES ADVERSAS IMPREVISÍVEIS AINDA NÃO DESCRITAS OU CONHECIDAS. EM CASO DE SUSPEITA DE REAÇÃO ADVERSA O MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO.

"VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA" "SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA" "ATENÇÃO O USO INCORRETO CAUSA RESISTÊNCIA DO VÍRUS DA AIDS E FALHA NO TRATAMENTO."

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